4.5.10

Dia das Mães!


Que bom que pelo menos no Dia das Mães todas as filhas e todos os filhos se lembram de agradecer às suas mães por aquilo que elas fizeram; por aquilo que elas representam. Sempre foi assim que as pessoas que nascem e crescem num contexto amoroso e seguro, acabam experimentando vida saudável, equilibrada.

Depois de seu nascimento todos os seres humanos precisam ficar longo tempo sob bons cuidados da família. A criança precisa do calor do ninho seguro. Ali ela se deixa presentear com a doação, com o cuidado e com o tempo dos familiares. Assim ela se desenvolve sem atropelos; percebe as armadilhas que o mundo propõe; desenvolve sua personalidade que, mais tarde, vai repartir com outros enquanto se doa em prol do bem comum. São pessoas assim que sustentam a nossa sociedade.

Quem sempre é responsável por essas mulheres e esses homens? As famílias e, dentro delas, de forma muito especial, as mães. Existe tarefa mais gratificante do que ser mãe; engajar-se; dedicar-se de corpo inteiro na tarefa maternal? No passado, lamentavelmente, se fez pouco caso das mães quando se insinuou que elas eram apenas “do lar”. Nada substitui a família; nada se compara em valor àquilo que as mães fazem pelos seus filhos e, por tabela, para a sociedade. Mas que elas, as mães, também não se esqueçam que também precisam repassar os conceitos de fé; que, junto com os pais, são os mensageiros mais importantes da fé em Jesus para os seus rebentos.

Não foi o pastor ou professor de ensino religioso que nos ensinou a dar os primeiros passos na fé. Isso nós aprendemos da nossa mãe que, à noite, se achegava à nossa cama para orar e nos contar histórias sobre Jesus. O fundamento da fé cristã sempre é construído nos primeiros anos da vida de uma criança. Daí porque sempre apelo aos pais jovens, quando dos batismos, para que levem essa tarefa a sério; para que não apliquem todas as suas forças apenas no bem estar material das crianças, mas também para no bem estar espiritual uma vez que “não vivemos somente de pão”...

Mães, vovós aqui presentes: Não desviemos nossas crianças da possibilidade de se relacionarem com Deus. Abramos espaços nas nossas famílias para a vida de fé dos pequeninos a partir da oração. Quem assim age promove alívio, bênção no seio familiar, uma vez que facilita a circulação de Deus que carrega no colo quando vêm preocupações.

Em João 15.5 Jesus nos diz: “Eu sou a videira e vós os ramos. Aquele que permanece em mim e eu nele produz muito fruto; porque, sem mim, nada podeis fazer.” Entendo que esta palavra seja excelente para o momento que vivemos. Se hoje muitas famílias estão implodindo, é porque falta o fundamento da fé. A família cristã não está edificada sobre a areia. Ela tem futuro no Senhor da Igreja! Uma família que ora junto também “segura as pontas” em conjunto. Esse é o meu desejo para as nossas famílias nesse Dia das Mães.

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