10.10.13

Mulher – Sexo Frágil!


Preciso urgentemente de ajuda. Passo os olhos na lista do voluntariado da Comunidade onde atuo e fico pasmo. As voluntárias são em número bem maior. Deixo me levar nas ondas da memória e constato que, por onde andei, sempre foi assim nessa Igreja amada por Deus. Foram e continuam sendo quase as mulheres que se colocam para ajudar neste Projeto de Paz, Amor e Perdão que assumi, depois de ler e entender a Bíblia.

Nós, homens, somos vistos, ouvidos e lidos. Agora, não fossem as nossas mulheres nos dando apoio, seríamos um tanto quanto inativos. Alguns de vocês não estão gostando do conteúdo que brota destas linhas? Lamento! Por que isso é assim? Não sei ao certo, o fato é que praticamente todas as Igrejas do mundo são carregadas por mulheres. São essas lindas pessoas que, um dia, o “tremendão” Erasmo Carlos classificou de “sexo frágil” que espalham a proposta da Boa Notícia para as gerações que se sucedem. Na Rússia, durante a “cortina de ferro” foi assim. No Brasil de tantos lamentos também o é.

Quando se pergunta pelos frutos que a fé gera, me vem à cabeça o nome de mulheres. Se pensarmos na proposta da Diaconia no seio da IECLB, surge o nome da Diácona Hildegart Hertel. Se ouvirmos falar do "Cantinho do Girassol" em Brasília, daremos de cara com o nome da Diácona Elli Emma Stoef. Se estudarmos a Reforma Luterana não vamos poder passar de largo da Diácona Katharina von Bora (esposa de Lutero). Se nos pararmos a pensar nos nossos Sínodos, nas nossas Comunidades e Paróquias, aí sim é que esta lista feminina não acaba mais.

É isso daí! São as mulheres que tocam o barco da Igreja. Elas fazem isso por causa da esperança que carregam, mais do que nós homens, em seus corações. Nestes dias quando comemoramos a Reforma, o nosso agradecimento a elas, às mulheres.