1.8.06

De mala e cuia!


No momento preparo-me para viajar com 5 estudantes da Ludwig Maximilian Universität Müchen ao Brasil onde, durante 21 dias, nos envolveremos com tema “Mas afinal, o que é pobreza?” Num dos Cultos que visitaremos, pregarei sobre o texto de Gênesis 12.1-4.

Abraão estava com a vida ganha. Tinha fincado raízes em Harã e ali, conhecia os vizinhos pelo nome. Acordava pela manhã e, depois do café, olhava o rebanho. Fazia um ou outro conserto nas dependências da sua tenda e, quando a fome batia, sentava-se para almoçar. Mais tarde um pouco de descanso na rede porque, afinal, "ninguém é de ferro". Um dia Deus lhe disse: "Sai daí desses lados onde moras e vai para um lugar novo que te indicarei…"

Lá Deus abençoou Abraão com terras; um filho e a promessa de que seria uma bênção para todas as gentes do planeta. Atrás de si ficou a parentagem e mais do que isso, todos os costumes. A mando de Deus, “de mala e cuia”, foi fazer outras experiências. Se não tivesse sido secundado pelos irmãos nômades, certamente não teria sobrevivido. Quem mora no deserto, tem o dever de hospedar pessoas em dificuldades.

Interessante notar que as três grandes religiões monoteístas do mundo (Judaica, Cristã e Islâmica) têm suas bases construídas sobre a pessoa de Abraão. Se alguém perguntar o que isso quer dizer para nós, cristãos, esse alguém deveria ler os capítulos 3 da Carta aos Romanos e, depois, os capítulos 3 e 4 da Carta aos Gálatas…

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