30.7.06

Fé, Esperança e Amor!


No momento estou me preparando para falar a uma platéia na cidade de Dinslaken, no norte da Alemanha, por ocasião das Festas anuais da Instituição Gustav Adolf Werk. Vou basear meu conteúdo nas frases iniciais da primeira carta que o apóstolo Paulo escreveu aos tessalonicenses.

A Comunidade de Tessalônica era muito pequena. Nela havia pouca famílias participantes. Mas que faziam “barulho”, ah isso faziam. Chamavam a atenção da circunvizinhança pelo fato de serem alegres e dinâmicos. Porque eles eram assim? Simples! Eles deixaram de adorar ídolos e passaram a alicerçar suas histórias pessoais na articulação da fé, em esperança e amor. Sempre de novo eu tenho notado isso. Pessoas que se sabem abençoadas por Deus, não têm medo de amar seus semelhantes. Eu, por "chegar perto de quem está ao meu lado" entendo "solidarizar-se com ele" e isso, no meu ponto de vista, é amor.

Nunca mais esquecerei da D. Júlia, moradora de uma Favela que visitei no Brasil. Ela era uma senhora de idade que cuidava de mais de 35 pequenas filhas e filhos de trabalhadoras e trabalhadores empobrecidos. Não ganhava quase nada em troca do trabalho que fazia e, todo dia, preparava uma gostosa sopa de verduras para aquelas pequenas criancas. Outro dia perguntei-lhe: - A sra. recebe tão pouco em troca deste trabalho. Como consegue fazer uma sopa tão substanciosa e isto, todo o dia?

“Ah pastor! – disse ela – acordo cedinho. Vou lá embaixo na feira (mais ou menos 2 km de descida e, depois, subida íngrime) e escolho o melhor dos restos que os feirantes jogam fora. Faço isso porque não consigo ver esses meus meninos com fome. Deus há de me ajudar com forças para eu poder ir fazendo este trabalho adiante.” Bons testemunhos ainda temos hoje, mais perto do que pensamos.