14.9.06

O amigo Ornélio!


Está fazendo uma semana que visitei meu amigo Ornélio. Nos vimos pela última vez em 1975, quando do seu casamento com a Traudi. Foi interessante o nosso encontro. Eu estava visitando minha mãe em Santa Cruz do Sul e, na minha frente, sobre a mesinha de centro, o guia telefônico da cidade onde eu nasci. Curioso, folheei o mesmo. Depente, em negrito, ali estava o nome do amigo dos tempos de adolescente. Disquei seu número e, duas horas depois, estávamos tomando um gostoso chimarrão, passando a nossa vida em revista.

Interessante a vida. Naqueles tempos de 1970, ele e eu estávamos querendo mudar de rumo. Tínhamos nossa mente voltada para Porto Alegre, onde tencionávamos escrever uma nova hitória. Sim, lá iríamos dar jeito num quarto com cozinha e, depois disso, cada um seguiria seu rumo na busca de um bom emprego. Gastamos horas pensando e repassando cada detalhe daquela aventura que, por certo, marcaria nossas caminhadas. Algo deu errado e acabamos não levando nosso objetivo comum a cabo. Ele foi trabalhar numa grande firma e eu fui estudar Teologia. Um pouco mais tarde casamos com mulheres empreendedoras e, assim, fomos galgando os degraus que nos conduziram aos 50 e, por tabela, àquele momento.

Amizades verdadeiras não acabam. Era como se sempre tivéssemos tido contato. Enquanto íamos articulando nossos pensamentos, também ia ficando claro que ainda concordávamos em gênero, número e grau, no que diz respeito às questões paridas pelo momento vivido. Ele e eu nos afastamos um do outro porquê tínhamos coisas a fazer, a construir, a elaborar. Estávamos com os filhos a criar e sempre com sementes na mão prá semear. Nos engajamos em muitos projetos e, juntos, fomos contribuindo para a melhoria de alguns poucos segmentos do mundo à nossa volta. Ali, sentados, um na frente do outro, com as feições amadurecidas, vimos que ainda temos coisas a fazer.

Como frisei em outros textos, vivo momento exclente. Sózinho não consigo sobreviver. Fui criado por Deus para viver em comunhão com meu próximo. Agradeço a Deus pelo privilégio de poder estar fazendo tais descobertas neste tempo que se chama hoje, setembro de 2006.

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