Busque Saber

30.8.11

Podemos nos divorciar?


Outro dia me deparei com uma questão a ser respondida, enquanto abria minha caixa de e-mails: “Vocês pastores, sempre ao final de qualquer cerimônia matrimonial se saem assim: - O que Deus uniu, não o separe o homem. De onde vem esta certeza que foi Deus quem uniu os nubentes?

Errar é humano. Hoje se diz que a grande causa do excessivo número de separações matrimoniais dos nossos dias nem são as questões íntimas, mas a carreira; o consumo; a dificuldade financeira e o lazer. Ora, um casamento que pretenda se pautar em Deus, não pode prescindir de Deus.

Concordo que a decisão de uma “caminhada conjunta” nem sempre passe pela vontade de Deus. Muitas vezes a idéia da união tem motivação particular. Há um sem número de motivos para que duas pessoas se unam em matrimônio. Já ouvi de amigos que apostaram entre si, se o colega iria ou não se casar com a tal “pintura de mulher”. Sei de casos onde os pais foram contrários à relação dos seus filhos e eles, só para “quebrarem seu bico”, acabaram casando. Há também aqueles que entram em pânico pelo fato de não terem encontrado ninguém e então: “uni du ni tê, salamê, minguê, um sorvete colorê, o escolhido foi você...

Três situações que apontam para a escolha de qualquer uma; de qualquer um. Casos claríssimos de que Deus não teve nada a ver com o “contrato”; com a “aliança”; com o “compromisso”. Sim, não é fácil usar o bordão cristão: - O que Deus uniu, não o separe o homem.

19.8.11

Hermenêutica Luterana!


Era domingo, quase meio-dia. O celular da Comunidade Evangélica Luterana de Joinville estava comigo. Sim, a partir daquele momento eu estaria plantão da CEJ e isso, até a segunda-feira à noite. Nós, as “ministras” e os “ministros”, acordamos que, sempre, um de nós, está a postos para trazer “boa palavra” quando de momentos especiais na nossa Joinville. Eu, absorto, me encontrava limpando a churrasqueira quando o telefone móvel tocou.

- Alô!...
- Oi pastor Renato. É a Êlla.
- Ou Êlla! O que houve? Como sabias que eu estava disponível neste número?
- Ô pastor... Eu leio jornal.
- Tá certo. Algum problema Êlla?
- Sabe o que é pastor... Eu fui ao Culto e o nosso pastor falou a palavra “hermenêutica”, enquanto tentava explicar algo sobre o tema “homoafetividade” a partir da Bíblia. Olhei no “Wikipédia”, nessa enciclopédia participativa, na qual quase todos da minha geração pesquisam, mas não entendi nada desse assunto. O senhor pode me ajudar?...
- Puxa Êlla. Que assunto pra domingo... Te mando um e-mail hoje à tarde, pode ser?
- Beleza pastor. Obrigada e bom domingo.

Joguei a cinza velha no lixo. Espalhei carvão novo no fundo da “assadeira”. Passei um “paninho” nos espetos. Espetei a costela gorda. Salguei o pedaço de carne vermelha. Lavei as mãos e dei seguimento a esta “liturgia domingueira”. Enquanto o fogo ia se alastrando, pensei na Êlla, na sua pergunta, numa possível resposta. A cuia de chimarrão parou na minha mão e eu sorvi um, dois, três goles...

“Hermenêutica Luterana”... Ela é o “instrumento” que ajuda a Bíblia se “auto-explicar” a partir da verdade e da força orientativa (scriptura sui interpres) que emana do Evangelho. A Igreja (Corpo de Cristo) pode e deve confiar neste “poder”, calçando-se em Romanos 1.16 onde se lê: “Porque não me envergonho do Evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê: primeiro do judeu, e também do grego.” Ela, a “hermenêutica luterana” é o “ensino” que promove o aprendizado (mudança de comportamento) dos “discípulos” da atualidade (a Êlla e eu) que buscam a reta compreensão da Bíblia. Ela, a “hermenêutica luterana”, nos desafia a ensinarmos a Palavra de Deus, alicerçados na razão; a desnudarmos a realidade e a verdade, sempre de forma contextualizada, a partir do estudo do todo da Bíblia. Não nos cabe optar por esta ou aquela “palavra”; por este ou aquele “assunto”; por esta ou aquela “idéia”, como se os tais “detalhes” fossem a “cereja do bolo”. O “bolo todo” nunca pode ser perdido de vista. Quem quiser ensinar a Bíblia, haverá de se comprometer com esta tal de “hermenêutica luterana” que observa cada nuance dentro do grande contexto da História. A nós sempre cabe comunicar a Palavra de Deus de forma tão clara e profunda que Jesus Cristo transpareça em cada som que porventura saia da nossa boca.

O fogo estava bom. Eu teria que dar andamento ao propósito do almoço. Já brotava água na minha boca...

17.8.11

A reflexão continua!


José, amigo desde os tempos de colégio, fez menção de embarcar no velho “golzinho rebaixado”. O problema é que seu colega não se mexia. Observou-o, parado, ali na beira do asfalto. Ele parecia estar olhando para dentro de um vazio. Estranhas todas aquelas palavras: medo; chão; bela cidade; felicidade completa; inícios míseros... Deixa pra lá. Aproximou-se do companheiro, agarrou-o pelo braço e, meio que sem jeito, empurrou-o para dentro do carro.

Viajaram longo tempo em silêncio. José, com o “rabo do olho”, monitorava o comportamento do seu “carona” durante a viagem. Seu corpo comunicava que alguma coisa muito importante estava tendo vazão dentro da cabeça do “Itália”, como o chamavam na faculdade.

