17.3.12

Mulher - Mulher!


Pessoas combativas sempre chamam minha atenção. Jesus foi um homem que não cansou de trilhar à margem dos conceitos prontos. Quem lê o Novo Testamento percebe que Ele sempre se preocupava em recriar. Sua cabeça estava voltada em fazer a releitura das coisas escritas e, depois, com todo seu ser, vivia essa nova proposta dentro da sociedade.

Os judeus eram rígidos. Na rua, a mulher deveria cobrir o rosto, não dirigir à palavra a ninguém, e, inclusive, assumir um jeito mais apático de ser. Jesus não dava a mínima para estas leis marginais. Ele visitava as mulheres e até aceitava-as como discípulas. No dia da Sua ressurreição Ele até escolheu uma delas para servir-Lhe de testemunha.

Ora, tal deferência torna explícita uma nova postura para as mulheres do nosso tempo. Elas estão convidadas a levantar sua voz em busca de mais espaços dentro da sociedade. Agindo assim, sob articulação, podem transformar em verdade aquilo que já é lei, mas não sai do papel. Ora, isso é possível quando existe diálogo. Penso na Ordem Auxiliadora de Senhoras Evangélicas, na OASE, por exemplo. Ela é o maior grupo organizado de mulheres em nível de América Latina. Quanta força para beneficiar o Reino de Deus, não é mesmo?

Relaciono-me de perto com pessoa combativa; pessoa que, desde cedo, conviveu com Teologia saudável. Dela e de outras menos próximas aprendi a também indignar-me ao ouvir vozes femininas que se auto-depreciam pronunciando pequenas frases do tipo: - "Desculpe-me, eu não sou capaz!" - "Por favor, isso não é para mim!" - Gente, eu não mereço!" - Simplesmente não sei fazer o que me pedem!" Entre as mulheres que militam nas propostas do Senhor, não pode ser assim!