Busque Saber

20.10.13

O sopro do vento!

Sim, o vento soprou e animou as ministras e os ministros da IECLB que ousaram participar da sua segunda Convenção, em Curitiba (PR). Quanta comunhão! Logo na chegada nos eram ofertados abraços e mais abraços. Quanta graça! O ambiente que construíamos ia se inundando de sorrisos, enquanto evocávamos boas lembranças e também perspectivas. E lá, bem no meio de tudo, nasciam os novos conteúdos. Era a utopia, essa ideia fortemente pensada que, certamente, viria a ser realidade: momentos ricos de paz, amor, justiça e perdão... Quase no finalzinho de tudo, quando celebramos a Ceia do Senhor, me permiti a emoção. Deus doou-nos o privilégio de experimentarmos o Seu envio. Hoje, em casa, escrevo animado. Obrigado Senhor pelo Teu chamado!

18.10.13

Pastoral Urbana

Quanta gente se perde, continua se perdendo na cidade? Faço esta pergunta por que experimentei essa realidade na carne. No final dos anos 50 minha família trabalhava na agricultura no interior de Tenente Portela (RS). Nossa vida era pacata. À noite olhávamos as estrelas e dialogávamos horas e horas sob a luz do luar. Lembro que as vezes ouvíamos o rádio na sala iluminada com uma lâmpada da marca Aladim. Já durante o dia, eu, menino, brincava com os filhos dos índios kaingang e a vida seguia seu ritmo lento, seguro e constante.

Foi de repente a nossa mudança para Porto Alegre (RS).Naquela época meu pai estabeleceu o seu negócio na Avenida Farrapos. O movimento constante de veículos me dava dor de cabeça. Estávamos vivendo uma crise familiar muito grande, por não dominarmos aquele contexto citadino. Num certo domingo, bem cedo, saí a caminhar sem rumo pelas calçadas do bairro onde morávamos: IAPI. Não demorou muito, me vi diante de um templo simpático; de uma igreja, cujas portas estavam abertas. Lá dentro a Comunidade reunida entoava hinos cristãos que eram do meu conhecimento. Ouvi a prédica do pastor, escorado no muro que separava o templo da rua. Não ousei entrar; participar daquela comunhão por causa da minha timidez. Pensei em voltar ali, mas na época não fui acolhido e assim o tempo foi passando; a nossa família foi se acostumando ao novo ritmo da capital e as coisas acabaram se sucedendo como sucederam. O fato é que estávamos sem Igreja. Ficamos sem Igreja.


Eu cresci. A vida deu suas voltas. Hoje faz alguns anos que eu, já pastor, quase fui dar de mim na Pastoral Escolar do Colégio Pastor Dohms, bem perto daquele templo que, um dia, tentou me abraçar, a partir dos seus cânticos cristãos. Outro dia, em visita à capital dos gaúchos, parei ali no início da Rua D. Pedro II, 676. Foi naquele espaço que eu bem poderia ter buscado apoio, já aos sete anos de idade. 

Todas estas lembranças acabaram direcionando os meus pensamentos para o Salmo 91.1-2 onde se lê que “a pessoa que procura segurança no Altíssimo e se abriga na Sua sombra protetora, experimenta um Deus defensor e protetor”. Na versão alemã está escrito: “Wer unter dem Schirm des Höchsten sitzt und unter dem Schatten des Almächtigen bleibt der spricht zu dem Herrn: Meine Zuversicht und meine Burg, mein Gott, auf dem ich hoffe.” Muito boa esta ideia. O salmista sugere que Deus é uma espécie de “guarda-chuva” que protege aquelas e aqueles que Nele creem. 

10.10.13

Mulher – Sexo Frágil!


Preciso urgentemente de ajuda. Passo os olhos na lista do voluntariado da Comunidade onde atuo e fico pasmo. As voluntárias são em número bem maior. Deixo me levar nas ondas da memória e constato que, por onde andei, sempre foi assim nessa Igreja amada por Deus. Foram e continuam sendo quase as mulheres que se colocam para ajudar neste Projeto de Paz, Amor e Perdão que assumi, depois de ler e entender a Bíblia.

Nós, homens, somos vistos, ouvidos e lidos. Agora, não fossem as nossas mulheres nos dando apoio, seríamos um tanto quanto inativos. Alguns de vocês não estão gostando do conteúdo que brota destas linhas? Lamento! Por que isso é assim? Não sei ao certo, o fato é que praticamente todas as Igrejas do mundo são carregadas por mulheres. São essas lindas pessoas que, um dia, o “tremendão” Erasmo Carlos classificou de “sexo frágil” que espalham a proposta da Boa Notícia para as gerações que se sucedem. Na Rússia, durante a “cortina de ferro” foi assim. No Brasil de tantos lamentos também o é.

Quando se pergunta pelos frutos que a fé gera, me vem à cabeça o nome de mulheres. Se pensarmos na proposta da Diaconia no seio da IECLB, surge o nome da Diácona Hildegart Hertel. Se ouvirmos falar do "Cantinho do Girassol" em Brasília, daremos de cara com o nome da Diácona Elli Emma Stoef. Se estudarmos a Reforma Luterana não vamos poder passar de largo da Diácona Katharina von Bora (esposa de Lutero). Se nos pararmos a pensar nos nossos Sínodos, nas nossas Comunidades e Paróquias, aí sim é que esta lista feminina não acaba mais.

É isso daí! São as mulheres que tocam o barco da Igreja. Elas fazem isso por causa da esperança que carregam, mais do que nós homens, em seus corações. Nestes dias quando comemoramos a Reforma, o nosso agradecimento a elas, às mulheres.

OLHA SÓ!

  A BAILARINA DE AUSCHWITZ Outro dia, após repartir algumas dificuldades com uma amiga, fui desafiado a ler o livro “A Bailarina de Auschwit...