7.1.10

Boa Pesca!


Decisões nunca são fáceis de serem tomadas. O texto de João 1.35-42 nos dá um exemplo que vale a pena ser refletido. Vamos nessa?...

35 - No dia seguinte João estava outra vez ali, e dois dos seus discípulos; 36 - E, vendo passar a Jesus, disse: Eis aqui o Cordeiro de Deus. 37 - E os dois discípulos ouviram-no dizer isto, e seguiram a Jesus. 38 - E Jesus, voltando-se e vendo que eles o seguiam, disse-lhes: Que buscais? E eles disseram: Rabi (que, traduzido, quer dizer Mestre), onde moras? 39 - Ele lhes disse: Vinde, e vede. Foram, e viram onde morava, e ficaram com ele aquele dia; e era já quase a hora décima. 40 - Era André, irmão de Simão Pedro, um dos dois que ouviram aquilo de João, e o haviam seguido. 41 - Este achou primeiro a seu irmão Simão, e disse-lhe: Achamos o Messias (que, traduzido, é o Cristo). 42 - E levou-o a Jesus. E, olhando Jesus para ele, disse: Tu és Simão, filho de Jonas; tu serás chamado Cefas (que quer dizer Pedro).

Pescar mulheres e homens

Os futuros discípulos devem ter ficado fascinados com a pessoa de Jesus Cristo. Deixam João Batista para trás e seguem Jesus que, de pronto, lhes pergunta: - Estão buscando o quê? Sua resposta é rápida: - Queremos ir contigo para Tua casa! Notem que a atração que Jesus exercia fica evidente, uma vez que eles O seguem sem fazer muitas perguntas. É interessante notar que os futuros discípulos até lembraram o horário em que o convite aconteceu: “a hora décima” (João 1.39) Observe-se ainda que, num primeiro momento, Jesus chama quase só pescadores para dentro do Seu Projeto de Paz, Amor e Perdão. Ele lhes disse: “Eu vos farei pescadores de homens”. (Marcos 1.17)

A profissão de “pescadores de mulheres e homens” não é só dos apóstolos, do clero e daqueles que têm algo a ver com pastorais deste ou daquele quilate. Todos nós que um dia fomos batizados e confirmados na fé, que já dissemos um sim para Jesus Cristo temos a “licença carimbada” para ganharmos homens e mulheres para Deus, no grande rio da vida. “Ganharmos” pessoas para Jesus Cristo... A tradução correta para esta palavra deveria ser: “colocar em segurança”. Há um sem número de pessoas paradas e até circulando a margem do abismo que precisam ser resgatadas, colocadas em local seguro. São gentes desesperadas, desesperançadas, jogada às traças.

Mas como é que conseguiremos ganhar, “colocar estas pessoas em segurança”? Não com métodos questionáveis (altos níveis de emotividade fabricada); com truques fora de contexto (testemunhos mirabolantes); com argumentações baratas (teologia do medo), mas sim com uma orientação que não se afaste da dinâmica traçada pelo próprio Jesus quando este salvou pessoas. Jesus salvava-as a partir da Sua força, da fascinação que brotava da Sua mensagem e da Sua pessoa. A Boa Nova que Ele proclamava era como um magneto que fazia com que as pessoas se aproximassem Dele.

Conclusão

Nós só conseguiremos “pescar” pessoas para Deus no momento em que nós mesmos nos permitirmos sermos “pescados” por Ele. Primeiro temos que cair na Sua rede, “mordermos” Sua isca. O peixe simboliza a pessoa que tem fé, que morde na “isca” colocada por Jesus.

Lancemos o anzol nas águas. O método mais eficaz de pesca é o do bom exemplo. Não nos resignemos se nenhum “peixe” morder nossa “isca”. Já notaram que os pescadores sempre são pessoas pacientes? E mesmo que durante nossa trajetória pesquemos um só “peixe”. Já imaginaram se este “peixe” se inserir no projeto de pescar outro, outros? Boa pesca!

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