Já era noitinha quando o carro ultrapassou o quebra-molas anunciador do perímetro urbano da sua cidade natal. Depois de algumas curvas para a direita e outras para a esquerda, estacionaram em frente à casa da Êlla. Sua mãe abriu a porta e convidou-os a entrar. Os dois jovens acomodaram-se no grande sofá. Seus pés se afogavam no tapete de lã de ovelha.

- A Ella já vem. Aceitam uma bebida?

José não se fez de rogado e, com um sorriso no rosto, disse que aceitavam. Não demorou muito veio a amiga, espalhando alegria com palavras e gestos carinhosos como sempre. Aquele comportamento era natural, nada teatralizado. Os moços gostavam daquela menina que logo foi colocando:

- Que bom que vocês vieram. Vamos sair?

José já esperava esse convite. Manteve-se quieto na esperança que seu amigo velho reagisse positivamente. Aquela guria que sempre esbanjava simpatia tinha tudo para ajudar seu amigo. E não deu outra. Não demorou nada e o Arthur já saiu da casca.

- Eu topo. Pra onde vamos?

16.8.11

Ai, ai, ai, ai, ai, ai ai...


- Não sinto mais medo José.
- Já notei amigão! Reparte teus sentimentos.
- É que andei estudando o chão onde piso.
- Ah tá! Viraste geólogo agora?
- Nada disso!
- Abre o jogo Arthur, estou curioso!
- Vai ser aqui neste lugar que, no futuro, se erigirá uma bela cidade.
- Arthur Trevisan – o italiano visionário...
- Vai vir o dia em que a opressão do homem pelo homem, não será mais verdade; em que o brilho do ouro não seduzirá mais nenhuma viv´alma.
- É febre, só pode ser febre... Vamos pra casa!
- Neste lugar, o vil metal servirá apenas de paralelepípedo aos transeuntes.
- Arthur! Menos por favor!
- Neste dia nós experimentaremos a felicidade completa.
- Cara! O que é que está acontecendo contigo?
- Nada ó grande José! Dei-me conta de que Deus se colocou no nosso nível – só isso.
- Tá e daí?
- Daí que, com o nosso auxílio, Ele vai erigir esta cidade do futuro.
- Ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai... Vamos ter que ouvir novas marteladas libertárias.
- Não!
- Arthur! Eu já te pedi: abre o jogo. Do que é que estás falando?
- Esta nova cidade já está sendo erigida a partir de pequenos sinais; de inícios míseros.
- Inícios míseros!? Pequenos sinais!? Arthuuurrr... Menos!
- Inícios míseros e pequenos sinais que já são verdade no engajamento da cristandade.
- Agora é sério. Vou te levar pra casa.
- Tu e eu vamos vizinhar nesta metrópole, renovados e inteiros.
- Embarca no carro Arthur...!

11.8.11

Dízimo – um discurso insustentável?


Criei o diálogo abaixo a partir de uma palestra que ouvi da boca do colega Pastor Werner Fuchs, quando da minha participação numa Conferência de Obreiros (como se dizia) em Ijuí (RS), no ano de 1997. O texto estava amarelado dentro de uma de minhas pastas, mas o salvei dando vida ao mesmo nos personagens Oraldo, Felício e Amadeus. Penso que vale a pena ler o mesmo. Boa leitura!

A vida tem destas coisas. Era dia 11 de abril de 1999 e o Aeroporto Salgado Filho de Porto Alegre estava “bombando”. Os alto-falantes tinham acabado de anunciar que os passageiros com destino a Munique, na Alemanha, teriam que entrar na fila de embarque que levava ao portão B. Que surpresa! Depois de longos 30 anos de convivência nos bancos escolares da Escola Evangélica de Ivoti – um reencontro. Depois dos abraços; da troca de boas palavras e dos sorrisos marcados de alegria, o Oraldo, o Amadeus e o Felício se deram conta que iriam viajar juntos durante mais de 12 horas. A articulação gerou-lhes a possibilidade de sentarem juntos nos espaço correspondente à classe econômica. Foi nas poltronas centrais que os três amigos ocuparam a primeira fileira, bem em frente à tela maior. Ninguém dos três prestou atenção em mais nada e o diálogo tornou-se vivo por causa das relembranças de cada um.

O avião já tinha se estabilizado quando as aeromoças começaram a servir bebidas. Lá fora a lua crescente brilhava sobre uma parte da terra.

Oraldo – A lua está crescente...

Amadeus – Como você sabe se ela está crescente ou decrescente?

Oraldo – Simples! Se ela conseguir segurar “água” dentro da sua concavidade ela é crescente. Se não conseguir segurar “água” é porque é minguante.

Felício – Muito boa essa da “água”. Você não perdeu sua praticidade...

Amadeus - Nunca me esqueço das discussões que tínhamos com o “Salomão”. O Oraldo não dava folga pro “querido mestre”...

Felício – É verdade! Foi ele quem nos preparou para entrarmos na Faculdade de Teologia em São Leopoldo.

Oraldo – A antiga FACTEOL que hoje se chama Faculdades EST. Às vezes fico pensando... Se eu não tivesse optado em ser pastor da IECLB acho que eu seria professor.

Amadeus – Você ia se dar bem nesse “negócio” Oraldo. Mas mudando um pouco o rumo da nossa conversa, estou viajando pra Baviera para conversar com as lideranças da “Landeskirche” sobre projetos que dizem respeito ao bom uso dos bens da natureza. E vocês?

Oraldo – Meu objetivo é estudar durante três meses um pouco mais sobre a História do “Gotteskasten”.

