8.12.11

Advento - Luz no final do Túnel!


Sempre gostei de atravessar túneis. Quam vai de Curitiba a Morretes de trem atravessa um deles. Ouve-se gritos nesta travessia. O pessoal se diverte, mas no fundo muitos sentem uma pontinha de medo. Certa vez, na Europa, atravessei um túnel de 24 km. Num dado momento comecei a ansiar pela luz do sol. Confesso que, lá no meio, senti um friozinho na barriga.

É assim que quando se adentra num túnel, sempre transparece um pouco de ansiedade em mim. Entendo que o momento mais bonito da travessia é quando começo a divisar a abertura final; é quando, finalmente, percebo a luz do sol brilhando com intensidade. Estas são as duas pontas de um túnel. Mas ainda há a sua parte superior, lá bem acima do túnel; lá onde crescem as gramíneas; lá onde o gado pasta.

De repente é assim que as pessoas que passeiam por lá, acima do túnel, nem estejam se dando conta daquilo que é verdade logo abaixo dos seus pés. Sim abaixo dos nossos pés há túneis.

Certo dia Jesus ouviu uma pergunta e respondeu: — Os que têm saúde não precisam de médico, mas sim os doentes. (Mateus 9.12) Este verso bíblico deixa claro que Jesus não se dirige às pessoas que caminham sobre o túnel. Ele diz não dar muita atenção às pessoas que se mostram fortes e que sempre parecem estar de bem com a vida. Para que se preocupar com esse pessoal que leva sua vida na maciota; que não sabe absolutamente nada sobre escuridão; que nunca experimentou solidão e nem têm noção do que pode ser um abismo na vida?

Podem crer, grande é o exército de pessoas marcadas pela melancolia; de pessoas que são atormentadas pela tristeza e pelo medo. Os psicólogos nos confortam dizendo que estas tais pessoas carregam seus sentimentos mais à flor da pele; que elas são pessoas mais profundas no seu pensar. É neste contexto que muitos gostam de se lembrar de Gohte que, um pouco antes de morrer, pediu aos seus criados: “Abram a janela do quarto, para que entre mais luz”. Ele escreveu num dos seus poemas: “Tudo os deuses dão, os infinitos, A quem amam, por inteiro: Todos os prazeres, infinitos, Todos pesares, infinitos, por inteiro.”

Esta palavra não chega a ser um bom consolo para quem se mostra triste; ensimesmado. Para mim, o decisório é se eu fico parado na boca do túnel; se eu mergulho na escuridão solitária; se eu me encharco de tristeza ou se eu me carrego para a outra ponta do túnel, lá onde existe a luz; lá onde Jesus brilha dentro da escuridão.

É a partir de Jesus Cristo que eu acabo me dando conta que careço de ser abraçado e carregado. É a partir do Filho de Deus que eu sei que vou vê-Lo quando estiver do lado de fora, totalmente dentro da luz.

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