Busque Saber

26.5.14

MALEDICÊNCIAS

Pastor! Eu sou caluniado no meu trabalho. O que devo fazer? Devo me defender com palavras duras ou devo silenciar diante desta situação?

Caro Júnior! Fofocas e calúnias acontecem na vida privada e também na vida profissional. A fofoca sempre é nociva. O detalhe é que o desejo de espalhar rumores sempre está presente no ser humano. A Bíblia não contradiz essa afirmação. Para ela o “o homem é mau desde a sua mocidade”. Outro dia ouvi de alguém que “que junto às lacunas que existem na comunicação sempre estão presentes veneno e lixo”.

Na Bíblia, a língua humana é, muitas vezes, citada quando se fala em conflitos, ódios, mentiras e calúnias. Já notaram que aqui e ali se diz que alguém falou isso ou aquilo com a “língua afiada”. Isso mesmo! É interessante que as palavras carregadas de mal; as palavras que são imprudentes e difamatórias sempre têm grande impacto na sociedade. O Apóstolo Tiago escreve sobre isto: “Com a língua pode-se acender uma pequena fogueira que, por sua vez, pode incendiar uma grande floresta”. Ele estava certo. A mulher e o homem, nem sempre conseguem dominar sua língua.  

Em última análise, o ato de se semear a discórdia com as palavras caluniosas é o mesmo que agir diabolicamente. Sim, exatamente este é o método do diabo: O incitamento de uma pessoa contra a outra. A palavra grega para diabo é “diabolos” e significa “confundir duas pessoas”.

Como lidar com a fofoca? Ora, no Novo Testamento se conta que Jesus também sofreu uma série de difamações e calúnias. Para os sacerdotes e os escribas o Filho de Deus sempre foi um espinho incômodo; uma pedra no sapato. Foi por isso que tentaram, com precisão mortal, prejudicar a sua posição social. “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem”. Foi assim que Jesus orou na hora da maior necessidade em favor de Seus adversários. Eis uma indicação clara de como lidar com o sentimento de impotência e desamparo: Orando!


As pessoas que têm a intenção de prejudicar outras são infelizes. Elas agem assim porque estão aprisionadas atrás das grades dos seus medos; porque temem que alguém lhes tire ou que elas não alcancem aquilo que elas entendem lhes ser de direito. O ciúme e a inveja determinam a vida destas pessoas. Basicamente, essas pessoas merecem a nossa pena, porque uma vida nestes termos é errada. Serenidade e confiança em Deus são as armas mais fortes na luta contra o mal e a hostilidade oriunda da fofoca.

24.5.14

FOFOCA

Hoje me caiu na vista a palavra de Tiago 4.11: Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Refleti sobre a mesma e nasceu o texto abaixo.

A palavra “fofoca” não está contemplada nesta tradução do Grego para o Português. No entanto, a palavra acima nos desafia a não escandalizarmos e a não caluniarmos quem quer que seja. Ela é uma palavra clara, uma vez que atitudes que denigrem o próximo são completamente condenáveis. Quem faz fofoca não almeja outra coisa do que obscurecer; colocar a vida da irmã e ou do irmão em maus lençóis; tornar mais fraca a pessoa que se quer atingir. Noutras palavras: Quem faz fofoca carrega más intenções no seu coração e, junto, mostra falta de coragem para resolver suas questões numa conversa frente a frente com a pessoa que o incomoda. É interessante observar que toda a pessoa que faz fofoca não quer que seu nome seja mencionado.

Outro dia li o diálogo de duas senhoras num livro: Uma delas teria dito para a outra: - A Júlia me disse que você comentou com ela a respeito daqueles detalhes que eu reparti contigo sobre ela. Você não lembra que eu te pedi encarecidamente para não contar nada? A outra senhora reagiu dizendo: - Como a Júlia é maldosa. Na oportunidade eu exigi dela que não contasse nada para ti sobre aquilo que eu tinha contado a teu respeito. A colega retrucou: - Pois é! Eu também falei para a Júlia que eu não contaria nada para ti sobre o conteúdo que ela me falou. Por favor! Não conte para ela isso que eu lhe falei!

