12.3.12

Pa. Mayke Marliese Kegel!


O dia oito de março (Dia Internacional da Mulher) se desenrolava normalmente até que, no Plenário da Câmara de Vereadores de Joinville, onde se festejavam os 161 anos dessa nossa linda cidade industrial, foi lembrado o nome da Pastora Maike Marliese Kegel. Isso mesmo! A nossa “Pastora Mayke” recebeu das mãos de autoridades instituídas a “Medalha de Mérito Mulher Cidadã Joinvilense”.

E ela fez por merecer esse prêmio. Hoje ela é a ministra responsável por todo o trabalho do “Departamento Social-Diaconia” desenvolvido na Comunidade Evangélica de Joinville - CEJ. Para atuar nesse nível, ela se assessora de um “Corpo de Voluntárias e Voluntários” comprometidos com a causa dos pequenos; dos doentes e das pessoas marginalizadas da nossa cidade.

Mais do que isso. A Pastora Mayke dá de si nas atividades de “Serviço ao Próximo”, a partir do Setor da Maternidade Darcy Vargas - Assistência Espiritual e Hospitalar. Neste estabelecimento ela coordena o trabalho das “Agentes Solidárias” no Hospital Dona Helena; atua no “Serviço de Prevenção e Tratamento” onde a questão gira em torno de Dependência Química e de Jogos Patológicos. Tem mais, a nossa Pastora ainda fomenta o “Serviço de Desenvolvimento Comunitário – Projetos”; assessora o “Serviço de Pessoas com Deficiência”; acompanha o “Grupo de Apoio – Partilhando Adoção”; compõe a “Equipe Multidisciplinar do Hospital São José” no acompanhamento a doentes terminais e, entre outras tantas atividades, ainda profere “Palestras de Capacitação” para o Voluntariado e demais interessados.

Cabe ainda frisar que a Pastora Maike Marliese Kegel foi a primeira Pastora Luterana a exercer sua vocação na “Cidade dos Príncipes”. No seu testemunho, o Pastor Emérito Remy Hofstäetter disse: – A Mayke é uma pequena grande mulher corajosa, lutadora, determinada, dedicada, solidária, e que sabe muito bem o que quer e aonde quer chegar. Já o Vereador Aloir Alves de Cristo homenageou-a mencionando seu “belo currículo” ao exaltar seus serviços prestados ao povo joinvillense, sempre com dedicação responsável. Ele concluiu sua fala dizendo: – Agradecemos e registramos aqui o nosso reconhecimento a você, Pastora. Dito isso ele conferiu a Medalha de Mérito Mulher Cidadã Joinvilense à Mayke.

Para nós, mulheres luteranas engajadas nas causas diaconais da nossa Igreja (IECLB) na nossa cidade, foi um dia de muita alegria. A Diaconia de Jesus foi condecorada; foi reconhecida através da Mayke. Que coisa boa! O Voluntariado que estava presente, vibrou, alegrou-se, emocionou-se com o ato solene. Os testemunhos proferidos à nossa “grande” homenageada pelos filhos Murian e André; pelas irmãs Anna Paula e Ellen e pelo Pastor Remy simplesmente emocionaram a todos. Parabéns Pastora Mayke Kegel. Nós estamos orgulhosas de você!


Diácona Valmi Ione Becker

HUMILDADE - QUE TREM É ESTE?


Andei folheando a Bíblia e me detive neste verso de 1 Pedro 5.5b: “Cingi-vos todos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, contudo, aos humildes concede a sua graça.” O assunto me interessou e fui estudá-lo. Olha só o que eu aprendi.

Dá para se dizer que o termo “humildade” saiu de moda. Essa palavra se origina do Latim “humus” que significa “filhos da terra”. Ela se refere à qualidade das pessoas que não tentam se projetar sobre as outras, nem mostrar-se superior as mesmas. Daria para se dizer que ela aponta para uma postura mais serviçal. Sim, a humildade é a disposição; a coragem para servir; um estado de espírito; um conceito com o qual as pessoas podem encarar a vida na relação com os outros.

Pedro viu a humildade como o oposto da arrogância. A ética do Antigo Testamento entende a humildade como uma expressão da dependência fundamental do povo de Deus, o Criador (Miquéias 6.8). No Novo Testamento e no cristianismo as pessoas se miram no exemplo humilde de Jesus (Mateus 11.29). Para esse povo a humildade é uma expressão da atitude cristã constantemente trabalhada na cabeça, para ser traduzida nas atitudes do dia-a-dia que transcorre sob a graça de Deus. Não se trata de obediência passiva, mas de ação ativa e corajosa.

No Novo Testamento há uma série de exemplos sobre “humildade”. Foi em Filipos que Paulo e Silas foram açoitados por causa de uma suspeita que pesava sobre eles. Lê-se na Bíblia que eles foram julgados a revelia e depois jogados na prisão. Mais tarde se verificou que os dois prisioneiros eram cidadãos romanos, daí então o Governo Municipal tomou a decisão de deportá-los em silêncio. Paulo não embarcou nesta “canoa furada” e se saiu assim: “Sem ter havido processo formal contra nós, nos açoitaram publicamente e nos recolheram ao cárcere, sendo nós cidadãos romanos; querem agora, às ocultas, lançar-nos fora? Não será assim; pelo contrário, venham eles e, pessoalmente, nos ponham em liberdade. (Atos 16.37) Esta não foi a única vez que Paulo invocou seus direitos. Em Atos 22.25b se lê: “Ser-vos-á, porventura, lícito açoitar um cidadão romano, sem estar condenado?”

O próprio Jesus, exemplo ímpar de humildade, não concordava com tudo o que Lhe aprontavam. Ao ser interrogado com brutalidade diante do sumo sacerdote, Ele se saiu assim: “Se falei mal, dá testemunho do mal; mas, se falei bem, por que me feres?” (João 18.23)

A humildade, como a Bíblia a vê, não deveria ser confundida com submissão. Quando uma pessoa se coloca como um “capacho” diante do outro, não há nesta atitude qualquer exemplo de humildade. Podem crer, às vezes as fronteiras entre a humildade cristã piedosa e a estupidez são um tanto fluídas. Ora, este tipo de humildade não é bíblico e não implanta nenhum bom sinal no Reino de Deus. Pensem nisso!