9.4.12

PÁSCOA - A RESSURREIÇÃO DE JESUS!


No ano 33 d.C. era costume envolver o corpo de uma pessoa falecida em faixas de pano embebidas em óleos aromáticos (João 19.39-40). Foi com esse intuito que Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé se dirigiram ao túmulo onde tinham colocado Jesus (Marcos 16.1-8).

Estas três mulheres já tinham experimentado grande sofrimento sob a cruz de Jesus. Como o Filho de Deus tinha falecido às 15h de sexta-feira, não houve mais tempo hábil para promover-Lhe um sepultamento digno. Para os judeus, quando o sol se põe na sexta-feira, não se faz mais absolutamente nada até o pôr do sol do sábado seguinte. Ora, durante a noite de sábado era impossível de se fazer qualquer coisa neste sentido. Assim, só sobrou a madrugada de sábado para domingo para ungir o Corpo do seu Mestre.

Ainda era escuro quando as três mulheres se dirigiram ao túmulo para embalsamar o seu Senhor (Marcos 16.1). O caminho até o túmulo era longo e elas se mostravam preocupadas enquanto caminhavam: - Como é que poderiam entrar naquele túmulo? Quem poderia ajudá-las a remover a grossa pedra que cobria a entrada da sepultura? Não, sozinhas elas não seriam capazes de remover aquele bloco de pedra. Mesmo assim, carregavam a esperança de encontrar um homem forte que fizesse o serviço.

De repente, elas perceberam um detalhe que parecia estar fora da realidade: A tal pedra não cobria mais o túmulo onde tinham colocado o Filho de Deus. Olharam para dentro e perceberam que o mesmo estava vazio. Elas tinham vindo até ali para prestar os últimos serviços fúnebres a um falecido e agora estavam diante de uma incrível experiência: O seu Senhor tinha ressuscitado!

Foi desde então que o fato histórico da ressurreição de Jesus se tornou o fundamento da fé cristã. O apóstolo Paulo coloca essa verdade de forma bem radical em 1 Coríntios 15.14: “E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e vã, a vossa fé...”

Ora, o relato a respeito da ressurreição de Jesus também contém alguns conselhos muito práticos para a nossa vida cotidiana. Senão vejamos: Conseguimos lidar muito bem com os detalhes óbvios que a vida nos apresenta, por exempo: - Quem rolará a “pedra” para nós? Quem tirará o “obstáculo” do nosso caminho? Deus não se preocupa com probleminhas tão pequenos. Deus pensa maior. Deus pensa em nós...

Há uma enormidade de “pedras” que complicam a nossa passagem pela vida. Às vezes estas tais “pedras” até se convertem em altos muros, muralhas intransponíveis. Há “pedras de amargura” entre cônjuges; entre pais e filhos e mesmo entre irmãs e irmãos que fazem parte da mesma Comunidade que carecem de ser removidas. São “pedras” que acabaram se amontoando umas sobre as outras; que acabaram virando montanhas; que acabaram se convertendo em enormes empecilhos para o entendimento. Também há as “pedras da culpa e do fracasso” que também impedem vida sadia. Enfim, todas estas “pedras”, que exercem enorme peso; grande pressão sobre nós, carecem de remoção, uma vez que Jesus ressuscitou no Domingo de Páscoa e, com Sua ressurreição, nos possibilitou o perdão.