14.6.10

Política secular e eclesiástica!


Não faz um mês experimentamos mais uma Assembléia do Sínodo Norte Catarinense. Ela se deu no pátio, no templo da Paróquia da Paz em Joinville (SC). Penso que no futuro essa nossa Assembléia será lembrada como um dos momentos políticos mais marcantes da nossa História. Sim... se faz política. Que bom que se fez política.

Hoje, depois de muitos anos novamente passei meus olhos sobre velhos textos que li em 1993: Feuerbach, Marx, Nietzsche e Freud. Parece mentira, mas o tema “religião” é novamente atual uma vez que se liga com o desejo de conforto e responsabilidade; com todos os medos de possíveis choques de cultura que possam provocar rupturas.

Pessoas cristãs que se engajam na política não aceitam os fatos simplesmente como fruto do destino, mas como uma oportunidade de “fazer a hora”; como um desafio para o fomento do desenvolvimento orientado. Quando permitimos que amadores ou agitadores pensem e decidam por nós, acabamos correndo grande risco no que tange à experimentação da paz.

Conheço políticos seculares e eclesiásticos atuantes na Igreja e no mundo. Eles nos ajudam a adquirirmos uma visão sóbria daquilo que é possível se manter de pé ali onde uns e outros inexperientes e desorientados só percebem abundância de problemas.

Tenho diante de mim um texto da grande filósofa judia Hanna Ahrendt onde se lê: “Política tem tudo a ver com amor ao próximo, com amor ao mundo”. Sinceramente, agradeço a todas e a todos que se envolvem com política dentro da nossa CEJ (Comunidade Evangélica de Joinville), do SNC (Sínodo Norte Catarinense)da nossa IECLB (Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil). Esse povo nos ajuda a caminhar por caminhos mais pensados, trabalhados, aplainados.

Um comentário:

Alexander De Bona Stahlhoefer disse...

Pastor Renato! Agradeço a Deus que há irmãos com coragem para continuar falando sobre política, mesmo quando política significa entre cristão duas coisas: se apropriar dela para benfícios eclesiasticos (ou pessoais); se afastar dela por ser demoníaca.
Pensar na política como criação de Deus para organizar a vida humana de forma pacífica e boa, e ao mesmo tempo, como inundada pelo pecado humano é libertador! Política não é instrumento para implantação do Reino de Deus na terra, e também não é uma força do diabo querendo destruir o que há de bom no mundo. Política permanece sob o âmbito da Lei, tanto faz se secular ou eclesiástica, e por isto como cristãos precisamos nos envolver nela sob a perspectiva da Lei e seus usos. Abraço!