11.6.12

Apostolicum Symbolum

- Ô mãe! O que é um “credo”?

- Deixa-me pensar... Um “credo” é o resumo daquilo que a cristandade crê – filho.

- Então minha “profe” estava certa. Ela disse que o “credo” era a tentativa de condensar a Palavra de Deus.

- Certo Ju! Mais do que isso, o “credo” também é uma meditação; uma oração.

- Legal. Mãe! Eu vou visitar a vovó.

- Manda um abração pra ela Juliano!

D. Alice ficou curiosa. Descobriu que temos os Credos: Apostólico, Niceno e Atanasiano; que antes do Credo Apostólico só havia as Confissões de Fé da época dos apóstolos (Tu és o Filho do Deus vivo e Jesus Cristo é Senhor); que, com o tempo, se ampliaram estas breves Confissões. Eureca! Seu pastor deveria saber mais detalhes...

- Então pastor! O senhor pode dizer algo mais?

- Sim Alice! Nos anos 300 d.C o Bispo Hipólito de Roma fez nascer o “apostolicum symbolum”, o Credo no espírito dos apóstolos. Esta Formulação de Fé foi ótima para se combater as “falsas doutrinas” que surgiam.  

- Interessante pastor!

- Pois é! Entre 318 e 451 d.C. também havia dúvidas no ar. Perguntava-se se Jesus era divino; se um carpinteiro podia fazer milagres e experimentar ressurreição; se Jesus tinha sido criado ou era igual a Deus. Não deu outra: Nasceu o Credo de Nicéia. Nele se diz: “Deus de Deus; Luz da Luz; gerado, não criado; desceu do céu; se encarnou;” etc. Enfim, trata-se de um Credo comum a toda cristandade!

- Pastor, e sobre o Atanasiano?!

- Este Credo é menor. É praticamente uma cópia do Niceno. O fato é que hoje temos estes três Credos, a Confissão de Augsburgo (1530) e os Catecismos Maior e Menor de Martin Luther.

- Muito obrigada pastor! Mande um abração para sua esposa. Ontem encontramo-nos na calçada. Que calor horrível...

Um comentário:

htviana disse...

Gostei muito do texto, da maneira simples de dizer coisas tão importantes.