Busque Saber

12.1.11

Por aqui ou por ali?

Algo está acontecendo comigo e não é de agora... Algumas pessoas me pedem para orar pela resolução deste ou daquele problema. Para elas tudo é tão simples. Eu, no entanto, não consigo caminhar com desenvoltura nestes caminhos calçados de simplismo. Talvez você pergunte: - Mas tu não és um pastor?

Por favor, tentem me entender! Conheço uma pessoa que luta para vencer na vida; que dá “murro em ponta de faca” para sobreviver; que investe tudo e mais um pouco no bem da sua filha que tem grave deficiência visual e que estuda na universidade.
Soube que no Natal essa pessoa ganhou uma cesta com bons produtos do seu empregador. Entre outros produtos, nela também havia um bom vinho espumante. Na hora da ceia a estudante perguntou ao pai se ele não aproveitaria a ocasião para servir a boa bebida.

Não – disse ele – vamos guardá-la para quando da tua formatura, daqui dois anos. E agora? O que é que eu faço com essa informação? Devo orar lembrando Deus das dificuldades enfrentadas pela referida família e, depois, descansar na “rede” do dever cumprido? Devo me envolver com estes irmãos para melhorar o seu “status”?

Tenho clareza que Deus me chamou para refletir Seu amor aqui no chão. Ora, isso implica em tomar atitudes. Confesso que me sinto pequeno. Não é tão simples ser cristãos como alguns apregoam, alicerçados em informações teológicas parciais. Ajude-me a responder esta questão: Agir não é orar?

3.1.11

Outono!


A noite cedeu o dia.
Passei, não a beijei.
Ela se foi – arredia.

Manhã, tarde, noite...
Desgasto é desgosto.
A vida – um açoite?

Oh tempos outonais...
De galhos desnudos.
Parece tarde demais!

Busco uma condução.
Não tenho muita sede.
Ufa – eis à estação.

A noite cedeu o dia.
Passei, quase abracei.
Vida que tanto queria.

2.1.11

Com os pés descalços no outono da vida!


Se observarmos bem, vamos nos dar conta que a vida, geralmente, se divide em quatro etapas. Estou vivendo a terceira.

Os primeiros vinte anos nós investimos no crescimento; no amadurecimento; no “garimpo” do espaço na sociedade. Esse momento vai culminando com o abandono da casa do pai e da mãe e aí chega a hora de colocar os pés no mundo; de buscar o amor e viver a vida...

Dos 21 aos 40 nós aplicamos na construção do “status”. Queremos ser reconhecidos como pessoas. Investimos nossa energia na formação da família; procuramos “com unhas e dentes” pelos melhores caminhos; esforçamos-nos para “passarmos a borracha” para apagarmos os resquícios das caminhadas não tão boas...

Aí vem o espaço compreendido entre os anos 41 e 60. Este é o terceiro quarto da nossa vivência e nele estamos encharcados de maturidade; de estabilidade. Quase todos os nossos objetivos foram alcançados e nos encontramos como que solidificados. Nossos vizinhos e parentes nos vêem como pessoas confiáveis, mas estamos lutando conosco mesmos para abdicarmos da companhia das nossas filhas e dos nossos filhos. Aqui e ali ajudamos os mesmos, mas sem muita proximidade...

Por fim vem o último quarto da nossa “passagem”. Alguns ultrapassam os 80. Esse tempo se deixa marcar pelo “ir” das amizades; pelo “vir” das novas gerações; pela postura de agradecimento; pela esperança trabalhada nas fases anteriores; pelo reconhecimento; pela não teimosia; pelo fortalecimento das velhas amizades; pelo entendimento do próprio “apequenamento” e pela bênção de Deus...

Tudo na vida é primavera, verão, outono e inverno. No momento ando descalço sobre as folhas de outono, enquanto o ano de 2011 “engatou sua primeira marcha”.

OLHA SÓ!

  A BAILARINA DE AUSCHWITZ Outro dia, após repartir algumas dificuldades com uma amiga, fui desafiado a ler o livro “A Bailarina de Auschwit...