9.1.07

Dia do Fico!


Hoje, no Brasil, festeja-se o "dia do Fico". Dom Pedro, num dos seus momentos de euforia, teria dito: - "Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, eu estou pronto. Diga ao povo que eu fico." Ai que saudades da minha querida professora Mara Pflug, lá dos idos anos 70. Ela era uma mulher loira, grande e alegre, que sempre tinha suas aulas muitíssimo bem preparadas. Cofesso que fui marcado por sua postura pedagógica no então "Colégio Estadual Ernesto Alves de Oliveira" de Santa Cruz do Sul. Ai que saudades do Rodolfo, do Flávio, da Madalena, da Nilce, do Newton, da Eva e da Liane, colegas com os quais cresci estudando lá em frente ao quartel e, depois, na descida da Avenida Independência, na Várzea.


Interessante como guardo este dia 9 de janeiro tão timbrado na memória. Foi há 16 anos atrás que chegamos à Florianópolis de "mala e cuia" - o Daniel, o Áquila a Valmi e eu. De repente, o caminhão de mudaças do "seu Irineu" encostou num dos primeiros sobrados, à direita de quem sobe o Morro da Cruz, na rua José Boiteux. Nossos olhos viam e registravam tudo. Tínhamos vindo da interiorana Cruz Alta e estávamos cheios de muito sotaque gauchesco na bagagem.


Imagino que o pessoal da "Ilha" muito se deliciou com nosso jeito de falar. Vínhamos marcados pelas cores de um pastorado extremamente engajado. E ali, na beirada do mar, estávamos sendo chamados a nos envolver prioritariamente com jovens. Lá se vai uma década e meia de lembranças. Momentos que não saem da minha cabeça.


Hoje, em 2007, estamos com nossas duas malas repletas dos possíveis 20 kg que poderemos levar, pronta. Mais alguns compromissos e embarcaremos de volta ao Brasil. No nossos coração ficará o perfil de tanta gente querida que aqui vimos e com as quais nos envolvemos. É momento de embarcarmos noutra etapa. Aliás, de quantas etapas é mesmo a nossa vida?... Vou para Joinville cheio de esperanças. Vou marcado pelo "Cântico da Maria" (Lucas 1, 46-55). Olhando para bem dentro de mim, não carrego mínima dúvida. Deus continua usando gente menor como "ferramentas" para o embelezamento do seu "jardim".

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