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29.11.12

SER, PARTICIPAR, TESTEMUNHAR - Eu vivo Comunidade!

Coisa boa poder participar, viver o lema e o tema do novo Ano Eclesiástico (2012-2013) que vamos experimentar como Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil - IECLB. Vale a pena ouvir o nosso Pastor Presidente falando sobre o assunto. São só 5 minutos. Pare e ouça!




21.11.12

A Água e o Vinho - João 2.1-11


Querida Comunidade! Um pastor contou a história das Bodas de Caná (João 2.1-11) para jovens pré-adolescentes. Num dado momento ele lhes disse que Jesus tinha transformado 600 litros de água em 600 litros de vinho da mais alta qualidade. No fim do relato, o colega perguntou: - Qual foi a reação das pessoas diante daquele feito? Um jovem respondeu: - Esse sujeito nós também convidaremos para a nossa festa!

Jesus quer ser convidado a entrar nas nossas vidas. Às vezes ele vem até nós na figura de um simples hóspede que nem dá na vista. O fato é que ele vem até nós e nos traz exatamente aquilo que mais precisamos no momento. O que pode estar nos faltando? A alegria (que acontece nas festas de casamento) de estarmos na presença do nosso cônjuge; a alegria de educar os próprios filhos; a alegria de acompanhar as pessoas idosas que nos são próximas; a perspectiva no trabalho; um sentido para a vida. Sim, será que, talvez, não esteja faltando um pouco de alegria, um pouco de vinho para festejarmos a vida no dia-a-dia?

Jesus se faz presente e converte seis barris cheios d’água em seis barris do melhor vinho que se pode beber. Com este ato Ele não apenas alegria, energia e perspectivas para aquele momento, mas para a vida toda. Esse milagre da transformação da água em vinho é uma indicação daquilo que Jesus quer ser para nós. Ele que, com Seu sangue, construiu a ponte que nos leva a Deus, quer comemorar com todas nós; com todos nós um banquete na eternidade, lá onde a verdadeira alegria sempre será abundante. Sim, Jesus abençoa aquela festa. Vamos ser sinceros, seiscentos litros de vinho já têm o seu impacto. Duma abundância tal nós podemos repartir com quem está próximo. Nós podemos participar da alegria desta festa, porque Jesus nos fez pessoas tementes e cheias do Seu amor.

Maria, a mãe de Jesus, quer que seu filho intervenha. Jesus, entretanto, com atitude enérgica, pede que ela se acalme. Diz-lhe que Sua hora ainda não chegou. Ao dizer-lhe isso, Jesus já pensa na Sua ressurreição. Primeiro Ele precisa ser um com o Pai. Daí então o céu se abrirá para todas as pessoas que Nele creem e, em seguida, todas as pessoas ligadas a Ele serão convidadas  para a Festa de Casamento Celestial.

Se Jesus tivesse tocado no assunto da Sua ressurreição na hora em que Sua mãe o desafiou a fazê-lo, então o milagre da transformação de água em vinho só teria servido para uma espécie de propaganda em prol da vida eterna com Deus. Jesus não quer aparecer diante das pessoas com o milagre do preenchimento de garrafas vazias com vinho de primeira qualidade. O que Ele quer é deixar evidente que no céu o vinho sempre será abundante para todas as pessoas que se pautarem na Sua proposta de paz, amor e perdão.

Os seis tonéis cheios d’água acabam sendo importantes para Jesus. Eles estavam ali para que, num ritual de purificação, as pessoas convidadas pudessem lavar suas impurezas. A partir de Jesus aquele ritual não seria mais necessário, uma vez que Ele já iria purificar todas as impurezas que nos separam de Deus com Sua morte na cruz.

A Maria é um modelo para mim. Ela percebe o problema e pede a Jesus: Ajude essa gente! Ela não “baixa a guarda” com a negação do Seu filho, mas confia que Ele vai resolver o problema. Jesus também espera que tu e eu Lhe peçamos ajuda. Não apenas para as nossas próprias necessidades, mas também para os problemas que vamos percebendo à nossa volta. Nós somos responsáveis pelas coisas que acontecem no mundo em que vivemos. Mesmo que a resposta de Jesus não seja aquela que esperamos, somos chamadas; somos chamados a esperar que Jesus nos ajude e, enquanto Ele não ajudar, fazer de tudo para resolver os problemas com as nossas mãos, com os nossos pés, com a nossa
inteligência.

Os mordomos e seu chefe ficaram surpresos pois ostentavam muita dificuldade em crer no que viam. Já os discípulos creram. Jesus já lhes tinha anunciado sobre a abertura dos céus em João 1.51. Foi por isso que eles logo reconheceram a ação de Deus no milagre. Tenho para mim que os milagres só confirmam a fé, mas não a despertam.

Muitas pessoas se confundiram com este milagre. Uns diziam que somente o deus grego Dionísio, o filho de Zeus com a mortal Sêmele; o deus das festas; do vinho; do beber vinho e do fazer vinho era capaz de fazer aquilo. Essa gente não percebia que Jesus, o Prometido; o Filho de Deus, concebido pelo Espírito Santo e nascido da Virgem Maria, tinha transformado a água em vinho. Sim, Jesus tomava vinho e comia com publicanos e pecadores. Os discípulos sabiam disso, pois já haviam experimentado o perdão dos pecados, a vida abundante com Deus e, assim, O reconhecido como Autoridade Divina.

