30.8.11

Podemos nos divorciar?


Outro dia me deparei com uma questão a ser respondida, enquanto abria minha caixa de e-mails: “Vocês pastores, sempre ao final de qualquer cerimônia matrimonial se saem assim: - O que Deus uniu, não o separe o homem. De onde vem esta certeza que foi Deus quem uniu os nubentes?

Errar é humano. Hoje se diz que a grande causa do excessivo número de separações matrimoniais dos nossos dias nem são as questões íntimas, mas a carreira; o consumo; a dificuldade financeira e o lazer. Ora, um casamento que pretenda se pautar em Deus, não pode prescindir de Deus.

Concordo que a decisão de uma “caminhada conjunta” nem sempre passe pela vontade de Deus. Muitas vezes a idéia da união tem motivação particular. Há um sem número de motivos para que duas pessoas se unam em matrimônio. Já ouvi de amigos que apostaram entre si, se o colega iria ou não se casar com a tal “pintura de mulher”. Sei de casos onde os pais foram contrários à relação dos seus filhos e eles, só para “quebrarem seu bico”, acabaram casando. Há também aqueles que entram em pânico pelo fato de não terem encontrado ninguém e então: “uni du ni tê, salamê, minguê, um sorvete colorê, o escolhido foi você...

Três situações que apontam para a escolha de qualquer uma; de qualquer um. Casos claríssimos de que Deus não teve nada a ver com o “contrato”; com a “aliança”; com o “compromisso”. Sim, não é fácil usar o bordão cristão: - O que Deus uniu, não o separe o homem.

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