30.11.11

Água pro Advento!


Um cardume de peixes nadava num rio. Os peixes do cardume conversavam entre si. Um deles disse: - Eu carrego a forte impressão de que a nossa existência depende da água. O problema é que eu nunca vi água. Não sei se vocês pensam como eu. Eu simplesmente não sei o que é água. Vocês sabem?

Um peixe que nadava perto daquele que tinha aberto seu coração reagiu: - Olha! Eu ouvi dizer que no mar existe um Peixe muito grande e sábio. Ele conhece todos os segredos da vida. Quem sabe a gente nada até Ele. Quando O encontrarmos, vamos pedir-Lhe que nos mostre a água.

Assim fizeram. Nadaram longos dias a favor da correnteza do rio e chegaram ao mar. Lá encontram o enorme e sábio Peixe. Este ouviu a voz do cardume e disse: - Oh peixes incultos. Vocês vivem na água; se movimentam na água e mesmo assim não sabem o que é a água? Por favor!

Tal como os peixes que, sem saber, vivem na água, assim também a cristandade que foi batizada e, por isso mesmo, está ligada a Jesus Cristo, vive em Deus, no mar do Seu amor. Mesmo assim são muitos os cristãos que perguntam: Onde está Deus? O que é que deus tem a ver com a minha vida? O apóstolo Paulo respondeu esta pergunta a 2.000 anos em Atos 17.28: “Nele vivemos, nos movemos e existimos.”

Este versículo nos dá a impressão de que Paulo sabe do que está falando. Mais do que isso, de que Paulo conhece Aquele sobre quem está falando. Esta é a diferença entre opinião e testemunho. Paulo testemunha como ele experimentou e experimenta Deus. Ele foi tão preenchido por Deus que não conseguiu mais viver sem se doar para as pessoas a partir de viagens sem fim, prédicas e horas de oração.

Paulo não era um desses entusiastas fanáticos que se pautam em “Teologias Redondinhas”, mas um homem que teve contato com Deus; um homem que tinha ciência do que tal “contato” pode significar para uma pessoa. Ele também não era um destes “crentes egoístas” que circulam por aí e que só conseguem pensar que sua experiência os faz pessoas tremendamente “especiais”. Nada disso! Paulo queria que todos soubessem o quanto eles (as pessoas que lhe eram próximas) eram importantes para Deus. Daí que o pequeno texto que lemos a pouco não fala de destino, mas do fundamento da vida e do pensamento.