22.4.12

Dia Nacional da Diaconia!


Em Lucas 24.36b-48 Jesus abre a mente dos discípulos e então eles passam a ver a vida com olhos do seu Mestre. A partir daquele momento eles se perguntam: Qual é o critério que promove o Filho de Deus aqui no chão? Diante do entendimento que o Ressurreto lhes oportuniza, não dá mais para ficarem quietos - agir é preciso. Mas agir como? Onde agir? Em que sentido agir? As suas mãos parecem estar amarradas com as cordas da marca “medos” e “dúvidas”. Não é assim conosco? Queremos ver retorno rápido das coisas que dizemos e fazemos e aí, muitas vezes, nos deixamos levar por “Teologias Pobres”. 

A falta de fé e a dúvida sempre de novo se manifestam entre as pessoas cristãs. Os discípulos de Jesus não estavam tão sujeitos a estes “males”. Mesmo assim, eles, apesar de poderem tocar em Jesus; de convesar com Ele e de experimentar Sua presença, “balançaram”. 

Li, outro dia um pequeno texto de jornal que informava sobre a Madre Teresa de Calcutá, Prêmio Nobel da Paz de 1979 e fundadora da Ordem “Missionárias da Caridade”. Pois fiquei surpreso. Ela testemunhou ter sido atormentada durante cinquenta anos por dúvidas a respeito de sua fé. Dúvidas estas que se resumiam em “tortura”, “escuridão” e “solidão”. 

Como pode que uma mulher desse quilate tenha experimentado incertezas quanto a presença de Deus em sua vida? Ela ajudou milhares de pessoas infelizes em Calcutá; “guerreou” contra a lepra; colocou-se ao lado de crianças abandonadas; não arredou pé dos leitos onde pacientes agonizavam até a morte. Cinco décadas dedicadas à Diaconia e isso, sem dar mostras das lutas que aconteciam dentro do seu coração; da sua mente. Como é que ela subsistiu? Por que é que Deus não a ajudou a passar por estes “vales escuros” com mais presença? A resposta é simples: Ela encontrou forças no serviço cristão que prestava ao seu poderoso Deus. 

Até mesmo os discípulos foram atormentados por dúvidas quando o assunto foi a ressurreição de Jesus. Ficar quietos seria uma boa pedida – por que não? Deixar a vida acontecer, enquanto estudassem o Antigo Testamento era uma opção. Encontrar-se e exaltar-se como ex-companheiros de Jesus em reuniões onde se serviam peixes e vinhos também não seria ruim. Quem sabe podiam fundar um fã-clube. 

Nada disso! Depois que Jesus entra no ambiente e lhes abre a mente, os discípulos conseguem susbstituir o suposto fracasso com a morte do seu Messias pela certeza da vitória pela ressurreição. Tomé, o sujeito que mais duvidou, não estava sozinho. Tu e eu, nós também não estamos sós. Entender por completo a ação de Deus, isso ninguém de nós é capaz de fazer. Mas isso não nos permite a “rede” da conversa macia; do “deixa como está para ver onde vamos chegar”; a falta de compromisso com a verdade. 

Vimos que a aparição de Jesus aos discípulos provocou reações de medo; de susto. Seria aquele Aparecido um “fantasma”? Ora, estamos cercados de fantasmas. Fantasmas da violência, das drogas, dos assaltos, da corrupção, da fome, da pobreza e das doenças, só pra citar sete. Assustamo-nos com esses mistérios que nos cercam? Estes “fantasmas” não nos afetam?! Madre Tereza de Calcutá deixou-se afetar e, mesmo frágil, saiu para dar testemunho agindo; fazendo diaconia. 

Um dia estarei de pé, ao lado de Jó e de milhões de outras pessoas questionadoras que foram resgatadas, para ver o meu Pai do Céu. Nessee dia e quero começar a entender melhor a pessoa de Deus. Eu sei que Deus me ama, apesar das minhas dúvidas. Neste quesito eu não tenho nenhuma dúvida. Por isso sigo em frente...