Felício – Rapaziada! Vocês são demais, mas o “papai” aqui está indo gozar 30 dias de férias – nada mais do que isso. Mas me diga Oraldo: Tu que és mais teólogo que nós dois juntos, como é que tu estás percebendo esta história do “dízimo” na nossa IECLB?

Oraldo – Boa essa do “mais teólogo”... O grande argumento em favor do dízimo que sempre se ouve fora e dentro da IECLB é que sua prática é bíblica. É dessa forma que se sustenta o dízimo como a única forma legítima de se contribuir para Deus e a Igreja.

Amadeus – Tá certo!... Mas ao mesmo tempo este argumento também gera acanhamento; silêncio entre os que não apregoam o dízimo; entre os que praticam outras formas de contribuição.

Oraldo – Lembram do Schwantes? Ele dizia que no Antigo Testamento o dízimo era arrecadado para o sustento dos sacerdotes, dos levitas e do templo (Gênesis 14.20; 28.22; Levíticos 27.30ss.) Naqueles tempos o dízimo também servia para socorrer necessitados (Deuteronômio 14.28ss; 26.12ss).

Felício – Não sou tão versado no assunto como aquele nosso professor, mas também entendo que o dízimo não era a única forma de arrecadação naquelas épocas do passado. Li outro dia que havia outras formas de se levantar dinheiros que variavam conforme o período histórico e a atividade produtiva.

Oraldo – Você está certo “garoto”. É provável que a forma mais antiga de arrecadação esteja ligada à tradição pastoril e ao êxodo. Naqueles tempos se falava da “oferta das primícias” ou dos “primogênitos” (Gênesis 4.4; Êxodo 13.15; 34.26; Números 3.13; 8.17; 18:12ss; Deuteronômio 26.2; 2 Crônicas 31.5; Provérbios 3.9ss; Neemias 10.35ss; Lucas 2.22ss.).

Amadeus – Pelo que eu sei também havia as “ofertas voluntárias”. Outro dia criei um estudo bíblico sobre “dízimo”. Ainda lembro da palavra de Êxodo 25.2 e 35.5 onde está sugerido que a “oferta” pode acontecer a partir do “coração de todo homem que se mover para isso...”. Sim! Também havia as numerosas “ofertas instituídas” no censo (Êxodo 30.12ss) e nas festas. Nas ofertas proporcionais à renda (Deuteronômio 16.17); nas trazidas por gratidão (Levítico 7.12); nas ofertadas pelo pecado cometido (Levítico 4.3ss); nas ofertas que aconteciam pelo ciúme (Números 5.15); nas ofertas que se tornavam verdade por causa da purificação (Levítico 12.6; 14.13); nas ofertas que eram doadas para consagrar lugares (Números 7.15; 1 Reis 8.64); nas ofertas que tinham o objetivo de resgatar coisas consagradas (Levítico 27.16ss), etc., etc., etc.

Felício – Grande Amadeus! Continuas com a “cabecinha” oxigenada amigão. Vale dizer que todas essas ofertas e que todas essas primícias, assim como todos os dízimos, serviam igualmente a manutenção dos levitas (Números 18.11s; Neemias 12.44).

Oraldo – Certo Felício. Por vezes as contribuições ao templo eram negadas, ou prestadas apenas parcialmente, ou ainda trazidas por mero ritualismo (Neemias 13.10; Malaquias 3.7ss). Outras vezes elas consistiam num peso exagerado para o povo, de modo que surgiram reformadores e profetas para denunciar e corrigir estas distorções (2 Crônicas 24.4s; 31.5; Miquéias 6.6s; Amós 5.22ss).

Felício – Oh loco! Dava pra gente escrever um pequeno tratado com base no conteúdo desta conversa. Mas deixando a graça de lado, vale notar que, alem das contribuições ao templo, o Antigo Testamento também determinava a realização da “misericórdia e da justiça” que se resumiam em “esmolas” e “boas obras” (Levíticos 25.35; Deuteronômio 15.7; Provérbios 31.20).

Amadeus – Que é isso gente! Nós aqui, sobre o Oceano Atlântico falando de dízimo. Só pastores da IECLB mesmo pra ficar ruminando assuntos desta monta.

Oraldo – É a nossa vida Amadeus. O que é que nós vamos fazer? Outro argumento em defesa do dízimo é que Deus prometeu “abençoar” regiamente aos dizimistas.

Felício – Olha gente! Eu carrego a impressão que essa palavra dá a entender que Deus só abençoa quem é dizimista com felicidade; com prosperidade e com reconhecimento.

Oraldo – É! Tens razão. Hoje se diz que as bênçãos só podem ser comprovadas na vida espiritual e material do cristão, bem como no sucesso das Igrejas dizimistas.

Amadeus – Meio complicado isso daí! É fácil notar que essa afirmação não tem fundamentação bíblica e constitui uma distorção teológica perigosa.

Oraldo – Certo! O versículo mais citado nesse discurso e isso até com um triunfalismo raso, é Malaquias 3.10 onde se lê “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa e provai-me nisto diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós bênçãos sem medida.”

Felício – Que coisa! A gente tem que ter coragem para pensar um pouco mais profundamente sobre esse assunto.

Amadeus – Nós temos! (Amadeus retira sua Bíblia da sacola de mão e abre-a) Escuta aqui ó: No capítulo 3; versículo 8 de Malaquias se lê sobre uma acusação de que os dízimos e as ofertas não foram integralmente trazidos de modo que o pronome “todos” que consta no versículo 10 não se refere apenas ao dízimo, mas inclui, logicamente, também as demais ofertas devidas.

