1.5.12

Dia das Mães!


Que bom! Pelo menos no Dia das Mães a maioria das pessoas se lembra que devem algum agradecimento às mães. Elas as mães contribuiram e continuam contribuindo muito para a sociedade a partir do seu cuidado. Quero iniciar minha reflexão lendo o de Mateus 4.4b: “Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.”

A nossa sã consciência; as nossas experiências pessoais e os psicólogos concordam quando definem a mãe como “o princípio e o fim do desenvolvimento de uma pessoa”. É assim que o indivíduo, desde o seu nascimento, cresce num mundo marcado pelo amor e pela segurança gerado por sua mãe. Infelizmente esse assunto ainda não assumiu as proporções que deveria ter assumido.

O homem é um ser biológico. Ele depende do “ninho” por ser extremamente frágil e carecer de muito cuidado. A criança precisa demais de um “ninho” seguro e caloroso. Ali, dentro de um ambiente familiar sólido, a criança carece de cuidado; de tempo e de dedicação. É com este apoio que ela poderá se desenvolver em paz; que ela poderá articular a sua confiança e a sua personalidade; que ela poderá atuar dentro do mundo dando “lucros” ao mesmo.

Nas mãos de quem repousa esta responsabilidade de fazer as pessoas crescerem em equilíbrio para o benefício da sociedade? Nas mãos das famílias e, especialmente, nas mãos das mães. Concentremo-nos neste assunto: Existe uma terefa que seja mais importante do que a de ser mãe e de se dedicar, de corpo e alma, em prol de seus filhos? É imperdoável que, nos últimos anos, tenha-se incutido certo complexo de inferioridade nas mulheres que “apenas” se dedicaram ao lar; que “apenas” se dedicaram a ser boas mães!

A sociedade já começa a sentir as consequências desta ação. Hoje o Brasil é um país que envelhece. Os casais brasileiros, em média, ainda só têm um ou dois filhos. Neste contexto, muitas são as pessoas mais jovens que não vivenciam mais boas bases familiares. O resultado disso se mostra nas muitas mentes emocionalmente instáveis que circulam pelas ruas das nossas cidades, externando posturas de auto-destruição.

A família é insubstituível e nela, a mãe é insubstituível. A mãe é a grande ajudadora que faz acontecer o equilíbrio na sociedade; que promove a transmissão da fé. Os pais e, especialmente as mães, são os primeiros e os mais importantes mensageiros da fé cristã para os seus filhos.


Ninguém de nós aprendeu sobre os assuntos de fé com seu pastor e ou com seu professor de religião. Nós aprendemos este conceito com a nossa mãe que, à noite, orou conosco ao lado da cama quando éramos pequeninos; que, pela primeira vez, nos contou histórias bíblicas sobre Deus. Isso também vale para a religião. A base da religião sempre é colocada no início da vida. O fundamento da vida religiosa sempre vem de casa, quando do tempo da infância vivida. O que se deixa de fazer em prol das meninas e dos meninos nesta época, não é fácil de ser revertido mais tarde.


Daí que eu, do alto dos meus 57 anos, sempre de novo apelo aos jovens pais no sentido de que levem este “compromisso” a sério; de que não se doem apenas para o bem-estar físico das suas crianças, mas, especialmente, para os assuntos da sua alma; da sua espiritualidade. Esta frase também do evangelista Mateus também vale para as crianças: “O homem não vive só de pão”...

Não privemos os nossos filhos daquilo que é mais importante: O relacionamento com Deus! E isso, especialmente nestes tempos caóticos em que estamos vivendo. Será que os jovens pais compreendem a importância de dar lugar a fé na vida familiar? Fazer isso implica em oração contínua. Quem faz esta experiência logo percebe as bênçãos que revertem para a família. Quando Deus se mostra ao nosso lado, daí então somos aliviados das funções mais pesadas no que tange aos compromissos com nossos filhos; com toda nossa família.


Jesus nos diz no Evangelho de João 15.5: “Eu sou a videira e vocês são os ramos. Sem mim nada podeis fazer. Mas se permanecerem em união comigo, vocês ficarão fortes e darão muitos frutos.” Isso se aplica a cada indivíduo. Isto também se aplica à família. Se hoje são tantas as famílias que experimentam falência, será que não é pelo fato de que esteja faltando o fundamento da fé cristã? Não, a família cristã não pode continuar sendo edificada sobre a areia. O seu futuro depende de nós! 

A “Grande Mãe”, Teresa de Calcutá, disse certa vez: “A família que ora unida, mantém-se bem.” É esse o meu desejo para as nossas famílias hoje, no Dia das Mães que se aproxima e no amanhã que virá.