21.9.06

Meu time do Coração!



Naquela época eu tinha uns 7 anos de idade e morava na cidadezinha de Tenente Portela, no norte do Rio Grande do Sul. Morávamos no edifício Gislene, onde meu pai alugou um dos dois apartamentos para morarmos como família. Meus irmãos eram pequenos e eu tinha um grande amigo, o Riva. Brincávamos juntos as tardes inteiras e, volta e meia, ouvia seus comentários a respeito do "Grêmio". Aqui lembro de uma leitura recente de Aurelius Augustinus: - "Nur wer selbst brennt, kann Feuer in anderen entfachen." Ou seja, só as pessoas que estão pessoalmente marcadas por algum algum assunto, é que conseguem influenciar outras. O filho do seu Rivadávia, dono do "bolicho" da esquina, ardia de amores pelo Grêmio Football Portoalegrense. E assim, motivado, virei torcedor.

Logo que meus filhos nasceram, comprei-lhes camisetas do tricolor. Morávamos em Cianorte, no interior do Paraná, quando eles dois, em 1983, ainda bem pequeninos, já puderam vibrar duas vezes com a conquista da Libertadores e uma com o Campenato do Mundo, em Tóquio. De lá prá cá quase só alegrias. Volta e meia converso com pessoas próximas de mim, que também torcem pelo Grêmio. Outro dia eu estava hospedado na casa do Luiz e da Ilma, em Porto Alegre. Enquanto saboreávamos um gostoso churrasco, íamos tecendo comentários sobre os nossos gostos; sobre os nossos pontos em comum. Deduzimos que as cores "azul, preto e branco" mexeram conosco desde quando éramos criancinhas. À tarde fomos ver o jogo Grêmio x Paraná. Ganhamos por 2 x 1 e isso de virada. Que festa!

Alemães amigos meus pedem que eu lhes presenteie camisetas do Grêmio. Pergunto-lhes pelo porquê desse desejo e me respondem dizendo que se trata da camiseta mais bonita que conhecem. Me falam da boa combinação das cores e de como ela senta bem no corpo. Fico impressionado com essas falas. Coisa boa é ser gremista. No aspecto que tange ao esporte, posso dizer que sou um sujeito de sorte e sabem porquê? Tanto a Valmi como a namorada do Áquila, a Vanessa, e quanto a noiva do Daniel, a Paula, todo mundo torce pelo multicampeão da Azenha. Acho que meus netos seguirão o mesmo caminho, ah disso não carrego dúvida. O mundo é simplesmente azul...

Um comentário:

Anônimo disse...

Esta arrancada tricolor deve-se ao teu pé quente no Olimpico junto com o Aquila, quando saimos atráz e viramos o jogo (ainda tem as marcas das unhas na almofada de couro que ganhei de Silvinho).
Saudações (Gautchas) tricolores.
Luiz.