Busque Saber

23.5.08

Quarto 709


O telefone tocou e pediram que fizesse uma visita hospitalar. O tempo estava mormacento. O parque de estacionamento estava lotado. Precisei rodar um bom bocado para achar espaço, rente à calçada para bem guardar o carro comunitário. Caminhei até a “casa de saúde” um tanto apreensivo. A porta de vidro do prédio abriu-se automaticamente para a minha entrada. A atendente conferiu minha carteira de obreiro pastor e, com sorriso ensaiado, indicou o caminho para o elevador. Fui passageiro só até o sétimo andar, naquele cubículo móvel. No final do corredor, sim, ali estava o número 709 cravado na porta. Uma passagem marcada pela dor que as partidas fazem doer. No leito uma jovem senhora esperando um milagre. Era esposa de marido querido e mãe de filha pequena. Sentada, ostentando pequenas sondas pelo corpo, olhava-me com olhar sincero, escuro, penetrante e tingido de realidade. Meus olhos encontraram os seus. Vi o fundo da sua alma sincera. Ficamos em silêncio. Aprendi com a vida que têm horas em que não devemos dizer nada, mas ela queria sim, ouvir algo de mim. Disse-lhe que Deus se inclinava para ela tal como o pai do filho pródigo tinha se inclinado para receber o seu querido que voltava. Compartilhou que não perguntava mais pelo por que e sim pelo para quê daquilo. Depois de alguns instantes oramos juntos. Despedi-me. O barulho do solado dos meus sapatos marcava o compasso da minha tristeza. Passei novamente pela porta, a triste porta...

6.5.08

O Pão da Vida!


Quem não gosta de sentir o cheirinho do pão fresquinho...

Em Mateus 6.11 o evangelista nos informa que Deus “nos dá, hoje, o pão nosso de cada dia.” O pão é um símbolo da vida. Já faz 6.000 anos que a humanidade é alimentada por ele. Gosto muito dessa palavra que, um dia, Mahatma Gandhi proferiu: - "Se um faminto te perguntar onde está Deus, presenteia-lhe um pedaço de pão, do pão do amor!" É comum em todas as culturas que o pão, esse pão que ingerimos como alimento no dia-a-dia, se entrelaçe com a solidariedade.

Antigamente, as donas de casa não ousavam fatiar o pão que elas mesmas faziam, sem antes fazer o sinal da cruz sobre o mesmo com a faca.

Na Antiga Roma as pessoas diziam umas às outras: - "Eu sou o “teu cumpanis””. A palavra “cum-panis” se aplicava àquelas e àqueles que eram generosos, que repartiam o pão (panis) e, assim, demonstravam camaradagem. Vem daí a palavra “companheiro”. Aquela ou aquele que reparte do seu pão.

Durante a travessia de 40 anos em que o povo israelita caminhou pelo deserto, ele foi alimentado por Deus com “manna”, com o pão que caia do céu. Este manna não era somente alimento de primeira necessidade. Ele também era um retrato espiritual do Filho de Deus, Jesus Cristo, que viria do céu para ser o nosso “pão da vida”.

Claro que não se trata de um acaso que Deus oportunizou o nascimento de Seu Filho Jesus Cristo em Jesuralém (a casa do pão). Aliás, em vida, muitas vezes Jesus se auto-apresentou aos Seus ouvintes como o “Pão da Vida” ou ainda como o “pão que veio do céu”. Que Deus nos abençoe na nossa trajetória de vida.

OLHA SÓ!

  A BAILARINA DE AUSCHWITZ Outro dia, após repartir algumas dificuldades com uma amiga, fui desafiado a ler o livro “A Bailarina de Auschwit...