Oraldo – Já estudei este texto Amadeus. Percebam que a causa de retenção dos dízimos e das ofertas é que, na situação precária de estiagem (“abrir as janelas do céu”, v. 10); de pragas (“gafanhoto” devorador, v. 11) e de vinhas estéreis (v. 11), cada um cuidava primeiro do seu próprio sustento e, assim, “defraudava a Deus” (v. 8).

Amadeus – Sim! E isso revela falta de confiança em Deus, a quem se ofereciam as sobras - se houvessem. E claro, em decorrência, a bênção é prometida não para a prática mecânica do dízimo, mas para quando for restabelecida a confiança prioritária em Deus que proverá o necessário. Esta confiança se mostra nos atos do povo.

Oraldo - Segundo a expectativa da época pós-exílica que é posterior à construção do segundo templo (ca. 470 a.C.), as bênçãos descritas em Malaquias 3.10-12 (especialmente no v. 12, "as nações verão", cf. Isaías 62.2; Zacarias 8.13) são sinais do futuro escatológico, do tempo de salvação (K. Elliger, ATD 25, 6a ed., p. 188 e 211). Ou seja, por serem promessas para o fim dos tempos, era preciso ter cuidado de não aplicar as bênçãos assim, sem mais nem menos ao cotidiano e à prosperidade material no mundo secularizado.

Amadeus – Não carrego a mínima dúvida que a intenção de Malaquias era produzir arrependimento e humildade. Mas a palavra sobre a possibilidade de pôr Deus a prova e obter Dele provas através da prosperidade material soa arrogante na boca dos dizimistas.

Felício – Ei pessoal! Se bem me lembro Jesus classificou como diabólico o ato de “tentar a Deus” (Mateus 4.7; Deuteronômio 6.16)! Deus declarou que ele não necessita das ofertas do povo (Isaías 43.23ss; Salmo 50.7-15). Mais que isso! Para Ele o doador experimenta a alegria e a aceitação de Deus não porque dá o dizimo, mas porque oferece de coração, liberalmente, tudo o que dá (1 Crônicas 29.9; Provérbios 11.24s; Lucas. 6.38).

Oraldo – (Pensativo) Quanto ao “sucesso” visível do dizimista... No Antigo Testamento as primícias eram ofertadas no início da colheita ou da produção animal, ao passo que o dízimo podia ser calculado somente no final da colheita.

Felício – É! Se o cristão separa 10% do salário no começo do mês, está de fato ofertando primícias. Se o faz de coração, confiando que Deus provera o necessário para o mês todo, essa primícia em forma de dízimo é uma contribuição válida, como a de qualquer outro percentual ou valor. Além disso, ha um efeito prático: Para uma pessoa pouco disciplinada em seu orçamento, oferecer mensalmente primícias de 10% significa a aprendizagem de autocontrole e previsão de gastos, de modo que ela experimenta maior disponibilidade financeira.

Amadeus – Vou abrir meu coração com vocês! Tenho para mim que além de distorcer as evidências do Antigo Testamento, o discurso a favor do dízimo também deixa totalmente de lado o testemunho do Novo Testamento. É que os próprios termos “dar a décima parte” (apodekateuein, dekatoun) aparecem somente em 3 ocasiões: Mateus 23.23; Lucas 11.42; Lucas 18.12 e Hebreus 7.5s. Acho isso um tanto pouco.

Oraldo – (Rindo) Jesus ironiza o exagerado rigor legalista dos fariseus e insiste no cumprimento da justiça; da misericórdia e da fé. Mesmo que Jesus diga que deveriam trazer os dízimos sem negligenciar as obras de caridade, a ênfase não está na defesa do dízimo, e sim na misericórdia e justiça. Portanto o dízimo é circunstancial; é uma variável sócio-cultural, ao passo que a justiça é essencial; é do coração; é uma exigência constante nas diversidades históricas.

Felício – Creio que é por isso que, ao radicalizar, indo à raiz, ao coração, Jesus relativiza o dízimo. Para Ele o “túdimo” da viúva pobre vale mais que as ofertas dos ricos (Marcos 12.41s). Quem não renuncia a tudo o que tem, não pode ser discípulo (Lucas 14.33; Filipenses 3.8) e ao que renunciou, é que são prometidas bênçãos (Lucas 18.28s).

Oraldo – Em Lucas 18.12 também se lê que o dízimo serve para a auto-justificação do fariseu. O fariseu cria que para estar bem com Deus, bastava cumprir exteriormente os ritos e respeitar as separações sacrais. Jesus foi claríssimo ao dizer que o fariseu dizimista não é aceito por Deus (v. 14), e que o “arrependimento” sincero do publicano era o caminho para a reconciliação com Deus, bem como o dinamismo para a comunhão. “Buscai primeiro...” (Mateus 6.33).

Amadeus – A gente não pode ficar repartindo isso daí com todo o mundo, mas em momento algum, em Atos ou nas Cartas se dá qualquer notícia de que as primeiras Comunidades Cristãs tivessem praticado o dízimo ou que ele fosse um alvo recomendável, apregoado pelos apóstolos.

Felício – Certo Amadeus! Os primeiros cristãos tinham tudo em comum e a necessidade do próximo constituía a medida de sua contribuição (Atos 2.45; 4.32). O pensamento de Paulo é inspirado pelas primícias, oferecidas espontaneamente no inicio da semana e proporcionais às possibilidades da pessoa (1 Coríntios 16.2), segundo cada um se propôs no coração (2 Coríntios 9.7).

