14.12.06

Perspectivas!


Sou filho de terra revolvida e sofrida.
Andei pelo lamaçal e senti cabeças febris.
Vi estúpidos apostando unanimidade ferida.
Olhos opacos, cobertos por películas sem vida.

Quis curar apontando coloridos outros.
Dispensaram-me sob acusações hostis.
Visitei tribunais para explicar sonhos loucos.
Vozes timbradas articulavam ouvidos moucos.

Cicatrizes, marcas de experiências doloridas.
Velhos tempos a gerar e cruzar horizontes anis.
E eu aqui, repromovendo médias e grandes saídas.
Povo, gente, comunidade vivendo perspectivas.