22.11.13

QUEM É TUA ROSA?


A frase de Antoine de Saint- Exupery  - Tu és responsável pela tua Rosa – no livro “O Pequeno Príncipe”, soa nos nossos ouvidos no sentido de que “somos eternamente responsáveis pela nossa flor; pelas pessoas que cativamos!” Ou seja, as pessoas cativadas esperam o nosso engajamento em seu favor.

Aparentemente, essa confiança e essa responsabilidade mútua se dão, especialmente, no matrimônio. Vocês ainda se recordam da pergunta que a pastora ou o pastor lhes fizeram quando da Celebração do seu Casamento? Ela ou ele perguntaram: - “Queres recebê-la; queres recebê-lo das mãos de Deus? Queres caminhar lado a lado com ele (com ela)? Os casais que disseram este “sim” diante de Deus tentaram e continuam tentando fazer de tudo para que este Projeto dê certo. Se ele não der certo, paciência. Tanta coisa não “rola” como pensamos. Todas nós; todos nós estamos sujeitos ao erro. Então, por que não começar de novo? É por isso que entendemos o matrimônio como uma bênção e não como um sacramento (que é e ponto final). No entanto, é importante que, como Igreja Cristã, defendamos a Instituição do Matrimônio. Ele, o casamento, a união de uma mulher com um homem, é uma benção de Deus.

Essa responsabilidade aumenta com a vinda das crianças. Para que as crianças se desenvolvam com equilíbrio, elas precisam de uma boa base para a vida e esta, geralmente, é dada pelas mães e pelos pais. Esse alicerce não se dá apenas com a preocupação pelas necessidades materiais dos filhos, mas também com os cuidados que alavancam o desenvolvimento mental e emocional saudável das crianças que nos são confiadas. Neste desenvolvimento também está incluso a educação cristã. Sim, nossas filhas e nossos filhos carecem de um encaminhamento cristão. Caso isso não aconteça, elas correm sério risco de terem que correr atrás do tempo sem nunca encontrar o verdadeiro sentido da sua existência. Muitas mães e muitos pais até têm este sentimento quando batizam seus filhos e suas filhas.

A educação cristã não é apenas uma tradição igrejeira de se praticar a oração do Pai-Nosso ou dos Dez Mandamentos. Ela inclui mais do que isto. No decorrer da instrução cristã as crianças aprenderão a confiar. Elas aprenderão que Deus está ao seu lado. Elas entenderão que Deus as ama tal como são e que Ele estará sempre com elas. Elas se darão conta que a tolerância que Jesus praticou pode ser imitada; que não há necessidade de ferir outras pessoas com opiniões. Elas sentirão todas estas coisas em casa, enquanto praticam a fé cristã. Toda esta aprendizagem se tornará importante num mundo que sempre se mostra incerto e frágil, nestes tempos globalizados onde as mudanças são cada vez mais rápidas. Esta mudança de comportamento é um caminho no qual as crianças precisam ser acompanhadas. E este empreendimento é uma das tarefas fundamentais das mães e dos pais; das madrinhas e dos padrinhos. Trata-se de uma tarefa que não pode ser delegada às professoras de escola dominical ou ao pastor para quando dos dois anos do período de preparo para a Confirmação.

É pouco provável que as crianças mudem seu comportamento cristão com as informações de terceiros, se elas não o vivenciarem em casa. As madrinhas e os padrinhos se colocam ao lado dos pais nesta empreitada. Na hora do Batismo as madrinhas e os padrinhos não são lindos simples acessórios para a beleza do momento, mas pessoas co-responsáveis que assumem o grandioso desafio de levar suas afilhadas e seus afilhados a vivenciarem a fé cristã verdadeira e importante. De mães, pais, madrinhas e padrinhos responsáveis brota a vida de fé que é mil vezes mais importante do que qualquer lição adquirida horas e horas de ensino religioso. Penso que é maravilhoso receber de Deus tão nobre tarefa. Devemos “informar” nossas crianças. Nós devemos lhes mostrar o caminho que faz sentido e leva a Deus. Cabe-nos dar exemplo para elas do que significa a ética cristã do agir e do decidir. Devemos ser gratos a Deus pelo fato Dele aceitar as nossas crianças como Suas filhas.

 “Tu és responsável pela tua rosa!” Sim, como mães e pais nos cabe assumir esta responsabilidade com coragem. Talvez essa intenção seja boa para o ano de 2014 que já está às portas. Que tal orarmos com nossas filhas e filhos à mesa, ao lado da cama quando vem à noite. Acompanhemos nossas filhas e nossos filhos ao Culto e mostremos a eles como é importante adorarmos a Deus. Quando comprarmos um livro ou um brinquedo didático para as nossas afilhadas e nossos afilhados, leiamos o mesmo, brinquemos com o mesmo, para que, ao doá-lo, saibamos reagir e, junto, ensinar.


Tenhamos coragem para realizar ou continuar realizando este projeto no novo ano que vem aí. Que Deus abençoe vocês e todos nós na realização desta tarefa.

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