Busque Saber

21.11.08

Recortes de Memória I

Acabei de rever uma foto onde me vejo posando com uma Bíblia debaixo do braço, ao lado do Luís (falecido), da Neuza e de sua irmã Nelci (falecida) e da Sara da qual não tenho mais notícias desde 1975.

Tínhamos acabado de assistir um Culto Especial no templo central da Comunidade Evangélica Luterana de Novo Hamburgo. Lembro que havia euforia no ar naqueles dias de 1971. Ali, pela primeira vez na vida, eu tive a oportunidade de testemunhar para mais de 400 pessoas. Compartilhei sobre os inícios da minha caminhada cristã para o povo que até ali tinha viajado de várias cidades do Rio Grande do Sul. Todos me acolhiam com olhares simpáticos. Estávamos tendo a honra de participarmos de um dos Primeiros Encontros Regionais dos Grupos ECO (Estudo, Comunhão e Oração). Depois daquele encontro viajamos para casa incendiados pelas novas experiências.

Como um dos líderes da Juventude Evangélica de Santa Cruz do Sul, articulei um dos Grupos de ECO santa-cruzense. Reuníamos no domingo à tarde, durante 90 minutos, com o objetivo de sugarmos as Boas Novas de Deus de dentro das Escrituras, a partir de Estudos Bíblicos pré-formatados pelo renomado pastor Aamot. Ainda lembro de todos os participantes reunidos lá em cima, bem no canto, ao lado direito de quem entrava no templo. Éramos todos jovens, a Marlene, o Vanolir, o Milton, o Heini, a Tânia e a Sara.

Enquanto crescíamos na fé dentro de um ritmo não muito abençoado pelo nosso querido pastor Werner, desenvolviamo-nos sonhando com mais contatos com o então jovem pastor Schaefer, o grande articulador daqueles momentos entre nós...

18.11.08

Será que precisava ser assim?


Amigas e amigos!

Vem chegando o Natal. Descobri uma prédica que proferi no templo da Comunidade Evangélica de Florianópolis (Rua Nereu Ramos, 37) no dia 25 de dezembro de 1992. Lá se vão dezesseis anos. Reli a mesma há pouco. Acho que fui muito duro com quem me ouvia. Coisas da vida! Dêem uma olhadinha e reajam... Bom Advento para todas e todos!

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Introdução

Ao estudarmos a Bíblia vamos perceber que a mesma sempre prediz duas vindas de Deus aos homens e às mulheres: A do Prometido para cumprir o plano salvífico de Deus e presidir a formação de Seu povo, a Igreja e a da volta de Cristo, em poder e glória, para julgar os vivos e os mortos e dar-lhes o devido destino com a criação de novos céus e novas terras onde habitará justiça.

A primeira vinda já ocorreu. Ela se deu quando do nascimento de Jesus em Belém. A segunda vinda ainda será verdade uma vez que está documentada na Bíblia com cerca de 300 profecias. É desta Segunda Vinda que queremos nos ocupar agora neste 25 de dezembro de 1992. Estamos vivendo o momento de preparação para a espera do Rei. Ansiamos pelo Prometido, Jesus Cristo que vem.

Como será o Prometido?... Será Ele um Rei poderoso?... Será Ele um político excepcional?... Será Ele um exímio estrategista militar?... O profeta Zacarias responde estas perguntas. Quem dos presentes quer ler Zacarias 9.9-10?... Por favor!

O texto ebulindo

Eis aí palavras proferidas por Zacarias ainda a.C. Já no início da era cristã os evangelistas Mateus e João confirmaram: - “É isso mesmo! O Prometido está aí. É o marceneiro e pregador Jesus de Nazaré, que entrou em Jerusalém montado num burrico.”

Observem! Algumas coisas interessantes são ditas Dele: Se diz que Ele é justo. Que Ele age conforme a vontade de Deus. Que Ele deixa de lado os seus desejos, o Seu comodismo e as Suas vontades só para fazer a vontade do Pai. Se diz que Deus O ajuda reconhecendo e recompensando a Sua obediência. Se diz que Ele é humilde. Se lê que Ele é um sujeito que não tem nada, nem reputação, nem bens, nem fama, nem nada. Se ouve que Ele é um João Ninguém que, ao invés de vir montado num brioso e altaneiro cavalo puro sangue, vem montado num burro. Será Ele um louco? Será Ele um frouxo? Será Ele um maricas que sempre leva na cabeça e nunca reage? Que não se mexe? Que só apanha e não faz nada de positivo?

Nada disso! Ele é um Rei! Um Rei que erguerá um Reino de mar a mar. Um Reino que encobre cada palmo deste planeta. Um Reino com características bem próprias. Um Reino que o mais absurdo futurologista não ousa sonhar. Um Reino sem carros de guerra e sem cavalos de batalha; sem revólveres e sem metralhadoras; sem tanques, bazucas, morteiros, granadas e fuzis; sem porta-aviões, torpedeiros e submarinos; sem caças a jato, bombardeiros e mísseis; sem energia nuclear e sem armas bacteriológicas; sem Exército, Marinha ou Aeronáutica; sem soldados rasos, cabos, coronéis, generais e marechais; sem criminosos, prisões e cadeira elétrica... Um Reino sem violência, seja qual for a sua forma.