No mundo em que vivemos existem bem poucas pessoas que nunca disseram ou dizem algo negativo sobre os outros. Conheço pouquíssimas pessoas que não fazem fofoca e admiro-as por causa disso. Uma delas me confidenciou que, se num dado momento, ela não tem nada de bom para dizer a respeito da outra pessoa, então ela se esforçará para não emitir nenhuma palavra; nenhum juízo de valor. Outra pessoa me afirmou que sempre tenta descobrir na irmã ou no irmão algum detalhe que lhe possa lembrar a pessoa de Jesus Cristo. Uma terceira pessoa tentou falar algo negativo sobre alguém e aí ela mesma quebrou sua linha de pensamento dizendo: Não! Isso que eu iria dizer não seria construtivo!

Paulo ouviu dizer que na Comunidade de Corinto havia discórdias. Ele chamou as pessoas que se desentendiam para um diálogo e, junto, escreveu uma carta deixando explícito que ficara sabendo daqueles desentendimentos através da família de Cloé (Pois, meus irmãos, algumas pessoas da família de Cloé me contaram que há brigas entre vocês. (1 Coríntios 1.11)). Com certeza esta família não fez fofoca para Paulo, mas só o informou do acontecido com o objetivo de que o problema fosse solucionado.

O apóstolo também escreveu uma carta muito intensa onde citou Himeneu, Alexandre e Fileto (Entre elas estão Himeneu e Alexandre, que eu já entreguei a Satanás para que aprendessem a não blasfemar mais (1 Timóteo 1.20)). (As coisas que os falsos mestres ensinam se espalham como a gangrena. Dois desses mestres são Himeneu e Fileto (2 Timóteo 2.17)). Ora, estes homens estavam destruindo a Igreja com suas conversas dúbias, daí que Paulo usou o referencial da verdade para colocar tudo em pratos limpos.  

Paulo também pediu que Timóteo tivesse cuidado com Fígelo, Hermógenes e Demas (Você já sabe que todos os irmãos da província da Ásia, inclusive Fígelo e Hermógenes, me abandonaram (2 Timóteo 1.15)). (Pois Demas se apaixonou por este mundo, me abandonou e foi para a cidade de Tessalônica (2 Timóteo 4.10)). Notem que Paulo abdica de ter estes homens perto de si, pessoas que já tinham andado nos caminhos cristãos, mas que, no momento, estavam “largando a mão do arado e olhando para trás”. Isso não era fofoca. Era uma chamada para as pessoas cristãs que estavam unidas no combate ao mal dentro da sua Comunidade Cristã.


Para terminar, conta-se que um pastor possuía um caderno preto. Toda vez que uma pessoa o procurava para contar fofocas, ele pegava o referido caderno nas mãos e ouvia a mesma. Terminadas a história, ele dizia que iria anotar todas aquelas informações no referido caderno e que, depois, pediria que a pessoa assinasse o escrito. Uma vez assinado o referido documento, ele o levaria para a pessoa que tinha sido a razão daquela conversa. Sabe-se que tal pastor nunca conseguiu escrever uma página sequer no tal caderno.  Reflitamos sobre isso!

13.5.14

GRATIDÃO

Olá! Faz algum tempo, recebi um presente. Curioso, desembrulhei-o e vi que o seu conteúdo era Graça Preciosa. Por que aquilo? – pensei! Pois refleti sobre o assunto e percebi que Deus, sempre simpático, me alcançava o privilégio de viver a vida, mesmo em meio às decepções; aos objetivos não alcançados; ao sofrimento e a toda dor que, porventura, viesse me visitar.
                                                                                                            Andei e continuo andando por aí. Na brincadeira, ouço da boca de muitas pessoas que elas são ricas de preocupações, de dívidas, de problemas, de trabalho e até da falta do mesmo. Nosso bate-papo se aprofunda e elas deixam transparecer que não são portadoras de muitas posses.

