13.4.11

Cadê as testemunhas?


Dois alunos da sétima série estavam conversando. O primeiro desafiou o segundo com estas palavras: - Prove-me que Deus existe! O menino pensou um pouco e respondeu: - Eu não consigo provar que Deus existe. Foi aí que o primeiro menino se saiu com esta: Eu posso provar que Deus não existe. Queres ver? Em todo o mundo há pessoas de guerra. Os jornais noticiam que mais de trezentas mil pessoas morreram em terremotos no Haiti, no Chile e no Japão. Meus pais estão em fase de separação. Na semana passada um jovem solitário tirou a vida de mais de 11 meninas e meninos de 13 anos de idade numa escola do Rio de Janeiro. Só com estas quatro constatações eu já consegui provar pra vocês que Deus não existe. Viu como foi fácil? Alguns colegas que ouviam aquela conversa acenaram suas cabeças afirmativamente. O menino que tentava provar que Deus não existia continuou: - Agora não me venham dizer que devemos acreditar em Deus porque as coisas sempre foram assim. Nós não somos bobos! Com esta história na cabeça eu as convido para a leitura de 1 Coríntios 15.1-11...

15.1 - Agora, irmãos, quero que lembrem do evangelho que eu anunciei a vocês, o qual vocês aceitaram e no qual continuam firmes. 15.2 - A mensagem que anunciei a vocês é o evangelho, por meio do qual vocês são salvos, se continuarem firmes nele. A não ser que não tenha adiantado nada vocês crerem nele. 15.3 - Eu passei para vocês o ensinamento que recebi e que é da mais alta importância: Cristo morreu pelos nossos pecados, como está escrito nas Escrituras Sagradas; 15.4 - ele foi sepultado e, no terceiro dia, foi ressuscitado, como está escrito nas Escrituras; 15.5 - e apareceu a Pedro e depois aos doze apóstolos. 15.6 - Depois apareceu, de uma só vez, a mais de quinhentos seguidores, dos quais a maior parte ainda vive, mas alguns já morreram. 15.7 - Em seguida apareceu a Tiago e, mais tarde, a todos os apóstolos. 15.8 - Por último, depois de todos, ele apareceu também a mim, como para alguém nascido fora de tempo. 15.9 - De fato, eu sou o menos importante dos apóstolos e até nem mereço ser chamado de apóstolo, pois persegui a Igreja de Deus. 15.10 - Mas pela graça de Deus sou o que sou, e a graça que ele me deu não ficou sem resultados. Pelo contrário, eu tenho trabalhado muito mais do que todos os outros apóstolos. No entanto não sou eu quem tem feito isso, e sim a graça de Deus que está comigo. 15.11 - Assim, não importa se a mensagem foi entregue por mim ou se foi entregue por eles; o importante é que foi isso que todos nós anunciamos, e foi nisso que vocês creram.

Cadê as testemunhas?

Somos pessoas críticas. Não só os jovens procuram provas da existência de Deus. Observem que não são somente os jovens que estão à procura de provas da existência de Deus. Às vezes também nós desejaríamos ver e ouvir as testemunhas que Paulo menciona em sua Carta à Comunidade desconfiada: Uma; doze; quinhentas pessoas tinham visto Jesus Cristo. Ah como seria bom se nós também pudéssemos conversar com esta gente toda.

“Cadê as testemunhas de Jesus Cristo?”. Cadê as testemunhas que viram e ouviram; que viveram e que sentiram a ressurreição do Filho de Deus de perto? Para Paulo a fé não tem sentido sem a comunhão com as irmãs e com os irmãos; sem a Comunidade; sem testemunhas. Vivamos a nossa fé; mostremos a nossa fé a partir das experiências que fazemos. A ressurreição de Jesus Cristo liga pessoas normais como tu e eu à Comunidade Viva e, assim, a Páscoa deve ser mais do que apenas uma data no nosso calendário de 2011.

“Cadê as testemunhas de Jesus Cristo?”. Conta-se que um homem idoso estava experimentando muita tristeza. Ele, durante toda a sua vida, tinha gastado o seu tempo seguindo lideranças erradas e isso o deixava extremamente triste. Agora, no final de sua vida, ele estava conseguindo dar a “volta por cima”, enquanto se empenhava em promover aos jovens uma convicção diferente daquela que tinha sido sua. Para ele essa experiência era como começar de novo. Os jovens podiam tocá-lo; entender a sua vergonha; compreender a sua mudança de vida. Sim, a graça de Deus não passa batida por nenhuma, por nenhum de nós!

Outro dia uma professora me falou que estava entusiasmada pelo fato de perceber que as crianças da sua creche tinham plena capacidade de resolverem suas contendas, suas briguinhas. Como é difícil se resolver problemas de relacionamento. Como é gratificante quando dois “brigões” se tornam novamente amigos. Nada de fazer de conta que está tudo bem. Nada de acumular raiva dentro do peito, mas presentear o opositor com doses de renovada confiança. As crianças são o melhor testemunho de que um novo começo pode ter sucesso entre duas pessoas.

“Cadê as testemunhas de Jesus Cristo?” Claro que poderíamos desistir de procurar por testemunhas de Jesus Cristo no meio dos tantos desastres que experimentamos. Às vezes estas catástrofes que ouvimos falar nos tocam no fígado e na mente. Elas nos machucam tanto que é quase impossível resolvermos os nossos problemas com força própria. O peso destas questões parece ser esmagador.

“Cadê as testemunhas de Jesus Cristo?” A Páscoa é uma festa para as pessoas que não negam a sua dor; que não engolem a sua raiva e que não escondem o seu fracasso. Mas a Páscoa também é uma festa para aquelas pessoas que abrem seus olhos para uma nova vida. Coisa boa quando se aprende a lidar abertamente com a própria culpa e também com o perdão do outro; com o presente da fé comunitária e não apenas com palavras bonitas, polidas, ensopadas de espiritualidade. Os que conseguem dizer palavras claras, corajosas e amorosas, alicerçadas em gestos brandos, conseguem viver e celebrar a Festa da Ressurreição e não se deixam derrotar.

Conclusão

Uma; doze; quinhentas pessoas – hoje essas testemunhas não podem mais ser contadas. Eu as encontro a toda hora. Conviver com elas é para mim uma bênção porque não podem e nem precisam provar nada. Elas, com sua vida; sua confiança; sua honestidade e seu otimismo são testemunhas vivas de que Jesus Cristo ressuscitou! Isso me basta!

Oração:

Jesus Cristo, Ressurreto, Tu nos presenteias com liberdade. Enquanto cremos nisso, Te esperamos. Presenteia-nos com a Tua força para continuarmos vivendo dessa forma. Amém!