28.6.06

Mas, até quando?


Acabei de chegar no meu gabinete de trabalho. Do apartamento onde moro até aqui na Evangelische Studenten Gemeinde (ESG) são, exatamente, 1.800 metros de caminhada. Eu, com sede, simplesmente abri a geladeira e me servi de um copo d’água fresca. Pasmem! A água aqui na Alemanha custa bem mais caro que a cerveja.

Leio em vários jornais que ainda viveremos a verdadeira “crise da água”. Esta crise tem vários rostos. Em alguns lugares do mundo há pessoas que morrem de sede. Noutros, abundam as enchentes. Imagino que 99% dos esgotos das nossas cidades despejam água contaminada nos rios. Aqui e ali se ouve falar dos desertos que começam a tomar conta de espaços antes verdes e floridos. Em várias partes do nosso planeta as colheitas estão ficando comprometidas.

Coisa de louco. Durante toda uma eternidade se disse que a água nunca iria faltar. Pois estávamos enganados. Vamos ter problemas e parece que a resolução dos mesmos só depende de tecnologia e dinheiro. A água, diferentemente do óleo combustível, não pode ser substituida por “algo” alternativo. Vamos ter que achar uma saída para esta enorme dificuldade que nos assola.

Enquanto essa proposta não fizer parte da nossa agenda, ainda continuarei saboreando minha aguinha fresca. Mas, até quando?

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