27.6.06

TRIBUTO AO MEU AVÔ


Faz uns cinco anos que meu avô morreu. Eu gostava muito dele. Lembro que fiquei sabendo, por telefone, que estava muito adoentado. Conversamos um pouco pelo telefone e, dias depois, ele se foi. Quando do seu enterro, escrevi uma poesia pro pastor ler, quando dos atos fúnebres. Aqui, reparto a mesma com vocês que me lêem: "Tributo ao meu AVÔ!

Traços duros com sulcos no rosto.
Conheci-o nos enduros.
Se morreu de desgosto? Talvez!
Tinha o coração quente,
Amanteigado,desinstalado,sempre disposto!

Vida dura com muitas crises.
Dialogamos na agrura.
Se tinha cicatrizes? Imagino que sim!
Sua mão era ativa,
Laboriosa,carinhosa,vi poucos deslizes!

Ouvia rádio e sabia de quase tudo.
Marqueteava do áudio.
Se era feliz? Penso que o era!
Girava os botões,
Corria estações,tudo emoções, um eterno aprendiz!

Plantou sementes e algumas vingaram.
Sonhou com contentes.
Se foi um frustrado? Não posso dizer!
Pagou para ver,
Bancou a parada,correu pela estrada,derramou-se no estrado!

Tudo acabou pois ele se foi.
A saudade o matou.
Se foi um saudoso? Claro que o foi!
Amava viver,
Com a mulher querida,companhia irrepetida,momento doloroso!