1.7.10

A sabedoria e o ME!


Nestes dias a Igreja ainda festeja a Festa de Pentecostes. Ela ainda continua refletindo sobre os dons que o Espírito Santo promove. O profeta Isaías escreve que são sete dons: Sabedoria e entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e temor a Deus. (Isaías 11.2) Aqui, centro minha atenção no primeiro dom: Sabedoria.

A "sabedoria" tem grande importância nas Sagradas Escrituras, especialmente no Antigo Testamento. Há uma gama de literatura ligada à mesma nos livros de Salmos, Jó e Provérbios. Nestes Escritos a sabedoria é “pintada” como o mais bonito e mais preciso dom de Deus: mais valioso que dinheiro e ouro; mais desejável que a juventude e que a saúde. Sim, porque dinheiro, juventude e saúde são detalhes passageiros. A sabedoria, no entanto, nos faz amigos de Deus e permanece para sempre (Provérbios 3.13). Mas, o que é sabedoria? Um dos grandes sábios da Antiguidade, Sócrates (o primeiro filósofo do ocidente), mostrou toda a sua sabedoria quando citou a célebre frase que até se tornou um ditado popular: “Oida, ouk eidos” – “Eu sei que nada sei”. Na época ele compartilhou esta frase com os seus discípulos que criam saberem tudo a respeito de tudo. “Eu sei que eu nada sei”: eis aqui o primeiro passo para se ser sábio. O segundo passo nos é ensinado pela própria Bíblia: “Eu sei que Deus tudo sabe.” Ora, Deus é a origem e o fim de todas as coisas. Vai daí que O homem sábio sabe o que é preciso, o que verdadeiramente conta: Deus! É Deus quem precisa ocupar o primeiro lugar na vida da pessoa. Tudo o mais – incluindo a própria pessoa – não é levado em grande conta pela pessoa sábia. Ela permanece calma e serena diante dos problemas que “pipocam” no mundo porque crê em Deus.

Me diverti bastante ultimamente com algumas lideranças evangélicas da IECLB. Elas insistem em marionetizar os que compõem seu grupo. Já de longa data desconfio que alguém, encastelado no sul, coordena os pensamentos dos que apresentam o rosto. Tudo meio que um pouco debaixo dos panos, mas a maioria se submete. Não há espaço para o diálgo aberto, uma vez que o controle é explícito. E assim não se dá vazão à sabedoria; ao crescimento do saber que nada se é; que só Deus é. Pena... E lá vai o Encontrão fazendo suas contas...