As experiências que as pessoas cristãs fazem enchem as pessoas não cristãs de curiosidade, mas estas experiências não levam à fé. Para se experimentar a fé há que se ter uma relação pessoal com Jesus Cristo. Esta relação com o Filho de Deus é que nos dá a clareza de compreendermos aquilo que uma experiência ou um milagre podem produzir.

Gente querida! Hoje nós estamos convidadas, convidados para uma Festa de Casamento. O noivo é Jesus e a noiva é a Comunidade. O que é que nos falta se quisermos tomar lugar à mesa do Senhor? Nós até podemos enganar os outros e dizer que tudo vai bem conosco, mas não podemos enganar a Jesus. Quais os barris que estão vazios no porão da nossa adega? Foquemos nossa circunvizinhança. Quais os barris que estão vazios? Quem precisa de novas perspectivas e de alegria para viver? Quem é que nós podemos ajudar?

Jesus é a Videira, que transforma água em vinho. Ele faz um milagre em nossas vidas para que a nossa alegria não se apague e para que a Sua Festa nunca tenha fim. Ainda há 600 litros de vinho disponíveis para serem usados em prol da alegria. Quando tomamos parte na Santa Ceia, participamos da Festa de Casamento mais esperada no céu, e isso nos dá muita coragem para enfrentarmos os próximos passos. Viver com Jesus significa estar ligada; ligado com Ele. Nossa relação com Jesus é como a relação de um homem e de uma mulher que se amam, ou seja: um precisa do outro. Aqui Deus nos pergunta: O que aprendemos com o Casamento em Caná? A nossa resposta: Esse Jesus nós também queremos convidar para estar conosco!

10.11.12

SERVIÇO BATATA



Outro dia ouvi a expressão: “cristão batatinha”! Confesso que fiquei curioso e, na hora, perguntei ao meu interlocutor:

- O que é isso?

Ele, com sorriso no rosto, respondeu:

- Hoje é assim que as pessoas cristãs se parecem com a batata inglesa. Ela, a batatinha se conserva melhor dentro da terra, onde é o seu lugar. Ali ela se mostra suja, coberta de barro e consegue fazer àquilo que lhes cabe: multiplicar-se! Você já procurou saber o que acontece com as batatinhas que são guardadas dentro de um cesto, em ambientes aquecidos?

- Nunca prestei atenção!

- Pois é! Elas germinam. Elas também criam brotos quando a gente as limpa e as põe dentro de um saco, numa despensa iluminada e aquecida. Ali, com o tempo, elas murcham e se tornam ruins para o consumo. Mais do que isso, elas perdem sabor e, inclusive, na sua casca até se forma um fungo nocivo à nossa saúde.

- Entendi a relação entre as pessoas cristãs e as batatinhas. As pessoas cristãs gostam de se manter aquecidas no seio da Comunidade, dentro de um ambiente agradável e, neste espaço, elas acabam perdendo a condição de cumprir o chamado que Deus lhes fez.

Meu companheiro mostrou-se animado por eu ter entendido sua forma de pensar. Despedimo-nos. Enquanto me dirigia para casa, lembrei-me do texto de João 17.18: “Como Tu Me enviaste ao mundo, também Eu os enviei ao mundo.” O Filho de Deus abdicou da honra de viver na glória, ao lado do Pai. Assim, humilhou-se e, assumindo a forma de homem, veio morar, conviver no nosso meio, bem longe dos templos e das sinagogas. Aliás, Jesus se sentia bem junto com as pessoas. Ele as visitava no seu trabalho. Ele fazia festa com elas. Ele lhes estendia a mão quando as encontrava no caminho.

Desci do carro e já o sino do templo badalou, me deixando claro que era hora do almoço. Enquanto o ouvia me dei conta do nosso grande desafio como Igreja hoje: Sujarmo-nos novamente com a “terra”; "ir ao encontro das pessoas lá onde elas estão" - como sugeriu o cantor Milton Nascimento. A probabilidade de que as pessoas visitadas nos perguntem como se pode chegar mais perto de Deus é baixa.

Nestes tempos está sendo assim que as pessoas, de um modo geral, se desassociaram da Igreja. Vai daí elas precisarão “ler” na nossa vida como é libertador; saudável e revigorante a vivência com Deus na Comunidade. Ações deste tipo não apenas fortalecerão a Comunidade, mas também as pessoas que a articulam no meio da sociedade.

Neste momento pensei nas crianças que não tem mais participado com tanta regularidade da vida comunitária por causa de afazeres outros; lembrei-me dos adolescentes “afogados” em compromissos diferentes e entendi que era hora de repensar atitudes: Ir onde o povo está. 

De repente, poderíamos fazer uma parceria com as escolas municipais que nos circundam geograficamente. E se desenvolvêssemos uma proposta esportiva no bairro onde estamos fincados? Até prova em contrário, projetos deste tipo sempre atraem crianças e adolescentes. O importante é que este nosso trabalho seja um verdadeiro “serviço batata”!

Era hora de almoçar. Fiz um purê de batatas! Hummm...

OLHA SÓ!

  A BAILARINA DE AUSCHWITZ Outro dia, após repartir algumas dificuldades com uma amiga, fui desafiado a ler o livro “A Bailarina de Auschwit...