27.7.11

Alegria ou Tristeza!


Há dias em que a alegria está instalada em nós. Noutros somos sombreados por nuvens de tristeza. O apóstolo Paulo também experimentou estas sensações na sua vida. Eu leio de o texto de Romanos 9.1-5: “9.1 - O que eu digo é verdade. Sou de Cristo e não minto; pois a minha consciência, que é controlada pelo Espírito Santo, também me afirma que não estou mentindo. 9.2 - Sinto uma grande tristeza e uma dor sem fim no coração 9.3 - por causa do meu povo, que é minha raça e meu sangue. Para o bem desse povo, eu mesmo poderia desejar receber a maldição de Deus e ficar separado de Cristo. 9.4 - Eles são o povo escolhido por Deus; ele os tornou seus filhos e repartiu a sua glória com eles. Deus fez suas alianças com eles e lhes deu a lei, a verdadeira maneira de adorar e as promessas. 9.5 - Eles são descendentes dos patriarcas; e, como ser humano, Cristo pertence à raça deles. Que Cristo, que é o Deus que governa todos, seja louvado para sempre! Amém!

Administração dos tempos

Nós aprendemos na Igreja que uma pessoa cristã sempre deve se mostrar disposta; estampar bom ânimo no rosto em qualquer circunstância. O próprio apóstolo Paulo escreveu à Comunidade Tessalonicense que ela deveria se “alegrar sempre de novo” (1 Tessalonicenses 5.16). Interessante que, agora, neste texto da Carta de Romanos que acabamos de ler, ele “abre o seu coração” e diz, com todas as letras, que está experimentando tristeza muito profunda. O que é que vocês dizem disso? Estamos diante de uma incoerência de Paulo? Num momento está escrito que deveremos ser sempre alegres e no outro que podemos experimentar tristezas na vida. Vamos tentar compreender melhor esta questão...

É assim que tanto a alegria como os momentos de tristeza fazem parte da nossa vida. O Rei Salomão sabia disso. Ele escreveu em Eclesiastes 3.4 que “há tempo de ficar triste e tempo de se alegrar; tempo de chorar e tempo de dançar...” As pessoas que pensam poder viver “sempre alegres” e que esperam todos os dias “ensolarados”, certamente estão “vivendo nas nuvens”; vivendo fora da realidade. Não! Nós não vivemos no “País das Maravilhas” onde “os pedaços de frango fritos vêm voando para dentro da nossa boca”.

O texto pensado para a prédica de hoje deixa claro que o apóstolo Paulo estava profundamente chateado pelo fato dos israelitas; do Povo a mado e escolhido por Deus, não conseguir reconhecer a Pessoa de Jesus Cristo como seu Salvador. Esta rejeição tem consequências: a perda da vida eterna. Observem que para salvar os membros do seu povo, Paulo até estaria disposto a renunciar a sua própria salvação.

Este comportamento de Paulo nos faz lembrar do grande líder Moisés que atuou nos tempos do Antigo Testamento. Quando o Povo de Israel voltou a se lambuzar com os assuntos da idolatria, ele, em oração, pediu a Deus: “Por favor, perdoa o pecado deles! Porém, se não quiseres perdoar, então tira o meu nome do teu livro, onde escreveste os nomes dos que são teus.” Deus rejeitou a oferta de Moisés. Quer dizer: ninguém pode promover a salvação dos outros, nem mesmo ofertar a sua vida em prol desta idéia.

Conclusão

Será que entendemos a tristeza do apóstolo Paulo? Sou uma pessoa rodada nos caminhos da Igreja. Sei, por exemplo, de muitas irmãs e irmãos que estariam dispostos a se sacrificar para salvar o filho; a filha; o pai; a mãe ou qualquer outra pessoa querida das suas relações. Para mim, sempre de novo, chama atenção o fato que há membros das nossas Paróquias que se desesperam quando olham para suas Comunidades com olhos de ver. Outro dia ouvi essa palavra de alguém: “Estou doente por causa de preocupação. Não consigo mais dormir. Nosso povo cristão é muito superficial nas coisas de Deus. Isso me machuca interiormente.” Sabem o que eu disse a este irmão? Disse-lhe que “não lhe cabia carregar essa carga; que deixasse esse encargo para Jesus Cristo”. Vocês não imaginam como foi difícil para ele aceitar esta verdade. Existe outra solução? Só Deus é capaz de amaciar corações duros. Atentem para isto: Este é o conforto que nos oportuniza a experimentação da felicidade.