29.3.12

O P. Dr. Nestor Paulo Friedrich veio nos visitar!


Expectativa! Sim, esse era o sentimento que permeava as cabeças das ministras e dos ministros do Sínodo Norte Catarinense, nos dias 27 a 28 de março de 2012, no Lar Filadélfia, em São Bento do Sul (SC). Por que a expectativa? Ora, é que o Presidente da IECLB, P. Dr. Nestor Paulo Friedrich, estaria conosco. E o encontro começou.

Como ser Igreja, como ser ministra e ministro, que sementes semear para garantir a sustentabilidade da missão cristã no futuro? Para Friedrich a proposta de gestão da IECLB passa pelo “cuidado” com a fé, com a ação missionária e com as pessoas. Se hoje a cultura eclesiástica perdeu força para resolver seus problemas, envolver-se com a busca de outras saídas é imprescindível.

Sugeriu-se que havia “icebergs” na rota do “barco” IECLB; que colisões não podiam ser descartadas. Friedrich replicou: - Irmãos! Cabe aprofundarmos nosso olhar além do horizonte. Onde começar esta empreitada? Dentro de cada pessoa acontecem as reflexões e os resultados consequentes que, de certa forma, são restritos. Agora, se houver compartilhamento em duas vias (falar e ouvir), esse diálogo fará com que os mesmos amadureçam. Pratica-se muito monólogo na IECLB. Essa forma de comunicação não passa credibilidade e nem tampouco confiança às pessoas, uma vez que não se concretiza. Assim, “fazer entender-se” carece ser aprendido, pois ninguém é dono da verdade.

Friedrich alertou-nos para o fato de que temos a tendência de nos colocar como “referenciais de comportamento ético” na sociedade. Mas como ser sempre gentil; falar a palavra certa; preparar-se bem; nunca aparentar cansaço ou impaciência? Isso não é muito pesado? Como sair dessa ciranda? Será que afastar-se um pouco dos iguais e ousar contato com os diferentes não seria uma boa pedida? Claro que sim! Daí que é urgente abdicar-se do que é ultrapassado; fomentar-se nova ética onde a humanidade da ministra e do ministro seja mais bem entendida. Como fazer isso? Dialogando, pois é da cooperação e ou da luta entre nós que dependerá a sobrevivência no “barco”.

Sobre a diversidade, Friedrich entende que ela nos qualifica e, junto, nos consome energia. A comunhão é primordial onde há contextos diferentes. Esse processo continua e continuará exigindo muito investimento e muita superação da nossa parte. Irmãs e irmãos não podem ser inimigos e concorrentes. É em vista disso que a IECLB continuará levando a sério o compromisso de fazer do diálogo (que pode ser franco, profundo, fraternal e duro) a ferramenta principal para definir os rumos da IECLB.

Fomos pensativos para casa...