Oraldo – Estou convicto de que para o apóstolo existe uma troca de bens materiais e espirituais (louvor e orações) entre doadores e beneficiados, pela qual se estabelece a igualdade (2 Coríntios 8.8ss). Ele destaca também que oferecer as primícias era uma forma de consagrar a totalidade da produção (Romanos 11.16), e enfatiza a contribuição generosa a partir da liberdade evangélica (Romanos 12.8).

Amadeus – Rapaziada! Estou aqui ouvindo vocês e me lembrei de Hebreus 7. Este texto aborda de forma exaustiva a questão do dízimo, mas, curiosamente, os defensores do dízimo o ignoram, passam rapidamente por ele, ou o omitem porque não lhes convém. Já se deram conta disso?

Felício – Verdade! E não o citando este texto de Hebreus também passa despercebido pelos demais evangélicos. Alguém de vocês já estudou este texto mais a fundo?

Oraldo – Fiz isso! Hebreus 7 afirma que o dízimo é coisa da Velha Aliança que, por ser fraca é inútil (v. 18) foi totalmente superada (v. 12) e revogada pelo sacerdócio perfeito de Cristo, que não pertence a tribo dos levitas (v. 13). Jesus, o fiador de uma aliança superior (v. 22) é o “sacerdote perfeito para sempre” (v. 17, 21, 28).

Amadeus – Tudo a ver. Jesus não provinha da tribo dos levitas, a quem era devido o dízimo, e sim, da tribo de Judá (v. 14), sendo constituído sacerdote não pela linhagem carnal, mas segundo a ordem de Melquisedeque (Salmo 110.4), o misterioso rei de Salém, sacerdote do Deus Altíssimo, que abençoou Abraão e já recebeu dele o dízimo (Gênesis 14.17-20).

Felício – Então “não há mais nenhum motivo para que quem crê em Cristo de pagar o dízimo”, é isso?

Oraldo – Calma! O significado de Melquisedeque, rei da justiça, enseja uma reflexão sobre o que é justo. Pois, além de ser uma pratica “imperfeita e legalista” e superada pelo Evangelho; pela Nova Aliança, o “dízimo é profundamente injusto”.

Amadeus – Gente boa! Uma conversa dessas, nós só podemos conversar aqui dentro do avião. Já pensaram se o “Frida” fica sabendo?

Felício – (Rindo alto) Apesar da aparente justiça (tratamento igual para todos), logo se descobre o engano. Pois tratar de forma igual pessoas desiguais, não vai diminuir, mas antes aumentar as injustiças. Por exemplo, para um operário de salário mínimo, dar o dízimo significa tirar o pão da mesa, enquanto alguém com salário de R$ 3.000 reais pode contribuir com R$ 300,00 e ainda dispor de uma boa sobra para supérfluos.

Oraldo – Sempre defendi a tese de um escalonamento progressivo: Quanto mais rico, maior o percentual. Portanto, se alguém introduz na Igreja simplesmente o dízimo, não está afrontando e espantando a Cristo, o rei da justiça?

Amadeus – Pregadores do dízimo são judaizantes, à semelhança dos pregadores da circuncisão criticados em Gálatas 5. Fazer do dízimo uma lei ou um cavalo de batalha para membros, Comunidades e Paróquias é uma distorção teológica grave. Revela não somente desconhecimento bíblico e ingenuidade ética, mas, sobretudo uma assustadora facilidade de trocar o coração pelo rito; a essência pela aparência; a fé pela vantagem; a liberdade pela coação.

Oraldo - Sem dúvida há uma enorme necessidade de se repensar a argumentação e a prática de contribuição na Igreja. Mas será válido ofertar primícias de 10% a Deus, assim como de qualquer outro percentual, somente se forem dadas de coração, livre e generosamente, sem “calculismos”, de acordo com a prosperidade de cada um, pois a Deus pertencem 100% de tudo (Salmo 24.1).

Felício – Já passa da meia-noite. Penso que estejamos sendo inconvenientes com quem quer dormir. Continuamos essa conversa amanhã, depois do café. Boa noite!

Amadeus – Boa noite.

Oraldo – Acho que vou demorar pra adormecer. Em todos os casos, boa noite...

9.8.11

Martin Nehls - Tributo

Ontem, dia 08 de agosto de 2011, lá pelas 09h, eu fui informado da morte do nosso querido Martin Nehls que, no tempo de juventude, não foi muito ativo na Igreja. Ele gostava de dizer que essa história mudou depois que conheceu o pastor Otto Tollefson. Sim, nós estamos diante do corpo do “Seu Nehls” – como muito o chamavam; diante deste homem que foi um dos fundadores da Paróquia São Mateus; do Coral da Paróquia dos Apóstolos e do Coral da Paróquia São Mateus; deste homem que sempre participou da liderança da Igreja, seja no Presbitério e ou no Grupo de homens da Legião Evangélica da São Mateus. Aqui e agora o Martin, aquele homem de fala incisiva, é a razão de ser deste nosso Momento de Despedidas...

Não me segurem aqui...

Queridas família enlutada; queridos enlutados! É estranho, mas sempre que perdemos uma pessoa querida, carregamos a impressão de que estamos mais próximo dela. Aqui e ali nos lembramos dos momentos vividos. Imagino que isso também esteja acontecendo com vocês. Quase sempre é assim que só quando perdemos alguém que gostamos, que nos damos conta de quem verdadeiramente era a pessoa que caminhava do nosso lado.

Podemos agradecer a Deus pelo vizinho; pelo amigo; pelo esposo; pelo pai; pelo irmão; pelo cunhado; pelo sogro; pelo avô; pelo “ancião” da Igreja; pelo sr. Martin Nehls, de quem estamos nos despedindo nesta triste terça-feira de agosto. Quero lhes trazer uma Palavra baseada em Gênesis 24.56: “Isaque respondeu: - Não me façam ficar aqui. O Senhor Deus fez com que a minha viagem desse certo; deixem que eu volte para a casa do meu patrão.”

