Busque Saber

25.2.07

Gritos de Socorro!


A palavra hipocrisia vem do latin "hypocrisis" e do grego "hupokrisis". Nas duas línguas ela carrega o significado de representar ou fingir.
Outro dia, ainda em Munique, ouvi de um interlocutor que a cristandade, na sua grande maioria, era hipócrita. Algumas semanas depois, já em terras brasileiras, ouvi a mesma palavra da boca de uma pessoa que pertence ao meu círculo seleto de pessoas queridas.

Preciso ser sincero: estes dois diálogos me incomodaram um pouco. Quando eu digo que "fulano" é hipócrita estou dizendo que ele finge crer, que ele finge ter virtudes e sentimentos que, na verdade, não possui.

Ontem, sábado, tive o privilégio de conviver com um grupo de cristãs e cristãos e isso, durante mais de 12 horas. Dialogamos, rimos, nos preocupamos com o momento presente, projetamos o futuro e, no final das nossas conversas, sempre ficava claro que dependemos, sempre de novo, do carinho, do amor e da graça bondosa de Deus para irmos sobrevivendo neste mundo de tantos descaminhos.

Naquele pequeno círculo de 17 pessoas, todos estávamos transparentes. Ninguém tentava aparentar mais do que era. Será que as pessoas que agridem o cristianismo com palavras duras não estão, na realidade, gritando por socorro, deixando transparecer um pouquinho da sua sede e de sua fome pelo encontro de uma razão, por pequena que seja, para a sua vida. Perguntas que me faço. Você que me lê não quer interagir?


16.2.07

Viva a Espera!


Estou em Florianópolis esperando a liberalização do nosso container. As firmas responsáveis pela nossa mudança da Alemanha ao Brasil não conseguem distrinchar alguns papéis da burocracia internacional e eu, no meio destas duas forças, sinto-me tal como um marisco entre o mar e o rochedo. No meio desta desestruturação, fui ler o autor Robert Levine, do qual aprendi coisas interessantes

Como ele, também sempre entendi que o tempo é dinheiro e que o “ato de esperar” custa caro. Daí que procuro me ocupar com algo durante minha espera que já dura quase dois meses. O referido “ato” me torna mais pobre. As comunidades que esperam pouco são mais ricas e eu aqui, empobrecendo enquanto espero pelas coisas que necessito. O tempo da minha espera se liga intimamente com o valor do “produto” empacotado com tanto carinho. Como todos, também amo o que preciso esperar e o tempo da minha espera só eleva o “valor” do objeto esperado.

Interessante que as pessoas poderosas sempre deixam muito claro quem precisa esperar quanto tempo. Daí porquê nunca é bom chegar-se atrasado a um compromisso qualquer. A “escola da vida” não me deixa dúvidas: quanto mais tempo se espera por algo ou por alguém, tanto maior será o „status“ deste bem ou desta pessoa. Isso mesmo! Esperar implica em respeitar.

Estou um tanto irritado. Sempre foi assim que o dinheiro abriu e ainda abre o espaço para os primeiros lugares em qualquer fila de espera. Eu já gastei muito tempo em filas para poder afirmar que o melhor lugar a ser ocupado nelas é o final. Lá, bem no finzinho, somos mais bem aceitos. Não é assim que as pessoas que podem e que sabem esperar, acabam levando vantagem nas discussões do dia-a-dia? Claro que é! No entanto para “saber esperar” há que se compreender a cultura vivida. Só quem a aprende consegue se dar melhor com o tema que me propuz. Viva a cultura brasileira e, por tabela, a espera!

11.2.07

Guria!


A lua nasceu
e, depois, se escondeu.
Ocupamos todo aquele interim
comentando de você e de mim.
Quando o sol refez o dia,
era dor que ele paria.
Eu não queria,
Guria!

3.2.07

MSC Lavina!


Estamos no Brasil. Embarcamos em Munique no dia 23 de janeiro de 2007. O aeroporto foi interditado por três horas, devido a uma nevasca. De dentro do avião observávamos tudo com uma certa tristeza no coração. Estávamos deixando para trás um palco onde vivemos seis anos com muita intensidade. Fizemos uma pequena parada em Paris. Lá também houve um grande atraso devido a uma peça estragada na aeronave. De São Paulo até Florianópolis tudo foi expectativa. Nosso filho mais velho nos abraçou na chegada. Os termômetros marcavam 35 graus. Estávamos voltando a uma realidade um tanto esquecida. Depois de um banho regenerador, gastamos horas contando e ouvindo novidades. É bom estar de volta. Coisa boa conhecer melhor as futuras noras Vanessa e Paula. Indizível o prazer de poder dialogar com o Daniel e o Áquila sem as perspectivas da despedida marcada. Agora recomeça uma nova fase na nossa vida. Hoje fiquei sabendo que a nossa mudança já foi descarregada do navio MSC Levina. Talvez, nos próximos dez dias, já estejamos morando em Joinville. A todas e todos vocês que me acompanham, muito obrigado pela amizade, pelo interesse e pelas orações. A gente se vê.

OLHA SÓ!

  A BAILARINA DE AUSCHWITZ Outro dia, após repartir algumas dificuldades com uma amiga, fui desafiado a ler o livro “A Bailarina de Auschwit...