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Mostrando postagens de Julho 6, 2006

Crises!

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Os últimos seis anos que estou vivendo em Munique foram e ainda estão sendo de muito crescimento, tanto para dentro como para fora de mim. A crise que vivi por estar longe da minha cultura, da minha gente, mexeu muito comigo. Outro dia, lendo o livro de Gênesis, percebi que Abraão, ao ser chamado a deixar sua parentela e sua terra, também viveu momentos de dificuldade. O texto bíblico deixa claro que, para ele, o fato de experimentar ser extrangeiro foi a ótima oportunidade da sua vida; foi sua grande chance de crescimento para dentro dessa proposta mais aberta que Deus lhe propôs ou seja: ser uma bênção a todas as gentes. (Gn 12.1-3)

Penso que tenho podido ser um pouco disso, para mais de duas centenas de estudantes estrangeiros oriundos de países em desenvolvimento que estudam aqui na “Ludwig Maximilian Universität – München”. Estou me sentindo muito bem. Minha família tem notado este estado de espírito em mim e agora, vejam só, estou prestes a voltar. Sim, estou “louco” para poder r…

Um Anjo!

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Foi ontem, que careci de ajuda.
De repente – um anjo!
Não! Ele não tocava banjo.
Olhos grandes, verdes,
Bem ali, ao meu lado!
Não! Também não era alado!

Problemas?…Perguntei excitado.
Já ele? Sorriso aberto.
Sim! Eu tinha que ser esperto.
Crises catapultam soluções
Que arquitetam recomeços
De aceitações e de apreços.

Fiz-me ranzinza…
E pintei-me difícil.
Mas ele – insistente,
Tinha palavra contundente!
Levanta! Ama de novo!
Aceita a vida, assim é.
Vive a tua fé.

Visita Boníssima!

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Pois o Áquila se foi. Foi sua terceira visita, em seis anos aqui em Munique. Nem vi o tempo passar. Tudo correu tão depressa e lá se foram os 50 dias de intensivo convívio. Conversamos sobre tantas coisas. Recordamos os bons tempos de sua meninice em Cidade Gaúcha, Cruz Alta e Florianópolis. Conversamos sobre o momento presente. Sobre as perspectivas, depois da Faculdade de Administraçao na ESAG. Sobre a possibilidade de ficarmos mais perto um do outro, agora, quando do nosso retorno definitivo ao Brasil.

Estou vivendo momentos muito bons, tanto em termos familiares como profissionais. Minha família entrou numa profunda crise, naquele longínquo fevereiro de 2001. Nossos filhos não se adaptaram na capital de Bayern. O primeiro a voltar ao Brasil foi o Daniel. Ele disse que iria tratar do seu futuro e isto, com pressa. Nem festejou seu primeiro natal conosco. Fomos com ele até a estação central de trens. Suas malas estavam pesadas. Seu destino escrito na janela do “trem bala”: Frankfurt.…

Boa Certeza!

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Os meses de junho e julho de 2006 estão mexendo com como todos nós, aqui na Alemanha. Quando escrevo “todos nós”, refiro-me ao povo, aos nativos e aos estrangeiros que vivem nestas terras do continente europeu. A euforia simplesmente tomou conta do país. Foi bonito ver o brilho de esperança nos olhos de cada pessoa. A alegria ainda é contagiante nas calçadas. Em conversa com pessoas mais avançadas em dias ouço que, depois da guerra, nunca mais tinham visto tantas bandeiras em vermelho, preto e dourado, tremulando em cada janela, na maioria dos automóveis. Perguntei-lhes que sentimento isto lhes evocava e foram sinceras: - Não é bom lembrar daqueles tempos de nacionalismo exagerado.

Interessante isso. Nos últimos 60 anos o povo alemão abdicou de expressar seu amor à patria, de carregar sua bandeira com orgulho. Lembro que na copa de 2002 isso era “tabu”. Nos últimos quatro anos tudo mudou. No momento em que o jogo entre a Alemanha e a Itália encerrou, a massa chorou. As lágrimas rolavam…