Sim, Ele é um Rei! Um Rei que proclamará paz aos povos. Vocês sabem o que significa o termo paz para os hebreus? Para eles a paz não é somente a ausência de guerras. Paz é a integridade absoluta em todas as condições, situações e relações humanas. Para eles a paz significa bem estar físico e material. Nada de câncer, enfartes, úlceras nos estômagos, desidratação, debilidade mental, desastres pavorosos, miséria, fome, retirantes, enchentes, secas. Para eles paz é saúde, salubridade do ambiente, vida regrada e sadia, fertilidade, teto e comida. Para eles paz é relação harmoniosa, íntegra e perfeita: nada de calúnias, boatos e fofocas; nada de abismos entre reduzidas camadas abastadas e enormes massas famintas, sem teto e sem roupa; nada de extorsão e espoliação do mais fraco pelo mais forte; nada de brigas em família, entre irmãos e entre cônjuges. Para eles paz é a relação harmoniosa, íntegra e perfeita entre Deus, os homens e as mulheres, ou seja: as mulheres e os homens fazem a vontade de Deus e Este os ampara e conduz.

Isto é paz. Todos os aspectos que citei estão relacionados entre si. Não pode haver ausência de guerras e violência enquanto um único ser humano continuar de barriga vazia. Não pode haver harmonia entre os homens, enquanto não houver harmonia com Deus. Paz é o todo. Paz é a saúde absoluta do mundo. Este é o Reino do Prometido. Com este Reino Ele dominará a terra de ponta a ponta, de um extremo ao outro.

Como já disse, estamos comemorando a festa de aniversário da Primeira Vinda do Prometido. Ele já veio uma vez e agora, definitivamente, esperamos que venha ainda pela última vez. É momento de preparar-se para a vivência no Reino da Paz que ainda não foi instalado. A instalação definitiva se dará quando da Segunda Vinda. Quer queira quer não, a meta para caminharmos é o Schalom, a paz de Deus.

Para assumirmos o desafio

Hoje estamos vivendo o tempo entre a Primeira e a Segunda vinda de Cristo. Temos a nos empurrar para frente o anúncio e a mostra de como será o Reino. A nos puxar está a meta a ser buscada. É o SCHALOM, a paz de Deus a nos abanar. Então, vivendo entre um marco e outro, sabedores da meta a perseguir e, conscientes do interesse de Deus na nossa condução, não resta alternativas. Temos que acompanhar o curso da História e assumirmos a Sua proposta.

O cristão deverá opor-se a toda espécie de guerras, de ocupação e de intervenção, a toda espécie de violência. Eis aí uma atitude que exige dedicação e postura clara diante dos muitos conflitos que abalam o mundo, a sociedade, diante de qualquer forma de violência praticada em nosso meio. Penso nas guerras, nos Regimes Racistas, nas torturas dentro das prisões, na violência dos empregadores inescrupulosos contra trabalhadores e empregados desprotegidos, na violência praticada por nós contra aqueles que nunca tiveram o privilégio de nunca consultar um médico, de adquirir os caros medicamentos do nosso mercado, de freqüentar uma escola. Sim, somos culpados e aumentamos mais a nossa culpa quando deixamos de abrir a boca.

Nossa esperança do Reino da Paz precisa deixar marcas profundas também, e antes de mais nada, na nossa vida privada. Não pode haver violência entre nós e o nosso próximo. E violência, aqui, não significa apenas bofetadas e pontapés: o simples olhar rancoroso ou desinteressado que lançamos ao semelhante já é um ato de violência. Violência também é a fofoca que espalhamos. É a mancha que colocamos na reputação de uma pessoa. Violência também é a atitude de orgulho, de desprezo, de falta de companheirismo que assumimos na família, no trabalho, no grupo em que atuamos. Tudo isso é contrário à marcha de Deus com a humanidade em direção ao SCHALOM.

Conclusão

Aceleramos ou bloqueamos o caminho de Deus no mundo e com o mundo? Busquemos forças junto àquele Rei humilde, pobre – e tremendamente atuante. Vamos segui-lo, imitá-lo na Sua obediência incondicional à vontade de Deus. Vamos marchar com Ele em direção ao SCHALOM.

Vibra de alegria Florianópolis. Exulta Comunidade Evangélica Luterana porque o teu Rei vem a ti... Amém!


OLHA SÓ!

  A BAILARINA DE AUSCHWITZ Outro dia, após repartir algumas dificuldades com uma amiga, fui desafiado a ler o livro “A Bailarina de Auschwit...