17.1.07

Saudade, Alegria e Esperança!




Por aqui o dia estava bonito ontem, 8° com sol e céu de brigadeiro. À noite, encontrei-me pela última vez com minhas amigas e meus amigos estudantes estrangeiros. Vou sentir muita saudade deste povo querido que veio em busca de ser "mais gente" nestas terras estranhas. Perguntei para uma das meninas pelo porquê de tanto sacifício. Durante nosso diálogo, deixei-lhe claro que me impressionava com tanta coragem, tanta disposição ao sacrifício. Sim, por que não é fácil deixar-se a parentela, o lar aquecido pelo carinho dos pais e a cultura encarnada para, aqui, mergulhar nestas terras "geladas" e depois estudar, estudar, estudar... Sua resposta foi simples: "No meu país só as pessoas riquíssimas têm chance de visitar uma universidade. É por isso que me submeto a isso tudo."

Conversas assim mexem muito comigo. No Brasil só poucos têm acesso à Unversidade. Melhor, somente a turma que passou por um boníssimo Segundo Grau. E esse pessoal só chega ao topo, se fôr bem calçado pelos dinheiros da família. Leio jornais latinoamericanos. Converso sobre política com queridos oriúndos de outros países em desenvolvimento. É incrível como somos movidos pela esperança. É ela que nos faz sonhar com tempos melhores. E assim, os dias vão passando e nós, sempre de novo, ensaiando sorrisos outros. Leio nestes dias que uma porção de terra soterrou pessoas em São Paulo. Claro que se poupa na segurança. Os trabalhadores não valem muito. Quando uma catástrofe acontece, logo se culpa o clima ou as muitas chuvas. Na busca pelo "Mamon", até se mente, se preciso fôr. Todo mundo sabe que faltaram vigas de sustentação. A vida continua. Ninguém se levanta conra a injustiça. E neste contexo, lá vou eu para Joinville. Estou contente por estar mais perto de vocês. Vou trabalhar na Igreja, no templo fotografado. A gente se vê...