1.8.07

Viagem à Rússia I - 14/07/02 (domingo)


Saímos de casa a pé, carregando duas malas. Às 9h e 15min, chegamos à Estação “Josefplatz”, onde embarcaríamos no “U-Bahn 2” com destino ao “Hauptbahnhof” para, de lá, tomarmos o “S-Bahn” com destino ao aeroporto que fica 60 km distante de Munique. “Schade!” Percebemos que nossas bagagens estavam sem o cadeado. Nada demais! Só um primeiro atraso de 15min.


Resolvido o problema, compramos os “tikets” e lá fomos nós rumo a uma “grande aventura”. Chegamos ao Aeroporto Josef Strauss às 10h e 55min. Enquanto fazíamos o “Check-in”, fomos informados de que nosso vôo, previsto para às 13h e 30min, atrasaria três horas. Reclamamos de forma um tanto tímida mas acabamos nos consolando com as passagens marcadas para às 16h e 30min., mais os dois “Vale Refeição” que, juntos, somavam € 37,00.


Enquanto almoçávamos uma gostosa macarronada, tentamos telefonar para os nossos hospedeiros em Moscou. A pessoa que nos atendeu não sabia a língua alemã. Então, ligamos para a amiga Irina, em Wladiwostok (670.000 habitantes; 9.288 km distante de Moscou; fuso de 9h a mais do que em Munique). Lá, quase do outro lado do mundo, também fomos atendidos por uma pessoa que só sabia falar a língua russa. Tentamos outros contatos mas todos acabaram infrutíferos. De repente, soou o nosso telefone celular. Do outro lado da linha, o Pastor Brookmann, lá da longínqua Comunidade para onde iríamos viajar 12 horas de avião. Muito simpático, responsabilizou-se por informar o sr. Krüger que, assim como ficara acertado, nos daria cobertura na capital da Rússia, Moscou. Isso nos acalmou bastante.


Não demorou muito, outro chamado no nosso celular. Desta vez, um amigo da colega Irina que mora em Frankfurt e que já trabalhou no Brasil. Queria saber se estava tudo bem. Disse-nos que iria informar sua amiga. Tudo esclarecido, só nos restava almoçar, descansadamente e é claro, esperar pela chamada do embarque. Como tempo é dinheiro, relemos o material que havíamos preparado para o Seminário que nos comprometeramos a levar a cabo. Assim, o tempo de espera passou ligeiro.


Nos dirigimos ao Glichê do “Pass Controll” às 14h e 45min. Nossos passaportes estavam ok e, assim, seguimos em frente com nossas bagagens de mão. O portão de embarque da AEROFLOT nos deixou um pouco mais relaxados. Acabamos embarcando no “Boing 737” quando eram 15h e 55min e já às 16h e 25min, levantamos vôo. O avião era confortabilíssimo. Sentamos nas poltronas 8a e 8b. Como o banco 8c estava vago, tínhamos todo o espaço do mundo para esticarmos as nossas pernas. Logo de início notamos que os comissários e as comissárias de bordo eram um tanto sérios, carrancudos. Na saída, ofereceram-nos algo para beber juntamente com um pequeno pacote com salgadinhos e um jornal. Optamos por "Süd- Zeitung", um dos bons jornais do sul da Alemanha. Não demorou muito, serviram-nos a janta que claro, estava gostosíssima. E, nesse ritmo, tranqüilos, pousamos em Moscou às 21h e 10min. Nesse momento, já tínhamos que administrar um pequeno fuso horário de 2 horas.


Nossa chegada em Moscou se deu às 21h e 10min. Depois de passarmos pela alfândega, fomos pegar nossas malas. E então nos dirigimos à saída do aeroporto. Lá, fomos recepsionados ou melhor, abalroados por taxistas que mostravam-se “sedentos” por dinheiro. Tivemos que dizer um claro “não”. Mas isso, com muito jeito. Uma vez fora do recinto, logo vimos um simpático senhor que ostentava um cartaz com o nome “Becker”. Dirigimo-nos até ele que, logo de saída, nos surpreendeu quando, num claro português, disse: - "Boa Noite!" A princípio, entendemos que falava a nossa Língua. Logo vimos que não. Ele decorara o cumprimento. Que simpatia – pensamos. Embarcamos num carro muito pequeno para seguir viagem até o centro da cidade que distava 60 km. Lá ficavam as dependências da Comunidade onde iríamos nos hospedar. A maior parte das nossas poucas bagagens precisou viajar no nosso colo. Lembro que o calor era insuportável, assim como o movimento de carros na estrada.


Uma vez na Comunidade, fomos recebidos pela zeladora. Comunicamo-nos por gestos. Isso não era fácil. Coisa boa quando, de repente, conhecemos o missionário Metzger e sua esposa Lori. Falavam a língua alemã. Disseram-nos que eram da Missão Marburg e que, agora, aposentados, prestavam serviço por três meses na Comunidade Evangélica Pedro Paulo de Moscou. Sentimo-nos muito bem acolhidos pelo casal. Logo depois, o sr. Künzel (Secretário da Comunidade) despediu-se de nós. Estávamos cansados. Por isso, depois de conversarmos um pouquinho, fomos dormir. Para nós, foi um presente podermos nos acomodar naquele quarto comunitário. Lá podíamos nos comunicar em alemão. Noutros lugares teríamos que colocar nosso parco inglês na roda. Era muito melhor assim...