26.4.10

Optar pela vida!


O tanque ao lado da Porta das Ovelhas está lotado de gente doente que espera por cura (João 5.1-10). Cinco pavilhões protegem aquela gente do sol e da chuva. Ali vai um cego tateando entre as colunas. Lá uma mulher magra se debate quase que pedindo desculpas por continuar vivendo. No meio de tudo estão pacientes sobre cobertas e macas à espera do momento em que a mão do anjo vai mexer a água que traz a cura para suas enfermidades. O primeiro que mergulhar no tanque deverá experimentar saúde. Lá num canto está deitado um sujeito que é só pele e osso.

Ele está doente há 38 anos. Os sacerdotes dizem: “Colheu o que semeou!” Será que esta palavra é consoladora? O tal sujeito não tem a mínima chance de ser o primeiro a entrar no tanque. Os mais fortes sempre conseguem chegar antes na água. Para conseguir seu intento eles não têm escrúpulos e até usam os cotovelos. Será que ele ainda pensa em experimentar saúde? Será que ele já não se resignou com sua dor? Quando Jesus lhe dirige a palavra ele reclama: “Não tenho ninguém que me ponha no tanque”. Porque ele se encontra sozinho ali? Será que seus parentes estão todos mortos?

Será que ele escolheu falsos amigos que só sabem festejar juntos quando é tempo de sol; que se escondem quando é tempo de chuva? Será que durante sua vida ele só pensou em si? Será que sua autocomiseração e suas queixas excessivas não espantaram as poucas pessoas que tentaram se ocupar com ele? Jesus não dá a mínima atenção às suas queixas e lhe diz: “Queres ser curado? Então levanta e anda!” O doente do texto de João opta pela vida. Mesmo que ele não tenha uma prova para a sua cura em mãos, ele experimenta levantar-se. Ele está sadio. Ele se entendia como uma pessoa sem chances, pelo fato de não ter amigos que o carregassem no colo. Esse pensamento estava errado. Deus não o havia esquecido. Jesus tinha vindo até ele.

Ninguém de nós precisa caminhar só. Jesus está aí para nós. Ele limpa a nossa vida das manchas escuras e, junto, nos abre uma janela: “Não peques mais!” (14) Isso é mais do que um bom conselho; é muito mais do que uma ordem, mas trata-se de uma promessa também para mim e para ti.

Um comentário:

Ana Carolina disse...

E que baita promessa Jesus nos fez, hein? :)