11.8.09

Vladivostock


Estávamos hospedados num pequeno quarto. O pingo que pingava da velha torneira já escurecera o fundo da pia com seu pingar. Ouvi-o durante toda a madrugada. A manhã cinzenta contrastou com a euforia dos futuros amigos. O povo tinha viajado dois, três, cinco mil quilômetros para tomar parte no retiro anual promovido pelo amigo Brookmann. Pedia-se pressa para não perder o ônibus.

O café foi com ova de peixe. Falava-se russo à mesa. O casal de missionários americanos falava inglês. Trataríamos do tema “crendices” em alemão. O ônibus no qual viajamos não tinha marca e os seus 45 bancos estavam ocupados por pessoas sedentas da Palavra de Deus. No corredor iam os mantimentos e um cão educado. O retiro teria a duração de 17 dias. Já nós teríamos que sacolejar 500 quilômetros para chegarmos ao destino.

Doze horas de viagem depois estávamos exaustos e cobertos de poeira vermelha. Lembrei da minha Tenente Portela dos idos de 1959. Ah um banho! Mas onde estavam os banheiros? Simplesmente não os encontramos e ninguém sabia nos explicar nada. Sim, havia um lago nas imediações, mas sua água era geladíssima. Banhei-me nele, tremendo de frio. Enquanto isso as pessoas sorriam sorrisos abertos...

Um comentário:

Ixtepô disse...

Caro Pastor Renato,

Aqui é o Ricardo Peres, da Comunidade da Trindade. É muito bom que o Senhor esteja Blogando e que possamos ter acesso ao que escreve e pensa.
Tomo a liberdade de publicar uma de suas postagens " Só para pensar" em nosso jornal, informando o endereço de seu Blog.

Grande abraço