Gente querida! O Deus de Isaque; o Deus de Jacó e o Deus de Abraão também é o nosso Deus. Posso afirmar com segurança que o nosso Martin Nehls amava a vida. Tive o privilégio de celebrar suas Bodas de Ouro com a Cidália. Choveu muito quando do seu casamento em novembro de 1960. Choveu tanto que as árvores desciam do morro pelo rio Piraí, a ponto da correnteza derrubar uma ponte, mas nada, absolutamente nada, iria impedir aquela bênção matrimonial. Ontem, quando da sua morte também choveu muito...

Nesse momento o Martin e um Grupo de Homens da Legião Evangélica que se encontra aqui, estaria construindo a sapata que serviria de base para a caixa dágua que captará água da chuva lá no pátio da São Mateus. O Martin estava eufórico no sábado. Ajudei-o a descarregar as tábuas para a caixaria. Na oportunidade, falando alto, me informou que tinha conseguido a pedra brita gratuitamente. Martin! Não deu pra fazer o que tínhamos combinado. Tivemos que mudar nosso programa. Que coisa! O Isaque disse: - “Não me façam ficar aqui. Permitam que eu volte para a casa do meu pai.”

Sim, permitamos que o Martin Nehls parta. Num primeiro momento essa atitude parece ser pesada de ser tomada. Lembram da cor dos seus olhos?... Do tom da sua voz? Do jeito que falava da sua profissão de relojoeiro? Da maneira como encarava os problemas? Ele sempre falava de sua família com orgulho. Sim, ele era um homem que tinha fé e esperança e porque isto é verdade, olhemos nós também, como ele sempre fazia, para frente. A nossa fé é clara: Jesus morreu e ressuscitou. Deus, através de Seu Filho amado, levará as pessoas que morreram para a glória com Ele. Ele já está fazendo isto com o Martin.

“Segurar” e “soltar” – todos conhecem isso. Inspiramos ar dentro dos pulmões e logo precisamos soltá-lo. Ninguém faz uso da consciência para respirar. Nós colocamos objetos sobre a mesa e depois retiramos os mesmos de lá. Nós compramos roupas e, num dado momento, doamos as mesmas. Uns de nós têm mais facilidade de “largar” que outros. Nós geramos filhos; educamos os mesmos e, num dado momento precisamos soltá-los dentro do mundo. Querem saber de uma coisa? Quando “seguramos” e depois “soltamos” as pequenas coisas, estamos ensaiando para as despedidas, quando, de repente, precisaremos largar o que mais queremos bem: Estamos largando da mão do Martin. Quando largarmos as nossas mãos das suas mãos, então as suas mãos ficarão livres para segurarem nas mãos estendidas de Deus que presenteia a vida eterna.

“Não me façam ficar aqui. “O Senhor Deus fez com que a minha viagem desse certo.” Quem crê e vê o caminho que leva a Jesus Cristo aberto diante de si, sabe que esta vida que vivemos, aqui no chão, é apenas uma passagem. Isso, no entanto, não significa que nós não devamos dedicar toda a atenção e cuidado à vida que vivemos. Sim, a nossa vida é querida e importante. O Martin Nehls também gostava dela. Ele deixou sinais que ficaram evidentes, a partir da sua fé. É Deus quem nos segura na mão, não somos nós que seguramos na mão de Deus. Ele nos segura quando não conseguimos mais ver e sentir Seus sinais. É assim que nós, a cristandade, vivemos e morremos na esperança. O apóstolo Paulo escreve: “Nós somos cidadãos do céu e estamos esperando ansiosamente o nosso Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que virá de lá. Ele transformará o nosso corpo fraco e mortal e fará com que fique igual ao seu próprio corpo glorioso, usando para isso o mesmo poder que ele tem para dominar todas as coisas.” Amém!

3.8.11

Que dia aquele!


Aquele dia tinha sido especial e os discípulos certamente nunca mais se esqueceram dele. Os doze tinham pedido a jesus que mandasse toda aquela gente pra casa. Mas Jesus não tinha a intenção de inviá-los, com um simples aceno de mão, com fome para os seus lares. Assim, Ele desafiou os seus companheiros a darem algo de comer àquele povo. Os discípulos pesquisaram em suas mochilas e perceberam que ainda tinham cinco pães e dois peixes que, milagrosamente, acabaram sendo multiplicados, a ponto de saciar todas as pessoas presentes. Que dia aquele!... Vamos continuar lendo esta história escrita em Mateus 14.22-33...

14.22 - Logo depois, Jesus ordenou aos discípulos que subissem no barco e fossem na frente para o lado oeste do lago, enquanto ele mandava o povo embora. 14.23 - Depois de mandar o povo embora, Jesus subiu um monte a fim de orar sozinho. Quando chegou a noite, ele estava ali, sozinho. 14.24 - Naquele momento o barco já estava no meio do lago. E as ondas batiam com força no barco porque o vento soprava contra ele. 14.25 - Já de madrugada, entre as três e as seis horas, Jesus foi até lá, andando em cima da água. 14.26 - Quando os discípulos viram Jesus andando em cima da água, ficaram apavorados e exclamaram: - É um fantasma! E gritaram de medo. 14.27 - Nesse instante Jesus disse: - Coragem! Sou eu! Não tenham medo! 14.28 - Então Pedro disse: - Se é o senhor mesmo, mande que eu vá andando em cima da água até onde o senhor está. 14.29 - Venha! - respondeu Jesus. Pedro saiu do barco e começou a andar em cima da água, em direção a Jesus. 14.30 - Porém, quando sentiu a força do vento, ficou com medo e começou a afundar. Então gritou: - Socorro, Senhor! 14.31 - Imediatamente Jesus estendeu a mão, segurou Pedro e disse: - Como é pequena a sua fé! Por que você duvidou? 14.32 - Então os dois subiram no barco, e o vento se acalmou. 14.33 - E os discípulos adoraram Jesus, dizendo: - De fato, o senhor é o Filho de Deus!

