27.5.10

Círculos, quadrados e franquias!


Sempre gostei de figuras geométricas redondas. Não sou amigo das quadradas. Se sentarmos num círculo, veremos nossos rostos. Se nos acomodarmos em torno de uma mesa retangular, haverá pontos mortos, falhas de comunhão. Se me encontro no meio de um círculo gasto o mesmo número de passos pra ir onde quero. Já se ocupo o centro de um losango, existem pontos longínquos. E por aí vai. Os círculos me são mais simpáticos. Eles não têm mandamentos, mas expiram graça. Assim como não gosto deles, também tenho ojeriza de franquias. Elas tolhem a criatividade e exigem submissão. Elas, quase sempre estrangeiras, pedem relatórios e só permitem a respiração nos momentos oportunos de quem às articula. Além disso, cooptam uma enorme porcentagem dos rendimentos. Pobres de nós que ministramos o Evangelho quando, ansiados em trazer algo novo às nossas Comunidades, nos vimos num deserto e, desesperados, exauridos, nos obrigamos a optar por tais saídas dentro da Igreja.