21.10.11

Médicos cura d´almas - Isso é possível I?


A gente experimenta ócio. Daí então “cai” um livro antigo na mão. Folheia-se o dito cujo e lá no meio das palavras se lê: “O homem é incuravelmente religioso”. Você vai concordar comigo que se trata de uma frase interessante – certo? Quem a escreveu? O nome do sujeito é Nikolaj Berdjajew, um filósofo religioso de origem russa. As perguntas continuam “bombardeando”... Será que esse ex-maxista quis se referir à religião como algo ilusório ou doentio, tal como seu compatriota Marx? Pode ser, mas, pelo menos, a nível de Brasil há fortes indícios de que mais e mais pessoas até andam procurando contato com o sagrado.

Sim, as pessoas precisam de “cura e salvação”. Sei que lá nos tempos idos os sacerdotes também eram considerado médicos. Será que nossos atuais “profissionais da saúde” não deveriam ensaiar voltar a sê-lo? Converso com pessoas que precisaram cuidados hospitalares como eu. Eles testemunham de “frieza” na comunicação. Indiretamente me dizem que gostariam que seus “cuidadores” ensaiassem ser curas d´alma durante a consulta. Sublinho, grifo, grito este desejo.

Não, a religião não é uma “doença” da qual se precisa “curar” as pessoas. Pelo contrário! Quanto mais se experimentar confiança a partir da religiosidade, maior será a vontade de se envolver com Deus. A conjugação da fé em Deus com a confiança de que Ele está por perto, sempre promove mais vida equilibrada; mais vidas que não almejam excessos, apenas o suficiente. Ora, a recuperação da saúde passa pelo relacionamento com Deus, sempre passou.

Certa vez um curioso luterano perguntou para um católico praticante: - Escuta aqui ó meu! Porque é que tu fazes o sinal da cruz? Esse teu gesto não tem nada a ver com magia? O sujeito lhe respondeu: - Amigão! Com o movimento horizontal eu me contextualizo com meus próximos. Já com o vertical, me lanço nos braços de Deus. Sim, faço-o meio de forma inconsciente, mas é isso mesmo que te respondi!

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