Nos temporais da vida

Depois que Jesus se despede de todo aquele povo saciado, Ele pede que os Seus seguidores remem; que levem o barco à outra margem do lago. Sim, Jesus queria colocar seus pés em terra firme; queria se retirar para orar. Notem que a rotina dos discípulos tinha sido completamente quebrada. Fazia pouco, todos tinham se admirado com o milagre da multiplicação dos pães e dos peixes. Eles até tinham tido participação ativa naquele milagre. E agora, momentos depois, eles se encontram no meio do lago, a noite está escura como breu e uma tempestade se abate sobre eles. Eles estão “sem pai e sem mãe”. Às vezes é assim que todos os problemas vêm de mãos dadas para nos abater; afogar-nos; desanimar-nos... Concordam comigo?

Certamente teria sido melhor ficar em terra firme; ter esperado o raiar de um novo dia para tomar decisões. O fato é que o próprio Jesus os tinha enviado para o lago com o objetivo de remarem até a outra margem. Quem desafia pessoas a deixarem seu porto seguro rumo ao desconhecido, no meio da noite escura, Esse também deveria saber que era responsável pelas pessoas que estavam debaixo do seu discipulado.

Enquanto Jesus orava, seus pensamentos focados nos discípulos. “Ele viu que os discípulos estavam remando com dificuldade porque o vento soprava contra eles. Já de madrugada, entre às três e às seis horas, Jesus foi até lá, andando em cima da água, e ia passar adiante deles.” (Marcos 6.48) Foi a partir desta visão que Ele não aguentou mais. Envolveu-se com o temporal e, caminhando sobre as águas, foi ter com eles para trazer calma; paz...

Conclusão

Neste ponto da história, sempre páro para pensar: quando as “tempestades” vêm sobre mim eu me agonio. Daí então eu remo horas; remo dias; remo semanas; remo meses. Penso; faço contas; me preocupo; tento fazer alguma coisa. Olho para o lado e vejo que meus parentes; meus amigos e meus irmãos fazem o mesmo. Olha! Me faz bem saber que Jesus vê as nossas lutas e os nossos esforços e, em seguida, também vem até nós, no meio dos “mares tempestuosos” que nos assolam. O “vento” bate no casco do nosso “barco” e parece que nossas forças vão acabar. A escuridão dá medo. A “tempestade” açoita a “vela” da nossa vida e Jesus aparece no meio de todo o caos para estar conosco; para nos acalmar; para nos animar e então nos reconduzir para a costa; para a praia; para a terra firme.

Oração

Senhor Jesus, eu Te agradeço porque Tu nunca nos perdes de vista e porque sempre fazemos parte dos Teus pensamentos e ainda, porque Tu sempre vens ao nosso encontro quando estamos no meio das turbulências propostas pela vida. Amém!

2.8.11

Teste seus conhecimentos sobre os 10 Mandamentos!


Oi Pessoal! Esta foi uma "Verificação de Conhecimentos" que apliquei com a turma de Pré-confirmandos aqui da Paróquia onde trabalho. São 10 questões referentes aos Dez Mandamentos e de uma referente ao “Que Deus diz”. Você lê o Mandamento e então aparecerão duas explicações de Lutero: uma falsa e outra verdadeira. Transfira a explicação “que significa isto” verdadeira para grade de respostas. Só isso... Cada acerto vale um ponto. O acerto da 11ª questão bonifica um erro. A fim de experimentar?!

Primeiro Mandamento: Eu sou o Senhor, seu Deus.Você não deve ter outros deuses além de mim.
Que significa isto?
A - ( ) Devemos temer e amar a Deus e confiar nele acima de tudo.
B - ( ) Devemos ter medo de Deus e mesmo assim amá-Lo acima de tudo.

Segundo Mandamento: Não abuse do nome do Senhor, seu Deus, porque o Senhor não considerará inocente quem abusar do seu nome.
Que significa isto?
A - ( ) Devemos temer e amar a Deus e, por isso, em seu nome não amaldiçoar, jurar, jogar peteca; praticar a magia, mentir ou enganar; mas devemos pedir a sua ajuda em todas as necessidades, orar, louvar e agradecer.
B - ( ) Devemos temer e amar a Deus e, por isso, em seu nome não amaldiçoar, jurar, praticar a magia, mentir ou enganar; mas devemos pedir a sua ajuda em todas as necessidades, orar, louvar e agradecer.

Terceiro Mandamento: Santifique o dia de descanso.
Que significa isto?
A - ( ) Devemos temer e amar a Deus e, por isso, não desprezar a pregação e a sua palavra;
mas devemos ter respeito por ela, ouvi-la e estudá-la com muitíssimo gosto.
B - ( ) Devemos temer e amar a Deus e, por isso, não desprezar a pregação e a sua palavra;
mas devemos ter respeito por ela, ouvi-la e estudá-la com gosto.

