Busque Saber

12.3.19


Bora lá!

Isaías 57.13c: “Mas os que confiam em mim morarão na Terra Prometida; o meu monte santo será deles.”

Confiar em Deus implica em transitar pela estrada da vida onde há pó e instabilidade, mas é só nela que se compreende a proposta cristã.

O povo judeu não refletiu bem enquanto a caminho e se deu mal. Em Isaías 56.9-57.13 se leem críticas e mais críticas aos caminhantes e suas lideranças.   

Nós também caminhamos. Como fazê-lo com equilíbrio no trabalho; na formação; na vivência da fé; nas obrigações comunitárias e sociais?

Que tal não esperar muito de si e nem tampouco das outras pessoas; limitar os objetivos dentro daquilo que é possível!

Que tal não exaurir-se a ponto de perder a sensibilidade; lutar por momentos de lazer que induzem relaxamento!

Que tal agradecer pelo bom que acontece; abençoar as pessoas próximas! Esse tipo de comportamento promove relacionamentos felizes.

Que tal amar a Deus, a si mesmo e as pessoas circundantes! Faz bem perceber o que se passa “do outro lado da rua”.

Que tal não tentar fazer tudo de forma perfeita; refletir e depois cumprir as tarefas com zelo! Sim, porque o perfeccionismo só complica a vida.

Que tal compreender que nem tudo gira em torno de nós e nem tampouco em torno das outras pessoas!

Que tal encontrar equilíbrio saudável entre aceitar e dar presentes! A doação contínua sobrecarrega e cansa. Já o egoísmo traz insatisfação e solidão.

Que tal autocriticar nossa aparência piedosa! A fé simples é atraente, mas o fanatismo repulsivo.

Para tomarmos “posse” do monte santo, perguntemo-nos: - O que Deus quer de mim? Ouvi-lo e colocar mãos à obra!

Querido Deus! É dura tua palavra. Adjetivas tuas lideranças como cães cegos, mudos, gulosos, preguiçosos, desentendidos e beberrões que só pensam em si. Presenteia-nos com equilíbrio e com a capacidade de entendermos como viver conforme a tua vontade. Amém!

8.3.19

Ô COTONETE!



Ô COTONETE!

Em maio celebro meus 65 anos, a maioria deles embebidos da proposta cristã. Minha diabetes está controlada a partir de uma alimentação regrada e com caminhadas de quatro quilômetros diários.  Quem me vê caminhando, logo percebe o cabelo extremamente embranquecido.

Outro dia, enquanto eu “deslizava” pela calçada com o intuito de querer chegar, vi um sujeito projetando seu corpo para fora da janela traseira de um carro popular. Ele apontou seu dedo para mim e gritou: - Ô COTONETE!

Enquanto aquele automóvel se distanciava do quebra-molas ainda ouvi muitas risadas. Segui meu caminho pensando na boa resposta que poderia ter gritado de volta... Andei mais uns duzentos metros e só então me dei conta de que não teria valido a pena a tal atitude. 

Enquanto apressava o passo, lembrei-me da palavra de Tiago. Ele sugere o comportamento da “ligeireza do perdão” e, junto, da “lerdeza do troco” (Tiago 1.20). Recordei-me duma reflexão que fiz em dias de ativa no pastorado: Dorme em paz quem detecta os “desvios diários” e, logo depois, os coloca ao “pé da cruz”.

Creio que Lutero estava maduro quando, no fim da sua trajetória, deu-se conta de não passar de um “saco de vermes”. Que coisa! O nosso amadurecimento promove a bênção de falarmos e escrevermos com cada vez menos “filtros”.  Ai como é boa à liberdade!

Sentir raiva do moço mexido pela cerveja que, entre os seus, gritou com o intuito de se “agrandar”? Ojerizar pessoas e comunidades que nos “usam” para avantajar-se? Não, porque esse comportamento não constrói. Aliás, ele, uma vez instalado no peito, corrói a vida e até fere de morte as células do organismo.

Creiam! Faz bem ouvir os “barulhos” que acontecem no âmago do “coração”.  Quem age assim, logo detecta as razões para articulação de ações nocivas.  Então, agir impensadamente? Só se a intenção for, de fato, exalar agressividade, ódio, ferimentos e sentimentos ruins em si e nas outras pessoas.

Volta e meia me chateio. “Apalpo” minha vida e não sei ao certo a origem deste estado de espírito. Nestas horas, tento imitar Jó que, encharcado de crise, procurou gente amiga, enquanto carecia de acolhimento.

O problema é que o seu pedido de socorro foi mal atendido.  As “figuras” que se aproximaram acabaram derramando sobre ele apenas algumas palavras descontextualizadas que, em si, nada ajudaram (Jó 32.2-3). No final das contas o próprio Jó teve que interceder a Deus pelos colegas que não souberam articular acolhida diante da sua situação caótica.  

Vou tentar fazer diferente!

OLHA SÓ!

  A BAILARINA DE AUSCHWITZ Outro dia, após repartir algumas dificuldades com uma amiga, fui desafiado a ler o livro “A Bailarina de Auschwit...