13.4.12

Gol, gol, gol...


Cresci ouvindo meu avô taxar Getúlio Vargas de populista. Populista porque tinha implantado o “Dia do Trabalho”; porque tinha consolidado as “Leis Trabalhistas” (CLT) e o “13º salário”, entre outros. Essas medidas serviram para aproximá-lo do povo. Prova disso é que Getúlio ainda hoje é ovacionado com o apelido de “Pai dos Pobres”. Lembro que meus tios entendiam essas ideias como negativas para o nosso Brasil.

Sim, o populismo é um jeito de conduzir governos com medidas que até favoreçam e agradem a população. O presidente Lula, por exemplo, foi populista quando criou “Fome Zero” e “Bolsa Família”. Essas medidas beneficiaram nossa população que, por tabela, acabou “endeusando” o ex-presidente. O problema é que faltou o passo seguinte. Que passo? Ora, desenvolver e sustentar o desenvolvimento humano a partir de medidas que se afastem da ideia da “esmola”.

O populismo já vem desde a Roma Antiga. Lá se usava o termo “Panis et circensis” (pão e circo) com o objetivo governar com tranquilidade. Enquanto o povo tivesse o que comer e com o que se entreter, não iria atrapalhar nos “negócios”. Governos populistas usam esse tipo de medidas com o objetivo de desviar a atenção do povo de assuntos que realmente importam e, claro, das manobras políticas ilícitas que têm em mente. Seria hoje o populismo um perigo para ser alertado entre as lideranças da nossa querida IECLB? Eu volto ao assunto...