20.6.11

Inverno - olha ele aí gente!


Todos nós murchamos como a folha”. Essa palavra do profeta Isaías (64.6c) me lembra do outono que se foi. Às vezes carrego a impressão que as músicas que cantamos nos nossos Cultos soam um tanto tristes nesta época. Os hinos parecem pesados de serem entoados. Olhem com olhos de ver: As folhas estão caindo discretamente das árvores. A natureza está dando mostras de que quer cochilar. Percebem a sua respiração? Ela se parece com o arfar de quem sonha debaixo de grossos cobertores. Sim, a primavera, o verão e o outono se foram.

Eu, hoje à tarde, experimentei folga. Sentei comigo mesmo sobre a grama que já cresce preguiçosa no pátio. O “ventinho” frio veio de mansinho e me expulsou daquele pequeno “culto”. Ele fez isso só para me mostrar sua força. Esse ventinho que, uma hora destas, poderá se transformar em vento; em ventania que amedronta. Coisa boa que, nestas oportunidades, eu posso me aconchegar com quem gosto.

Deus tem mais força do que a criança que há em mim. Sua Palavra sempre soa suave no meio das turbulências; das tempestades. Sua Palavra misericordiosa me dá colo, quer na vida ou na morte. Coisa boa saber que as filhas e os filhos de Deus nunca estão sós. Se Deus é nosso Pai, então somos todas irmãs; irmãos. Não é bom se dar conta disso?

É sim! Foi ontem que dei tchau pra minha juventude. Mesmo assim me sinto alegre. Jesus Cristo está vivo; venceu a morte e, pelo fato disso ser verdade, também posso fazer parte deste “projeto”. A minha salvação foi oportunizada pelas feridas de Jesus na cruz, nada mais. Tal como a primavera, o verão e o outono se foram, assim também se foi meu tempo de jovem. E daí? Deus está comigo, Amigo e Companheiro.

Não demora muito voltará a primavera. É por isso que eu canto; que eu louvo a Deus. Quero confiar na promessa de Deus que não me deixará órfão, quer seja em tempos de desespero ou de morte. Foi através do profeta Ezequiel que Deus nos prometeu “nova terra” (47.12). Ele escreveu que “ás margens do rio nascerá toda sorte de árvores cujas folhas não murcharão; cujos frutos nunca terão fim”.

É com esse futuro que eu conto...

Um comentário:

Walter disse...

Sim... a juventude se foi, mas estes dias festejei com meu tio seus 93 anos, e constatei... ele tem mais de 40 anos além de mim... ou seja ... já viveu mais de "quatro-quintos" a mais do que eu. E continua a navegar na Internet... a discutir política mundial, e apontar suas "soluções" para o mundo...

É bom parar e não fazer nada... só olhar o por do sol, ouvir os pássaros... preciso fazer novamente..