7.9.11

Pontifex maximus!


Era segunda-feira, meu dia de folga e eu estava só. O céu estava azul; o sol se mostrava quente e sombra agradabilíssima, debaixo do laranjal. Foi ali que estiquei a rede. Devo ter cochilado uns trinta minutos. Quando abri meus olhos, vi a natureza e me parei a pensar...

Deus me chamou para construir “pontes” que aproximam pessoas; que oportunizam diálogos; que ligam idéias... Como me desincumbir desta tarefa? Relaxando meus cercados; reconhecendo tesouros outros; abdicando de “reinventar a roda” – por exemplo.

Pontes” oportunizam a passagem sobre depressões e fronteiras; oportunizam contatos onde nunca houve possibilidade de diálogo. Elas podem ser de madeira; de pedra e ou de aço. Quem passa por elas sente novidade. “Pontes” sempre são mais simpáticas do que “muros”.

A abelha suga o néctar da flor branquinha. As folhas verdes brincam com as réstias dos raios da luz solar. São lindos os pés que encaminham ao outro. São lindos os braços que se abrem aos abraços. São lindas as mãos que se apertam. São lindos os olhos que se encontram. São lindos os ouvidos atentos às vozes alheias. São lindas as bocas que esboçam sorrisos abertos. São lindas as palavras providas de bons tons. Tudo são encontros; “redes” de interesse promotoras da implosão das possibilidades de “ensimesmamento”.

Incluir – não dividir. Não seria essa uma boa idéia? A Bíblia sugere a construção de “mil pontes” quando Jacó e Esaú se dão as mãos; quando Deus faz acontecer o arco-íris; quando o pai abre os braços para receber o filho perdido; quando Jesus reata a nossa comunhão com Deus.

Em 1 Timóteo 2.5 onde se lê: “Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem.” Jesus Cristo foi um “Mediador”. Jesus Cristo edificou a “ponte”. Jesus Cristo “mediou” a possibilidade da aproximação das pessoas de Deus, a partir da Sua “ação” no mundo. Jesus Cristo foi e continua sendo o maior “Construtor de Pontes” que o mundo conheceu. Em latim se diria que Jesus Cristo foi o “Pontifex maximus”.

Sento-me na rede. Meus pés balançam. O sabiá canta. A brisa é fresca e eu piso no chão. Quero continuar este processo. Volto para a minha casa. Também sou um “pontífice”.

Um comentário:

Édina disse...

Um belo registro!
Oportuniza a reflexão sobre como agimos diariamente através de nossos gestos, ações, palavras. Será que estamos construindo pontes ou muralhas?
Reforça a alegria e a gratidão que podemos ter ao contemplar a natureza. E contribui para pensar sobre quais são nossas atitudes para promover a preservação dessa natureza.