Quarto Mandamento: Honre o seu pai e a sua mãe.
Que significa isto?
A - ( ) Devemos temer e amar a Deus e, por isso, não desprezar nem irritar nossos pais e as pessoas que têm autoridade sobre nós; mas devemos honrá-los, servir e obedecer-lhes, amar e querê-los bem.
B - ( ) Devemos temer e amar a Deus e, por isso, não desprezar nem irritar, nem encher a paciência dos nossos pais e as pessoas que têm autoridade sobre nós; mas devemos honrá-los, servir e obedecer-lhes, amar e querê-los bem.

Quinto Mandamento: Não mate.
Que significa isto?
A - ( ) Devemos temer e amar a Deus e, por isso, não agredir nem ferir o nosso próximo, nem esmurrar nosso irmãozinho; mas devemos ajudá-lo para que tenha tudo de que precisa para viver.
B - ( ) Devemos temer e amar a Deus e, por isso, não agredir nem ferir o nosso próximo; mas devemos ajudá-lo para que tenha tudo de que precisa para viver.

Sexto Mandamento: Não cometa adultério.
Que significa isto?
A - ( ) Devemos temer e amar a Deus e, por isso, levar uma vida sexual responsável, segura de si e disciplinada, amar e respeitar a esposa ou o marido.
B – ( ) Devemos temer e amar a Deus e, por isso, levar uma vida sexual responsável e disciplinada, amar e respeitar a esposa ou o marido.

Sétimo Mandamento: Não roube.
Que significa isto?
A - ( ) Devemos temer e amar a Deus e, por isso, não tirar o dinheiro ou os bens do próximo nem nos apoderar deles por meio de mercadorias falsificadas ou negócios desonestos; mas devemos ajudá-lo a conservar e melhorar seu meio de vida.
B - ( ) Devemos temer e amar a Deus e, por isso, não tirar o dinheiro ou os bens, ou ainda a carteira do próximo nem nos apoderar deles por meio de mercadorias falsificadas ou negócios desonestos; mas devemos ajudá-lo a conservar e melhorar seu meio de vida.

Oitavo Mandamento: Não fale mentiras a respeito do próximo.
Que significa isto?
A - ( ) Devemos temer e amar a Deus e, por isso, não enganar o nosso próximo com falsidade, com mentiras descaradas, traí-lo, caluniá-lo ou fazer acusação falsa contra ele; mas devemos desculpá-lo, falar bem dele e interpretar tudo da melhor maneira.
B - ( ) Devemos temer e amar a Deus e, por isso, não enganar o nosso próximo com falsidade, traí-lo, caluniá-lo ou fazer acusação falsa contra ele; mas devemos desculpá-lo, falar bem dele e interpretar tudo da melhor maneira.

Nono Mandamento: Não deseje possuir a casa do seu próximo.
Que significa isto?
A - ( ) Devemos temer e amar a Deus e, por isso, não tentar conseguir com esperteza a herança ou a casa do nosso próximo nem nos apoderar delas como se tivéssemos direito a isso; mas devemos ajudar e cooperar para que possa conservá-las e até conseguir mais e mais.
B - ( ) Devemos temer e amar a Deus e, por isso, não tentar conseguir com esperteza a herança ou a casa do nosso próximo nem nos apoderar delas como se tivéssemos direito a isso; mas devemos ajudar e cooperar para que possa conservá-las.

Décimo Mandamento: Não cobice a esposa ou o marido do seu próximo, nem as pessoas que trabalham com eles nem coisa alguma que lhes pertença.
Que significa isto?
A - ( ) Devemos temer e amar a Deus e, por isso, não seduzir, desviar ou afastar a esposa ou o marido do próximo, nem as pessoas que trabalham com eles; mas devemos aconselhá-los para que fiquem e cumpram o seu dever.
B - ( ) Devemos temer e amar a Deus e, por isso, não seduzir, desviar ou afastar a esposa ou o marido do próximo, nem as pessoas e os animais que trabalham com eles; mas devemos aconselhá-los para que fiquem e cumpram o seu dever.

Que diz Deus de todos estes mandamentos?
Ele diz:
A - ( ) "Eu, o Eterno, sou o seu Deus e não tolero outros deuses. Eu castigo aqueles que me odeiam, até os netos e bisnetos. Porém, sou bondoso com aqueles que me amam e obedecem aos meus mandamentos e abençôo os seus descendentes por centenas de milhares de gerações." Deus ameaça castigar todas as pessoas que não cumprem estes mandamentos; por isso, devemos temer a sua ira e não deixar de cumpri-los; mas ele promete graça e todo o bem às pessoas que os praticam. Por isso, devemos amá-lo, confiar nele e guardar os seus mandamentos de boa vontade.
B – ( ) "Eu, o Eterno, sou o seu Deus e não tolero outros deuses. Eu castigo aqueles que me odeiam, até os netos e bisnetos. Porém, sou bondoso com aqueles que me amam e obedecem aos meus mandamentos e abençôo os seus descendentes por milhares de gerações." Deus ameaça castigar todas as pessoas que não cumprem estes mandamentos; por isso, devemos temer a sua ira e não deixar de cumpri-los; mas ele promete graça e todo o bem às pessoas que os praticam. Por isso, devemos amá-lo, confiar nele e guardar os seus mandamentos de boa vontade.

Gabarito para marcar as respostas:
1° Mandamento A ou B
2° Mandamento A ou B
3° Mandamento A ou B
4° Mandamento A ou B
5° Mandamento A ou B
6° Mandamento A ou B
7° Mandamento A ou B
8° Mandamento A ou B
9° Mandamento A ou B
10° Mandamento A ou B
Que diz Deus? A ou B

OLHA SÓ!

  A BAILARINA DE AUSCHWITZ Outro dia, após repartir algumas dificuldades com uma amiga, fui desafiado a ler o livro “A Bailarina de Auschwit...