8.10.11

Grande José!


Lembram do José? Do marido da Maria que viveu momentos difíceis antes do seu casamento? O casal tinha combinado abstenção sexual durante o namoro e o noivado. Maria quebrou o trato. Que loucura! Ela lhe falou dum Anjo e duma gravidez estranha. Só faltava essa! Anjos não tinham coisas mais importantes a fazer do que “visitar” jovens mulheres na terra? Anjos não eram assexuados? Anjos eternizavam gerações através do sexo? Não! Aquele tal Anjo não podia ser o pai da criança plantada no útero da sua Maria. Ah sim! Ela dissera o nome do gerador: Espírito Santo. Não podia ser! Até então Deus só falara com profetas. Que história era aquela? Comunicar-se com a humanidade, justamente através da barriga da sua futura esposa? Isso não tinha cabimento! E se o povo ficasse sabendo daquela gravidez extraconjugal? Os amigos fariam piadinhas do tipo: - Nenezinho prematuro esse – hein José! Os parentes iriam franzir a testa e, certamente, sugerir que ele denunciasse Maria às autoridades competentes. O problema é que daí ela seria apedrejada. Não, ele não seria tão radical. Opa! Ele poderia se separar da Maria, pois Moisés tinha permitido dar “carta de divórcio” em casos de infidelidade. Sim, ele iria “dormir uma noite” para pensar melhor no que fazer...

José sonha: - Não temas receber Maria como tua mulher. O que o que nela foi gerado é do Espírito Santo. Incrível! O tal Anjo lhe sugere que vá ao encontro da amada. José está confuso. Deus quer fazer acontecer Sua obra salvadora a partir das “entranhas” daquela que ele tanto ama. Sem essa! Estava tudo acabado! Fazer o quê? Denunciar Maria aos poderes constituídos? Não! Dar “carta de divórcio”? Não! Ela não merecia administrar aquela “vergonha”. Ele, sim, ele assumiria a “vergonha” da Maria “sumindo do mapa”. A Maria que seguisse o seu próprio caminho. Ninguém sabia que a criança não era dele. O momento é difícil, mas Deus se inclina para José e lhe explica o milagre. José entende que o Salvador nascerá do útero da sua amada. José percebe que a sua Maria carrega o fruto do Espírito Santo em si e adota, assume o Menino. José torna-se o pai de direito do Menino Deus. As dúvidas referentes à sua Maria eram infundadas. Se Deus tinha criado o céu e a terra, Ele também seria capaz de gerar um Filho daquela forma.

Sobre o José? Ora, Deus o viu homem temente, sensível à Sua Mensagem. Maria o vivenciou companheiro, amoroso e cuidadoso. Jesus o vivenciou pai, presenteador de segurança em meio às crises que a vida propõe. Viva o José!

Maria, você engravidou?


Coloquemo-nos na “pele” da Maria. Ela era uma moça centrada em Deus, mas também um tanto inexperiente. Ela era oriunda de boa família e, por isso mesmo, noiva de um homem maduro que exercia a profissão marceneiro, ali pelas redondezas. O seu futuro era seguro. Estava escrito que ela viveria todos os seus dias numa cidadezinha pacata do interior. De repente, muda a história. Um Anjo lhe propõe tarefa dificílima: Ela deve gerar uma Criança e isso, sem ter tido relação sexual com homem algum. O Gerador da criança que ela vai carregar no útero será o Espírito Santo e o Menino que ela vier a dar à luz será ninguém menos do que o Filho de Deus.

Quem é que acreditará nesta história? Será que o José “engoliria” suas explicações? Maria é mulher simples e não faz perguntas complicadas. Não sofre por antecedência. Ela só quer saber como isto tudo vai acontecer. Depois que o Anjo lhe explica o “projeto” nos mínimos detalhes, ela reage dizendo de forma espontânea: - Aconteça como você me disse. Será que Maria recebeu alguma ajuda para tomar esta decisão? Não! A única informação que ela obteve foi que sua parenta também estava grávida. Interessante isso! Só depois que o Menino nasceu e que ela, conforme exigia a tradição judaica, O apresentou no templo, foi que Simeão e a profetisa Ana falaram sobre o futuro que esperava aquele Menino.

Com o seu “sim” ao Filho de Deus, Maria tomou uma decisão contra a normalidade de uma vida feliz e pacata. Ela não sabia quanto medo e quanta dor ainda viria sofrer. Estas tais dificuldades já têm seu início no momento em que precisa fugir para o Egito junto com seu esposo José. Estas tais crises só culminam com a morte de seu Filho na cruz. O fato é que Maria se decidiu a viver uma vida comprometida com Deus. O que será que teria acontecido se ela tivesse reagido com um “não” a Deus?

Quantas e quantas vezes por dia, mulheres e homens são procuradas; procurados no nosso meio? Pessoas que estejam dispostas a viver uma vida inteiramente compromissada com o Pai dos Céus? Qual o tamanho da fé que uma pessoa precisa ter para comprometer sua vida no “Projeto de Amor” que Deus tem para com a humanidade? Maria é o exemplo de uma pessoa que se decidiu caminhar com Deus até as últimas consequências. O que hoje nós sabemos dela, ela, naqueles tempos, só podia se imaginar. O fato é que Deus estava com ela. Foi nesta palavra que ela se segurou. Mas, e José? O que será que passou pela sua cabeça naqueles dias?