É interessante! O povo afirma que não é infeliz a pessoa sem bens. Ora, a felicidade nos visita quando deixamos de nos concentrar nas pessoas milionárias. Ela se torna real na nossa vida quando nos concentramos naquelas e naqueles que mal e mal tem o que comer. Coisa boa poder libertar-se do “mais, mais, mais”; desse jeito de pensar que sempre gera convulsões sociais, desastres ecológicos, crueldades em massa e desperdícios mil.

Ao nos criar, Deus não pensou que algumas “cédulas verdes” trariam brilho aos nossos olhos. Para Ele esse tal brilho seria verdade a partir da percepção de um mundo marcado por riachos, poços, lagos, montanhas, mangues, trigo, cevada, videiras, figueiras, romãzeiras, oliveiras, mel, pão, casas, gado, ovelhas, prata, ouro. Que bela riqueza esta que se dá longe do luxo e da avareza que só se pautam na acumulação.

Quem lê o capítulo 8 de Deuteronômio, percebe que a escravidão e o deserto são assuntos passados para o povo de Israel. Agora as mulheres e os homens israelitas só têm um objetivo em mente: caminhar para a terra prometida. Antes de morrer, Moisés adverte o povo de Deus para que preste atenção naquilo que verdadeiramente importa. O problema é que este assunto foi ficando velho e os tempos difíceis vividos no deserto foram sendo esquecidos.

Quando nos esquecemos do presente de Deus, começamos a nos lembrar diuturnamente do nosso trabalho duro; a nos desentender sobre a renda familiar com nossas esposas e nossos maridos; a olhar por cima dos muros para ver como há vizinhos que se dão bem e então sentir inveja. Se nos avaliarmos, perceberemos que estamos vivendo na Terra Prometida como se vivêssemos cotidianamente em qualquer lugar do planeta.

Fazer o quê? Mudarmos o jeito de encarar a vida sendo pessoas gratas. Gratos pelo que somos e por tudo o que ainda desfrutaremos se não estivermos com os nossos pensamentos plantados noutro lugar. A dificuldade de agradecer se origina na não percepção da preciosidade da vida; da concentração no presente que Deus continua dando (pão, casa, esposa, esposo, empregados...); da não visualização do Doador de toda a riqueza. Aqui, preciso citar o texto de Deuteronômio 8.11: “Nunca esqueçam o SENHOR, nosso Deus, e tenham o cuidado de obedecer aos Seus mandamentos e às Suas leis, que hoje eu estou dando a vocês.”

Aha! Quem se submete às “Regras do Jogo”, expressa gratidão a Deus. Já quem só vê a si como o senhor da situação nunca agradecerá; nunca se submeterá a Deus. É essa a sua lei; o seu deus. Quer dizer, o “não agradecimento” é um ato de sobrevivência extremamente perigoso.

Creiam! A “gratidão” nos faz pessoas "ricas". Podemos dizer "é lindo e suficiente" em vez de "quero mais, mais, mais!" Nada de brigar com o mundo injusto que insiste nessa segunda opção? Libertemo-nos da inveja, da satisfação venenosa que se acumula em nós. Agradeçamos a Deus pelas nossas forças, mesmo mergulhados na fraqueza. Perdoemo-nos. Não nos sintamos menores se carecermos da força dos outros. Que Deus nos dê da Sua alegria. Que Ele expulse de nós toda a inveja. Que Ele nos faça perceber a benção que derrama sobre nossas irmãs e nossos irmãos em suas casas. Que Ele queime o musgo mesquinho que se forma sobre as nossas cabeças. Que Ele acabe com a disputa anti-cristã que faz ninho nos nossos ombros. Que Ele renove os cômodos do nosso coração. Que Ele permita que nos alimentemos; que ouçamos e que sempre renovemos nosso coração na Sua Palavra. Que possamos perceber o Seu amor como o maior; o mais bonito e o mais nobre de todos os tesouros! Amém!


OLHA SÓ!

  A BAILARINA DE AUSCHWITZ Outro dia, após repartir algumas dificuldades com uma amiga, fui desafiado a ler o livro “A Bailarina de Auschwit...