1.12.11

Advento - e se faltar água?



Continuo refletindo sobre a água. No Salmo 36.9: “Tu és a fonte da vida, e, por causa da tua luz, nós vemos a luz.” Ora, a água é vida. Às vezes nós até podemos considerá-la como a nossa grande doadora de energia. Sempre foi assim que as pessoas tiraram “vantagem” da água. Nós aqui de Santa Catarina sabemos mais do que ninguém que a água tem muita força; que ela muito poder. Aliás, quem presta atenção na natureza, percebe isso que acabei de dizer.

Quase ninguém acredita, mas é verdade: O rio chinês “Huang He”, que também é chamado de “rio Amarelo” (veja a foto dele acima)transporta, a cada ano, em torno de dois bilhões de toneladas de lama até sua foz. As fotos e as imagens dessa região mais ao norte do Equador sempre de novo assustam. Elas nos deixam pasmos porque mostram grandes porções de terra que acabaram secando; acabaram se desertificando por falta de água. Nessas regiões banhadas pelo referido “rio Amarelo” se veem muitas pessoas passando por extremas dificuldades por cusa da falta de água.

Na Alemanha convive-se com um fenômeno bem diferente. Imagino que vocês já leram; já ouviram falar a respeito do escoamento do “rio Danúbio”. Num certo trecho este rio perde muita água nas rachaduras; nas fendas; nas entranhas das montanhas por entre as quais ele corre. Às vezes esta infiltração é tamanha que chega a baixar assustadoramente o seu leito. Aí então, depois de dois dias, essa mesma água “desaparecida”, reaparece a 12 km de distância, a 174 metros mais abaixo de onde tinha sumido. Daí então esta água passa pelo “Bodensee” e segue seu curso com “status” de água limpa, até o Mar do Norte. O restante da água do rio Danúbio acaba desaguando no Mar Negro.

Pois eu carrego a firme impressão de que na nossa vida existem situações bem semelhantes a esta que o rio Danúbio apresenta! Nós, muitas vezes, também perdemos as nossas energias vitais por causa de banalidades que se atravessam no nosso caminho. Isso não acontece com vocês? Às vezes sentimo-nos completamente “secos”; “esgaçados”, depois de “darmos duro”; depois de darmos conta de todas as nossas tarefas. Nessas horas eu me pergunto: - Será que essa nossa perda de energias não é muito maior do que a oferta de nova energia que nos é oferecida? Tal como a terra que se vai com o rio Amarelo, muitas das nossas energias também se vão na “correnteza” do cotidiano.

Em João 4.14 Jesus nos promete que “a pessoa que beber da água que Ele lhe der nunca mais terá sede. Porque a água que Ele lhe der se tornará nela uma fonte de água que dará vida eterna.” Jesus é a fonte que nunca seca e da qual podemos retirar a cada novo dia, as “substâncias” necessárias para a nossa vida. Hoje Jesus nos presenteia com “água viva”. Amanhã e depois Ele continuará nos presenteando com a mesma, se lhe pedirmos que o faça.