16.8.11

Ai, ai, ai, ai, ai, ai ai...


- Não sinto mais medo José.
- Já notei amigão! Reparte teus sentimentos.
- É que andei estudando o chão onde piso.
- Ah tá! Viraste geólogo agora?
- Nada disso!
- Abre o jogo Arthur, estou curioso!
- Vai ser aqui neste lugar que, no futuro, se erigirá uma bela cidade.
- Arthur Trevisan – o italiano visionário...
- Vai vir o dia em que a opressão do homem pelo homem, não será mais verdade; em que o brilho do ouro não seduzirá mais nenhuma viv´alma.
- É febre, só pode ser febre... Vamos pra casa!
- Neste lugar, o vil metal servirá apenas de paralelepípedo aos transeuntes.
- Arthur! Menos por favor!
- Neste dia nós experimentaremos a felicidade completa.
- Cara! O que é que está acontecendo contigo?
- Nada ó grande José! Dei-me conta de que Deus se colocou no nosso nível – só isso.
- Tá e daí?
- Daí que, com o nosso auxílio, Ele vai erigir esta cidade do futuro.
- Ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai... Vamos ter que ouvir novas marteladas libertárias.
- Não!
- Arthur! Eu já te pedi: abre o jogo. Do que é que estás falando?
- Esta nova cidade já está sendo erigida a partir de pequenos sinais; de inícios míseros.
- Inícios míseros!? Pequenos sinais!? Arthuuurrr... Menos!
- Inícios míseros e pequenos sinais que já são verdade no engajamento da cristandade.
- Agora é sério. Vou te levar pra casa.
- Tu e eu vamos vizinhar nesta metrópole, renovados e inteiros.
- Embarca no carro Arthur...!

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